Erdogan aterrou na Dgeste? (resposta, que não é nada curta, à Dra. Pastor) — ComRegras

Este título não é brincadeira. Em projetos europeus contactei e fiz amizade com colegas professores turcos, que Erdogan prejudicou na profissão, pelo único pecado de não serem do seu partido, serem democratas e interpretarem o sentido da palavra “direito” de uma forma diferente da do poder. Não quero que isso exista em Portugal e estas…

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Mataram os professores…destruíram a Educação

Luto nacional… dos Professores, da Escola, da Liberdade e da Democracia.
Hoje, 20 de julho, foi um dia inesquecível para todos nós – o dia em que mataram os professores e destruíram a Educação!
Hoje foi o dia da Inquisição dos professores queimados na praça pública.
O dia em que fomos amarrados ao poste da injustiça vimos incendiadas a nossa dignidade e a nossa liberdade.

Ficámos hoje a saber o que já sabíamos – que somos tutelados por um bando de inúteis com défice democrático que se revelaram como os maiores inimigos dos professores.
Ficámos hoje a saber que já não somos professores, somos meros administrativos.
Ficámos hoje a saber que o direito à greve é para todos, menos para os professores.
Ficámos hoje a saber que estão a desumanizar a Educação desacreditando os professores, tentando extingui-los.
Mas, mais do que tudo isso, ficámos hoje a saber que mataram a maior de todas esperanças que nasceu em nós naquela manhã de abril perpetuada num cravo na mão de uma criança – o sonho da liberdade!

Que crédito podemos dar a quem ataca a força da razão com a razão da força?
Que nome poderemos chamar a quem inapropriadamente manda fiscais às escolas para perseguir e atemorizar os professores?
Que nome podemos dar a quem tenta limitar a liberdade?
Num país onde os criminosos andam à solta e os professores são perseguidos, já nada mais me surpreende.
Perseguidos, maltratados, enganados, roubados e insultados, este é o modo como nos acarinham em Portugal.

Com um mês e meio de greve não me fizeram morrer de forme, mas um só dia foi suficiente para eu morrer, mas de vergonha. Não de vergonha dos meus colegas, companheiros e amigos professores de quem muito me orgulho da luta maravilhosa e cívica que fizemos, dando uma aula de democracia a todos estes déspotas incultos. Morri de vergonha, sim, mas de quem nos governa e trata com opressão e sem o mínimo de respeito.

Nesta ocasião em que não é possível pôr sentimentos nas palavras, ponho palavras nos sentimentos para falar bem alto a palavra que vai na alma dos professores neste momento – REVOLTA!
Esta palavra é dor que sente toda a gente que é professor. Uma dor impossível de medir. Uma dor que leva a liberdade, consome a esperança, devora a justiça e furta a dignidade.

Havia um valor inviolável que nos garantia que nos livráramos da ditadura – chamava-se liberdade – e esta foi hoje violada diante do olhar de toda a gente!
Conta, colega, os sonhos que te roubaram,
anuncia a angústia que te deram
diz da injustiça que te fizeram
fala de tudo o que te vai na alma.
Não,
Não contes, não anuncies,
não digas, nem fales.
Fecha os olhos e sonha.
Sonha a vida que desejas e nunca tiveste.
Sonha o respeito que mereces.
Sonha a justiça que te negaram.
Sonha o que prometeram e não te deram.

Olho esses rostos desiludidos, reflito sobre tanta mágoa e canto tantos sonhos abatidos.
Já não olho, já não reflito, já não canto, eu agora já só grito:
Nunca destruirão a Educação, nunca matarão os Professores, nunca nos roubarão a Liberdade!
Que viva para sempre quem canta a liberdade, como nós ousámos cantar num país de injustiça e iniquidade!
(Carlos Santos)

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Do oito ao oitenta

Ontem, na farmácia encontrei uma colega que não via à décadas.

Atirou-me logo a pergunta. – Já estás reformado? – e continuou sem ouvir a resposta – Eu aposentei-me com 53 anos.

Raios partam a minha sorte! Portugal  mudou tanto para na mesma profissão haver uma diferença de mais de 13 anos na idade da aposentação.

Conheço outros casos, em que após a aposentação continuaram a trabalhar em instituições de educação, em tarefas administrativa com grandes vantagens económicas. Quanto à lei do voluntariado não serve para nada, pois tudo é mais interessante do que voltar à escola.

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legendas – Luís Costa

A Carga da Brigada Ligeira

O Meu Quintal

Autonomia, mas com maneiras.

