Novo Ano — O Meu Quintal

Poucas esperanças em relação a grandes mudanças para melhor em 2017. Infelizmente, já nos começa a satisfazer que as coisas não piorem. Mesmo se isso está longe de chegar como horizonte de vida. Em 2016, em termos pessoais, foi muito importante e excelente para a minha sanidade mental atirar lá bem para o fundo das […]A esperança não é a última a morrer, mas, coitada, já está muito entrevadinha e mal se mexe nestes tempos de geringonça educativa, em que quase todos estão amordaçados e chateados com quem não alinha na trincheira. 2017 não vai ser grande coisa e irrita-me um bocado aquela coisa do “próspero ano novo” quando sabemos que não o será. Mas vamos ter de o viver na mesma e esperar que isto não vá tudo pelos ares, cortesia do donald e do vladimir em dia de ressaca.

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O Pai Natal existe mesmo! — ComRegras

Prenda envenenada… — Sandro, tu acreditas no Pai Natal? – perguntei-lhe depois de inquirir mais de metade da turma. — Acredito. — respondeu o Sandro com confiança. Fiquei admirando com tanta convicção e quis saber mais: — Então porque é que acreditas no Pai Natal? E ele responde-me: — Porque eu no outro dia vi-o…

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Desliguem por uns dias… — ComRegras

Os finais de período são completamente loucos para os professores, a azáfama nas salas de diretores de turma, as reuniões de avaliação onde em clausura se sentam professores com as suas ideologias, personalidades, conflitos internos e egos diferenciados, levam a picos que à distância do tempo mais não são que momentos de irracionalidade, numa manifestação clara do cansaço…

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Apreciação Global — Blog DeAr Lindo

É das coisas mais chatas que se faz nas escolas, no entanto é algo que se tem de fazer. Não sou dado a floreados e chateia-me sempre esta parte das avaliações, porque acho que cada caso é um caso e nunca conseguimos fazer uma apreciação global a mais correcta de cada aluno. Quem quiser fazê-las…

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José Carlos Campos

Há dias, ao consultar a página da FNE, causou-me uma certa estranheza ao verificar no fundo da mesma a existência de uma auscultação/sondagem, através de votação, com Sim ou Não, com a seguinte questão: “1.º ciclo com sucesso exige colocação de professores coadjuvantes?”.
Meditei um pouco sobre a questão e interroguei-me. Qual o motivo desta súbita preocupação pelo sucesso do 1.º ciclo? Ir-se-á reavivar, novamente, a questão do regime de docência no 1.º ciclo? Haverá alguma relação com o muito que se tem falado recentemente no interesse de outros grupos disciplinares em leccionar neste nível de ensino?
Procurei saber sobre situação similar quando foi introduzido o Inglês curricular no 1º ciclo. Então, fui cuscar ao Google para constatar a posição dos sindicatos de professores mais representativos e passo a transcrever: “É claro para a FNE que a lógica pedagógica do 1º ciclo continua a exigir a existência de um professor titular responsável pelo processo global de ensino aprendizagem, o qual integra várias componentes, sendo que o Inglês passa a ser uma delas, mas com a garantia, por um lado, de que é obrigatória, e por outro de que a sua lecionação é assegurada por docentes com formação específica para o efeito.” in Dearlindo, 02/09/2014 e “A disciplina de Inglês no 1.º Ciclo (grupo 120) é lecionada em regime de coadjuvação? LEGISLAÇÃO EM VIGOR Não, porque o Inglês no 3.º Ano é uma área curricular autónoma …POSIÇÃO DA FENPROF Enquanto se mantiver em vigor o regime de monodocência no 1.º Ciclo, a disciplina deverá decorrer em contexto de coadjuvação…” In Informação 2 – 2015/16 fenprof
É claro, face ao exposto no parágrafo anterior, se subentende que estes sindicatos têm consciência que o Decreto – Lei 176/2014 de 12/12, que introduziu o Inglês como uma área curricular autónoma no 3.º e 4.º ano violou a Lei de Bases do Sistema Educativo, no artigo 8.º, ponto 1, alínea a) o qual preconiza: “No 1.º ciclo, o ensino é globalizante, da responsabilidade de um professor único, que pode ser coadjuvado em áreas especializadas”.
O que levará um sindicato a fazer uma auscultação deste tipo quando, em 2014, em situação idêntica, ficou em silêncio perante a violação da lei por parte da tutela? Por que manifestaram concordância com a recomendação do Conselho Nacional de Educação (Parecer n.º 2/2014) que advoga que a docência do Inglês no 1.º ciclo seja garantida por professores especialistas no domínio do “ensino precoce da Língua”, envolvendo formação científica e pedagógica devidamente certificada, mas assegurada em regime de coadjuvação, para depois a legislação vir a desrespeitar o que está na LBSE e remeterem-se a um silêncio cobarde? Será pelo assunto em causa dizer respeito ao 1.º ciclo e, como tal, não merecer que se façam grandes ondas? … Bom, façamos um esforço e tentemos acreditar que estão a mudar de postura e reconhecem que o 1.º ciclo de qualidade desempenha o alicerce central do edifício escolar.
Para finalizar, se realmente estão interessados no sucesso do 1.º ciclo, primeiro, tentem ser coerentes com este nível de ensino e, depois, no mínimo, pugnem pelo cumprimento da lei sempre que o Ministério da Educação o infringir, como o fez neste caso da imposição do Inglês como área curricular autónoma e não em regime de coadjuvação como a lei o exige.

