Dietas Orçamentais? — Blog DeAr Lindo

“Se há um problema de obesidade curricular, então é preciso fazer dieta” “Se há um problema de obesidade curricular, se o currículo está gordo, então é preciso fazer dieta“, destacou o secretário de Estado da Educação durante o XLI Encontro Nacional das Associações de Pais que decorreu na Trofa. Para o…

Questionado por um representante de uma federação de pais sobre a existência de turmas ainda sem professores, o secretário de Estado respondeu que existe “um problema seríssimo que tem a ver com professores colocados e que não aceitam o lugar”.

“Isto vai ser mudado”, garantiu o governante.

via Dietas Orçamentais? — Blog DeAr Lindo

Uma brutalidade – Ana RodriguesMartins

Ora bem, tendo em conta que eu suspeito que muitos professores ainda não se deram conta da coisa, vamos falar de trabalho lectivo ( dar aulas ) e igualdade, partindo sempre da seguinte premissa:
A profissão docente é de um desgaste brutal em todos os ciclos de ensino, nenhum professor deveria ter de dar aulas até aos 66 anos e não há professores em boas condições profissionais, o que há é alguns que dentro das más, estão nas piores.
Vejamos então o seguinte raciocínio e peço que o corrijam se estiver errado:
Os professores do 1° ciclo dão semanalmente 1500 minutos de aulas e os professores do 2°, 3° ciclo e secundário dão 1100 minutos. Reparem que não se trata da diferença entre 22 horas lectivas e 25 horas lectivas como é comum dizer-se. São 400 minutos LECTIVOS a mais por semana o que corresponde a mais 6, 6 horas a dar aulas.
Considerando que um ano lectivo tem, grosso modo, 9 meses de aulas e cada mês tem em média 4 semanas, chegamos ao montante de 36 semanas lectivas. Por uma questão de rigor, descontamos às 36 as semanas de interrupcão lectiva do Natal e da Páscoa, quatro no total, e vamos descontar mais uma para os três dias de Carnaval e um ou outro feriado. Considerem-se assim 31 semanas de aulas efectivas, a 6.6 horas a mais por cada uma, o que nos leva a mais 204,6 horas de trabalho por ano lectivo. Tendo em conta que um dia de trabalho não pode ter mais de seis horas de aulas, 204.6 horas correspondem a um total de 34,1 dias de trabalho a mais em cada ano lectivo, para os professores do 1 ciclo.
Ao fim de 40 anos de serviço, os profs do 1° ciclo terão dado mais 1364 dias de aulas. Se dividirmos esses 1364 dias por 180 que é o número médio de dias de aulas por cada ano lectivo, os profs do primeiro ciclo terão trabalhado mais 7,57 anos que os seus colegas dos outros ciclos.
A menos que esteja a ver isto mesmo mal, parece-me uma brutalidade.

Em novembro escrevi: Greve! Eu fazia!

A fenprof dava prazo ao governo para resolver as ilegalidades. Agora perante um quadro de propostas muito distantes do que pretendia, ameaça mesmo com “greve”. Já se vê que será só ameaça, ou no máximo greve de um dia, para assustar e capitalizar o descontentamento.

Os tribunais tardam em julgar a pretensão de ilegalidade da hora do intervalo no 1ºciclo.

 Não fosse o caso político,  em que  os sindicatos aceitaram o sacrifício dos professores deste grupo,  há muito que estava resolvido. Continuam a não dar ao assunto a importância que merece.

Perante quadro tão negro mudem por uma vez o “chip”, e proponham dois dias de greve.

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