Há algo que ainda não foi percebido (nem pelo S.TO.P.) em todas as suas consequências: desde o início da geringonça educativa que foi acordada uma espécie de Tratado de Tordesilhas entre o ME e um núcleo de sindicatos, encabeçados pela Fenprof, para resolverem as situações entre si, sem “ruído”. Algo que já foi tentado nos tempos de Alçada/Ventura sem grande sucesso, mas com pizzas.

O que e quem “desalinhar” é atropelado pelo ME, enquanto a Plataforma assobia para o lado e diz que fez tudo de forma “responsável”.

Pelo que conheço a partir de um passado não muito remoto teremos mários pôncios e joões pilatos a dizer que não é nada consigo, sõ não lavando as mãos porque estarão a aplaudir, nem que seja em privado.

A maioria dos alunos já tem as notas atribuídas, faltando avaliar 7% dos estudantes, segundo dados do Ministério da…

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Professores sem prazo de validade

Com o aumento constante da idade da aposentação, a menos simpática saída, fica a depender da sabedoria de um grupo de médicos  “junta médica”.

Caso esta saída não seja possível, fica o professor  do primeiro ciclo, que  pediu as  cinco horas de redução letiva, como professor de apoio, mas apenas se houver essa disponibilidade na sua escola.

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 férias escolares  prolongadas, a tempo indeterminado!

 

Silêncio ensurdecedor – Carlos Santos

1 h · 

DIÁRIO DE GUERRA
Anteontem, 17 de julho de 2018:
Foi anunciado novo ataque.
19 de julho:
A sirene voltou a gritar. Foi novamente avistada a ameaça inimiga.
Habituados no último mês e meio a sucessivos ataques, corremos todos para os abrigos.
Ninguém fala, mas os olhares dizem tudo. Conhecemos perfeitamente o inimigo e percebemos aquilo de que é capaz.

Não sabemos quanto tempo irá demorar até se ouvir de novo o som estridente de uma bomba a cair-nos em cima. Mas, ainda mais ensurdecedor é este doloroso silêncio da espera.
Entrincheirados nos abrigos, mal-armados, arma-nos a força da razão. Sim, temos medo, mas temo-nos uns aos outros. Neste reduto sabemos que haverá sempre alguém ao nosso lado disposto a deitar-nos a mão. E é esta a nossa maior arma; uma arma que o nosso inimigo desconhece e não tem, a que chamamos de companheirismo, de solidariedade.

Os minutos passam tão devagar que a respiração fica suspensa. Não sabemos se o sussurro que ouvimos é o som do silvar das bombas, se o bater do nosso coração acelerado ou simplesmente a nossa imaginação a ser devorada pela ânsia.
Sem o dizer, no íntimo do nosso ser, todos desejamos que apenas seja um falso alarme.

Julgávamo-los nossos aliados, que estavam ali por nós. Sim, por nós e não contra nós. Mas julgámos mal aqueles que se transformaram em nossos carrascos.
Chantagearam-nos oferecendo uma falsa paz com uma rendição humilhante da qual seriamos prisioneiros.
Atacaram-nos sem respeito nem piedade e muitos fugiram, mas muitos outros ficaram. Ficámos e ficaremos para gritar este sentimento que no peito já não cabe mais. Tanta dor e tanto choro, tantos gritos num só lamento.

Atirei o olhar para lá do horizonte
e procurei justiça em toda a parte.
Em cada mar fiz um chão,
em cada rio, uma ponte,
da fome de dignidade fiz pão,
da sede de respeito fiz uma fonte
e desta luta fiz a minha arte.

Só eu sei como te compreendo, colega. Como eu te entendo depois de tantos anos de lágrimas sofridas que te secaram os olhos onde só ficaram a morar a esperança e o desânimo. Os teus olhos falam tudo nas lágrimas dos meus.
Ouvi o silêncio ensurdecedor da dor de tantos que têm estado silenciosos a sofrer. Eu vi o que te doeu tanto, de tanto que preferia não ter de ver. Eu vi nos teus olhos o desalento de nunca mais ver chegar o dia…
Mas garanto-te, companheiro amigo, que chegará o dia em que esse dia irá chegar. O dia em que sorrindo de alegria irás chorar. O tal dia em que, chorando, irás sorrir por tudo o que irás alcançar.

Cansados e assustados, temos consciência de que ninguém nos virá resgatar neste cerco que nos fizerem, tão-somente pelo crime de sermos professores em luta contra a injustiça. Um crime cujo preço estamos dispostos a pagar, por sabermos que ser professor é ser diferente de toda a gente. Um combate que estamos dispostos a travar contra a iniquidade e a repressão onde fomos colher forças para nos unidos, por não aceitarmos tanta ingratidão.