Reflexos do manifesto “Pela Escola Pública” no Educare

1.º ciclo, o mais flagelado 

Duílio Coelho, o único professor primário do grupo, e autor do blogue Primeiro Ciclo, faz suas as palavras de José Manuel Alho, quando diz que “o 1.º ciclo do ensino básico persiste como o nível de ensino mais flagelado com toda a sorte de experiências tragicamente camufladas de inovações”.

Um professor ou vários? Parece ser a eterna questão que permanece por resolver no 1.º ciclo do sistema educativo. “Passou-se de uma situação de progressiva saída da monodocência, para uma reentrada na monodocência (exceção ao Inglês no 3.º e 4.º anos), com o correspondente apoio à interdisciplinaridade”, exemplifica o blogger, referindo, por outro lado, que “alguns professores no 1.º ciclo com habilitação para lecionar Inglês são impedidos de o fazer na sua turma”.

Acréscimo de horas letivas, 400 minutos por semana a mais do que nos restantes ciclos, e “o silêncio geral, perante a passagem de uma compensação justa das horas letivas em excesso, para dois anos de pausa letiva facultativos, a meio da carreira docente”, metas de aprendizagem desfasadas em relação à faixa etária, são alguns dos motivos pelos quais importa sair em defesa da escola pública.  Para resolver um outro dilema “da democracia”, como intitula Duílio Coelho: “A falta de debate de ideias, com a maioria dos professores a não ousar contrariar as decisões.”

Um aluno de 6 anos passa mais 465 minutos por semana na escola que um aluno de 18 anos…

Estou naturalmente a fazer uma comparação entre o 1º ano de escolaridade e o 12º ano… Muito se tem falado na elevada carga letiva dos alunos, muito se tem falado na escola a tempo inteiro, muito se tem falado nos trabalhos de casa e muito se tem falado nas atividades extracurriculares.  […]

A carga letiva atribuída aos alunos portugueses não tem a mínima consideração pela sua idade, não tem uma lógica progressiva, sendo vítima de múltiplos interesses exceto os dos próprios alunos. […]

Este é um assunto que sinceramente me revolta pois acho isto tão básico, tão acessível, tão… tão… tão senso comum… que é incompreensível, que nenhum licenciado, mestre, doutor, professor doutor, seja incapaz de mudar o que tanta gente da comunidade educativa vem apelando há anos.[…]

Não me reconheço neste ensino que visa a quantidade e não a qualidade, não me reconheço nesta escola formatada, inflexível e praticamente sem autonomia, não me reconheço num ensino que centra a formação dos alunos no Português e na Matemática, e não me reconheço numa sociedade que quer tornar a escola a 1ª casa dos alunos.[…]

As sombras…Luis Costa

primeiro ciclo

[…]Sombras – São  um faz de conta, um jogo de espelhos, um teatro de sombras… uma mó de do granito a transformar paciência e inteligência em pó de submissão. Já (quase) ninguém diz o que realmente pensa, já (quase) ninguém discorda, já (quase) ninguém sabe dizer “não”. Já (quase) ninguém é capaz de dizer que o rei vai nu, mesmo que todos os olhos o vejam pudibundamente exposto. Se uma boca fala… a sala cala… até que o ruído rebarbativo seja engolido pela insonora solidão. Desolação sobre desolação, pirâmides de pedra e negação.[…]

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