Os Horários Incompletos no 1.º Ciclo — Blog DeAr Lindo

São vários os relatos que me chegam dando conta da mesma situação. Docentes que manifestaram interesse em ser colocados em horários incompletos para apoio no 1.º ciclo e obtiveram colocações em número de horas inferiores ao intervalo de horário para o qual concorreram. Sou, XXXXXX, candidata nº XXXXXX, docente do grupo de recrutamento…

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Enfermeiros, Juízes, Médicos — O Meu Quintal

Nota-se uma certa diferença no tratamento perante os protestos, mesmo quando não chegam a acordo. Podem dar muitas razões, mas eu continuo a apostar numa animosidade especial da “classe política” em relação aos docentes. Traumas de infância ou juventude. Tiveram alguma “negativa” inesperada e nunca perdoaram.

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Nem a autonomia das escolas nem a tutela podem limitar os direitos dos professores

Professores monodocentes sexagenários e professores do QZP prejudicados no concurso, casos diferentes a mesma injustiça, com base numa mudança repentina de regras, sem que os interessados se apercebessem.

A autonomia das direções tem trazido diferenças de tratamento a professores com a mesma condição, tantos casos distintos:

Educadoras com mais de sessenta anos com um dia (ou apenas uma tarde) sem atividade letiva, sem necessidade de ir à escola nesse dia. Educadoras a quem foi proposto trabalho não letivo nas cinco horas de dispensa, mas que recusaram e preferiram ficar com as 25 horas letivas.

Professores de apoio com dispensa de cinco horas letivas, que cumprem outros serviços nessas horas. Professores de apoio que têm na pratica as vinte cinco horas letivas, considerando as cinco da dispensa como não letivas, porque serão dedicadas a apoio individual. Professores com turma, nem todos voluntários, cuja dispensa de cinco horas letivas serão asseguradas pelo professor de apoio. E ainda os que se esqueceram de entregar o requerimento.

A distribuição de serviço já foi em tempos assente em critérios claros, previstos na lei. Hoje em dia, com base na autonomia parece valer tudo.

Os professores precisavam de se unir em torno de todas as injustiça de que têm sido alvo, e lutar em conjunto. Caso contrário seremos vítimas de um jogo de bastidores, que nos engana e deprime!

 

 

A luta fora do sistema

Um grupo de professores cria página no facebook para lutar contra mudanças repentinas  de regras nos concursos.

Professores mondocentes sexagenários vítimas de mudanças semelhantes na regra da aposentação,  apenas  continuam a lutar individualmente.

Uns e outros são falsamente apoiados pelos sindicatos. No caso dos professores monodocentes os sindicatos nem querem ouvir falar em retorno do regime especial de aposentação.

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Escola a tempo inteiro e municipalização da educação são temas de autárquicas

Medina promete atividade a tempo inteiro para segundo e terceiro ciclos. Os sindicatos parecem menos agressivos com a possibilidade da municipalização avançar.

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“Família a tempo inteiro? Cruzes, credo, que isso implicaria alguma regulação dos horários laborais e de condições que permitissem aos pais ter tempo em casa com os filhos em vez de os descarregarem nas escolas do nascer ao pôr do sol. A “escola a tempo inteiro” passa por ser, para esta malta sinal de “progresso” quando é uma estratégia terceiro-mundista de tipo assistencial em sociedade atrasadas do ponto de vista social, económico e laboral.”

Paulo Guinote

A estranha transformação dos currículos

Maria do Céu Roldão, da Universidade Católica Portuguesa, abriu o colóquio precisamente pelo lado da ação profissional dos professores. Segundo nota enviada à imprensa, a conferencista convidada destacou a centralidade do currículo e da didática no conhecimento profissional dos docentes e defendeu “a necessidade de olhar para os professores como agentes do currículo e não como meros executantes de um currículo inerte, destacando a necessidade de desenvolverem uma prática profissional refletida e analisada”. 

A investigadora defendeu ainda a necessidade de uma “mudança cultural no interior da classe docente e de uma visão do currículo enquanto elemento que estrutura e sustenta o saber profissional dos docentes”. Isto porque, como sublinhou, “a escola não pode ficar prisioneira de um currículo inerte, mas a necessidade de emagrecer o currículo requer a participação dos docentes, enquanto especialistas do ensino, através do seu conhecimento e agir profissional e do reforço da função curricular da escola”.