Isolados, mas convictos, ninguém vai a lado nenhum porque, agora, esta é a nossa casa. Aqui é o nosso lugar. Uma casa sem teto e sem lugar, impossível de alcançar. Um lugar invisível a que o inimigo não conseguirá chegar. Um lugar intangível, mas forte, que mora no nosso peito.
E aqui estamos nós! Vimos sem medo, vimos sem nada.
Nesta luta desigual contra Golias, já não temos uma mão vazia e outra cheia de nada. Nas mãos vazias nada trazemos e nada precisamos, a não ser a arma da razão numa mão e a da justiça na outra.

Perseguidos e incompreendidos, não nos resignámos. De olhar fechado e coração aberto, firmes e resistentes não desistiremos.
O meu coração já não bate sozinho, bate pelos outros companheiros e os deles batem por mim. Todos os corações aqui presentes batem em uníssono a um só ritmo; deixámos de ser muitos para sermos um só; todos unidos num só desejo, num só sentimento, numa só vontade, numa só coragem, numa só certeza – a de que não desistiremos e que iremos até ao fim.
A certeza de que o nosso grito vai parar a rua, parar a cidade, parar o país, porque o que começámos já é impossível de parar. É impossível parar este sentimento que é gente e parar gente que é sentimento.
As bombas podem cair, mas daqui ninguém vai sair.
O silêncio já deixou de ser ensurdecedor – os nossos corações batem mais alto!
Cansados de esperar, não mais vamos ficar sentados; não mais ficaremos calados. Vamos correr até ficarmos sem fôlego; vamos gritar por justiça até a voz acabar…

Carlos Santos (um de muitos resistentes)

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Demasiados alunos por sala no pré-escolar — Escola Portuguesa

As turmas do ensino pré-escolar em Portugal têm uma dimensão média de 17 crianças por sala e educador, um dos rácios mais altos entre os países da OCDE, que regista uma média de 14 crianças por sala. Os dados constam do relatório ‘Education at a Glance 2016’, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico […]

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Inimigos da democracia na escola são os ministros da educação desde Maria de Lurdes Rodrigues

Quatro perguntas, zero respostas. Foi este o saldo da audição de Tiago Brandão Rodrigues, no Parlamento.

Tiago Brandão Rodrigues recusou-se por diversas fazer a “classificar” as ações dos sindicatos que representam os professores. Em sentido contrário, o governante fez várias referências a “outras formas de vida, nem todas elas alienígenas”, e a “movimentos muito menos orgânicos e entendíveis”, que podem ameaçar a democracia.

Com o recém-formado Stop (Sindicato de Todos os Professores) a ser o único a manter a greve às reuniões de avaliação não é difícil adivinhar a quem se referia Brandão Rodrigues.

in público 17/07/18

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Opinião – Mário Silva

E entretanto, enquanto o ME dirimia um conflito com os docentes sobre o tempo de serviço, atacava pelo flanco (um ataque ‘em pinça’, no jargão militar) usando o decreto-lei da flexibilidade e o decreto da educação inclusiva como armas, tornando obrigatória a sua implementação a nível nacional. Algumas consequências prejudiciais para os docentes dessa investida:
– mais horas de trabalho no estabelecimento sem nenhuma compensação
– mais burocracia em ‘grelhados’ e relatórios infindáveis
– diminuição do número de horários
– conflitualidade entre professores (derivada da necessária decisão de distribuir os tempos letivos da componente do currículo entre as várias áreas disciplinares: umas ficarem com mais tempos letivos semanais do que outras da mesma componente curricular)
– o modelo pedagógico é a ressurreição da área de projeto/área escola/projeto curricular de turma mas sem aumento do crédito horário letivo.
Este modelo não será implementado na plenitude por causa de várias condicionantes, que estão relacionadas com dinheiro e aumento do orçamento:
– cumprimento obrigatório dos 1100 minutos da componente letiva docente (1500 minutos no primeiro ciclo)
– impedimento da contratação de profissionais
– impedimento de aumentar o crédito horário letivo
– predisposição resistente de um grupo de estudantes que está maioritariamente dedicado ao hedonismo promovido pela sociedade tecnológica, não tendo maturidade psico-emocional para integrar um modelo pedagógico que só tem eficácia se o estudante for curioso, interessado, proativo, colaborante, responsável.
– avaliação externa com exame nacional escrito com base num programa de conteúdos (acesso ao ensino superior), que condiciona qualquer flexibilidade curricular.
E assim se termina um ano letivo, com um ME empenhado em proporcionar maravilhas pedagógicas aos alunos (algo louvável), mas em destruir a carreira profissional e proporcionar desmotivação aos trabalhadores docentes; uma estranha combinação para quem deseja uma escola produtiva e agradável…

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