As sombras…Luis Costa

primeiro ciclo

[…]Sombras – São  um faz de conta, um jogo de espelhos, um teatro de sombras… uma mó de do granito a transformar paciência e inteligência em pó de submissão. Já (quase) ninguém diz o que realmente pensa, já (quase) ninguém discorda, já (quase) ninguém sabe dizer “não”. Já (quase) ninguém é capaz de dizer que o rei vai nu, mesmo que todos os olhos o vejam pudibundamente exposto. Se uma boca fala… a sala cala… até que o ruído rebarbativo seja engolido pela insonora solidão. Desolação sobre desolação, pirâmides de pedra e negação.[…]

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