Em outubro já se sabia que o intervalo ia contar para a componente letiva

A  farsa e os segredos mal guardados revelam que os autores das políticas educativas, sindicalistas e governantes, estão a ficar desacreditados na praça pública.

Aguarda-se nova era na vida das comunidades educativas que motive os professores no terreno, (sala de aula) a um desempenho profissional, mais ativo e participativo.ac18d-fotos2bindisciplina2bescolar

 

Um Dramático Duplo Inconseguimento

“O primeiro é o dos professores que anos a fio, décadas a fio, inconseguem entender o brilhantismo e a genialidade de muitas das propostas políticas na área da Educação e de tantas medidas legisladas por preclaríssimos governantes, sendo sua (dos ditos professores, claro!) a única responsabilidade por tudo aquilo que não correu bem, que não foi devidamente implementando, tal como imaginado nas mentes iluminadas dos reformadores educacionais, ou que os alunos inconseguiram demonstrar.!”

“E inconseguem entender que a alegada animação e adesão de alguns interlocutores às sucessivas novidades recauchutadas do ministério tem uma relação directa com a sua distância em relação às salas de aula.”

Fonte: Um Dramático Duplo Inconseguimento

Pare, Escute, Olhe… e Pense! — ComRegras

Não. Não é o slogan da Prevenção Rodoviária Portuguesa. É mesmo para todos nós, um pequeno alerta sobre aquilo a que se tem assistido na Educação, nos tempos recentes. Todos nós sabemos que o sucesso de um tratamento médico(exemplo) está dependente da correção com que é efetuado o diagnóstico. Já passámos pela ida ao hospital…

Como se entende a febre governativa em emanar orientações descoordenadas para a comunicação social, para debate público em que cada um diz o que lhe apetece, esteja ou não, ligado à Educação??

via Pare, Escute, Olhe… e Pense! — ComRegras

Os desaires do Ministério da Educação

por Santana Castilho – no Público

1. As alterações que o sistema de ensino sofreu nos últimos anos oscilaram entre concepções anglo-saxónicas, de raiz empirista, e ideias construtivistas, de inspiração piagetiana. Estas, hipervalorizando as chamadas ciências da educação. Aquelas, hipervalorizando o conhecimento. O equilíbrio entre estes dois extremos não foi a escolha do secretário de Estado João Costa.

Ao Expresso, João Costa foi claro quando afirmou que nalgumas áreas era impossível trabalhar, por falta de horas disponíveis. E disse que a Educação Física, a História e a Geografia eram disciplinas “descalças” de tempo. Quando lhe perguntaram se Português e Matemática perderiam horas, João Costa respondeu que “algumas terão de perder, claro”. Em declarações ao Correio da Manhã, reafirmou a necessidade de tirar de um lado para pôr no outro. Nem de outro modo poderia ser para permitir, como anunciou, que as escolas decidissem 25% do currículo e nele se incluísse a Área de Projecto e a Educação para a Cidadania, sem aumentar a carga semanal global. Do mesmo passo, repetiu várias vezes que as alterações curriculares se aplicariam já no próximo ano e em todas as escolas.

Agora, António Costa, com receio das repercussões que a leviandade provocasse nas eleições autárquicas, e Marcelo, com o paternalismo que o Governo aceita, meteram o secretário de Estado na ordem e desenharam a retirada: não há cortes e a coisa circunscreve-se a 50 escolas voluntárias. A falta de confiança no Ministério da Educação ficou patente. Repetiu-se o calduço do pai Marcelo que, no ano-lectivo passado, levou os garotos da 5 de Outubro a recuarem em matéria de avaliação no ensino básico. Numa palavra, escreveu-se direito por linhas tortas.

A reforma em causa era apressada e demasiado marcada por uma determinada ideologia. Orquestrou o apoio dos amigos (vide a cena amadora do apoio a João Costa, via uma sua adjunta, exposta no Correio da Manhã), mas não cuidou do apoio dos professores e da sociedade, muito menos de prever o impacto que teria na complexidade de todo o sistema de ensino.

A responsabilidade da ética política em que uma reforma educacional deve assentar exige que se procure um consenso partidário. As mudanças desta envergadura devem ter uma duração garantida para produzirem efeitos, devem acomodar processos de transição ponderada e prever uma campanha de comunicação pública, que explique razões (fundamentadas em diagnósticos sólidos, que não em palpites de ministros que foram aos jogos olímpicos), necessidades (assentes em evidências) e objectivos (expressos em linguagem perceptível, que não em “eduquês” de má memória).

2. O novo normativo sobre concursos retoma, com um pouco de cosmética, a visão do anterior governo do PSD/CDS-PP. A entrada nos quadros continua condicionada pela “norma-travão” e pela chamada vinculação “extraordinária”, que não pelo direito conferido por sucessivas contratações. Recorde-se, a propósito, que o PS votou recentemente, ao lado do PSD e CDS-PP, a inviabilização de um projecto de lei do PCP, que previa a obrigatoriedade de incluir em concurso nacional, por lista graduada universal, todos os lugares, com horário completo, que resultassem de necessidades manifestadas pelas escolas durante três anos consecutivos.

No próximo concurso de mobilidade interna teremos professores do quadro de primeira e professores do quadro de segunda. Mais uma vez, a lista universal de graduação é desprezada, agora por um processo de intenções que interpreta, e penaliza, de forma totalitária, decisões anteriores de permanência em quadros de zona pedagógica. Por tudo isto, resulta de um cinismo atroz o “parlapiê” do preâmbulo do Decreto-Lei nº 28/2017, que, significativamente, não colhe a aprovação de nenhum sindicato de professores. Como o anterior, nesta matéria, o Governo encarou a negociação sindical como mero formalismo legal e ficou claro que, quando as incidências orçamentais relevam, as suas prioridades não se afastam do que Crato serviu.

"do porquê deste blogue"

Professora de 1º ciclo acusada de maus tratos a aluna em Braga. — ComRegras

Os alunos do 1º ciclo podem fazer perder a cabeça a qualquer um, já lecionei ao 1º ciclo e confirmo que não é nada fácil. Chegar ao ponto em que somos simplesmente ignorados e ainda por cima se riem na nossa cara, provocando-nos até mais não, é desesperante e dá vontade de soltar os instintos…

via Professora de 1º ciclo acusada de maus tratos a aluna em Braga. — ComRegras

Há que Saber dar os Parabéns

Recapitulemos brevemente o que se anunciava (para desdizer ou garantir que nunca fora dito quando apareciam obstáculos): uma reforma tendente a flexibilizar o currículo e reduzir os programas aos conteúdos considerados “essenciais” (de acordo com o Perfil coordenado por Guilherme de Oliveira Martins), com aplicação generalizada no próximo ano nos 1ºs anos dos vários ciclos do Ensino Básico, incluindo uma mudança da carga horária de várias disciplinas tradicionais, a reconfiguração do currículo e a redução da carga lectiva dos alunos. A aplicação ao Ensino Secundário seria feita mais tarde.

Fonte: Há que Saber dar os Parabéns

Matriz do 1º Ciclo. E ao Engodo do Termo

Tendo em conta as informações de hoje sobre a “flexibilização” curricular onde é referido que o Inglês do 1º Ciclo (3º e 4º anos) funcionará dentro das 25 horas de aulas dos alunos e será aumentado para as 5 horas a carga semanal das Expressões-Artísticas e Físico-Motoras, não deixa de ser caricato que a “flexibilização”…

via Vamos a Contas na Matriz do 1º Ciclo E ao Engodo do Termo Flexibilização — Blog DeAr Lindo