Help

À consideração dos professores do meu país – Santana Castilho

Quando eu tinha cinco anos, a minha mãe dizia-me que a felicidade era a chave da vida. Quando fui para a escola, perguntaram-me o que queria ser quando fosse grande. Escrevi feliz. Então eles disseram-me que eu não tinha entendido o exercício. E eu disse-lhes que eles não entendiam a vida.”
John Lennon
Como qualquer humano explicado por Freud, somos o resultado da disputa entre o nosso “id”, vertente primária subjugada pelo instinto, o nosso “ego”, bússola de navegação pela realidade externa, e o nosso “superego”, o árbitro implacável que vigia e obriga os outros dois estádios a permanecerem entre os limites da moral vigente e a considerar os seus dilemas.
Poderemos falar de um “superego pedagógico”, que obrigue os que têm por missão orientar os seres em crescimento a não lhes dar o que não lhes deve ser dado, mesmo que imposto pelos normativos modernistas dos que mandam, prolongando a abulia e subjugando as vontades? Deverá esse “superego” atípico impedir que os professores empurrem as crianças pelos corredores da pressa e do utilitarismo, quando as deviam guiar pelos trilhos calmos do personalismo e dar-lhes tempo para terem tempo? Trilhos onde os livros tradicionais ganhem aos meios electrónicos, a memória seja uma qualidade intelectual respeitada e o silêncio cultivado como meio para nos encontrarmos connosco próprios, aprendendo que até um cabelo projecta a sua sombra.
A missão de um professor é também impulsionar e acelerar a evolução da humanidade dos seus alunos, tornando-os mais sensíveis, ensinando-os a distinguir a verdade da mentira, a justiça da injustiça, a humildade da vaidade, a bondade da inveja. O desiderato de um professor é também ter alunos que prefiram uma derrota com honra a uma vitória com trapaça, que escolham a gentileza à brutalidade, que prefiram ouvir a gritar, que saibam que chorar é próprio de quem sofre, não diminui e, quando acontece, só engrandece. A obrigação de um professor é também ensinar aos seus alunos que só aquece aquilo que se consome, que a falta de uma só trave pode tombar todo um sistema, que é mais difícil fazer o que o coração dita que o que os outros esperam, que é impossível tocar uma nuvem mantendo os pés no chão, que são os erros e as esperanças desfeitas que ajudam a crescer e que, citando Confúcio, “não poderão mudar o vento mas poderão ajustar as velas do barco para chegarem onde quiserem”.
Na Escola não vivemos ao Deus-dará. Vivemos ao Governo-dará, em situação de permanente experiência, conforme o lado donde sopra o vento, sem ponderar impactos, sem avaliar as políticas ou com avaliações pré-ordenadas para que os resultados sejam os pré-decididos. Na Escola permitimos que as teorias sobre a formação de “capital humano” capturem as teorias sobre o funcionamento da educação integral, expulsando as artes e as humanidades. Na Escola vivemos obrigados por leis verga-carácter, constantemente alteradas e interpretadas segundo a conveniência do legislador, esquecendo o dever que nos assiste: não calar! E calamos. E desistimos. E pactuamos. Pactuamos com insanos que se julgam profetas e tomam decisões em nosso nome.
Eu sei que a complacência produz amigos e a franqueza pode gerar ódios. Mas exponho-me, com o que sinto. Se queremos resolver e não apenas discutir os problemas da nossa profissão, temos que começar por tomar consciência de que fomos convertidos em proletários mal pagos, ao serviço de senhores que não têm que fazer prova nem de saber, nem de coerência, muito menos de ética, para mandar. Quando a nossa indignação for maior que o nosso medo, então sim, discutiremos razões em vezes de colocações. E viveremos, como os outros portugueses, sem pânico de nos desmembrarem a família em cada ano que começa.
Aldous Huxley escreveu algures que a ditadura perfeita teria a aparência da democracia. Que seria um sistema de escravatura onde os escravos teriam amor à sua escravidão. No início deste ano escolar, abraço os professores do meu país e ouso sugerir-lhes que pensem no que acabo de escrever.
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A Filosofia para Crianças

A Filosofia para Crianças está a crescer em Portugal e nas escolas públicas. Esta semana fiquei a saber que 3 agrupamentos de escolas têm professores de Filosofia a garantir esta oferta: AE de Viana do Castelo, AE de Moimenta da Beira e AE de Elvas. Parabéns a todos eles pelo investimento na formação do pensamento critico e autónomo dos nossos jovens.

Jorge Humberto Dias

Em algumas escolas privadas do Algarve também há Filosofia para Crianças.

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Desenho inspirado no poema “Aviador interior”  de António Pina

Regime Especial de Aposentação — ComRegras

Mais uma vez, o professor António Carvalho levou ao Parlamento, à Comissão de Educação, a reivindicação de todos nós, educadores e professores do 1.º Ciclo, quanto a uma diferenciação no momento em que nos aposentamos, tendo em conta o desgaste até ao presente, e solicitando igualdade de horário, a partir de agora, para todo o…

via Regime Especial de Aposentação — ComRegras