Pais juntam-se à valorização da Educação Física na Escola Pública. — ComRegras

Mais um passo na melhoria da educação das nossas crianças e jovens e no combate a uma ilegalidade que persiste em muitas escolas… Parabéns à CONFAP por se ter juntado a esta causa! CONFAP, CNAPEF e SPEF em nova posição conjunta sobre a Educação Física Como pontos fundamentais desta posição conjunta salientamos um entendimento comum num…

via Pais juntam-se à valorização da Educação Física na Escola Pública. — ComRegras

As expressões no próximo ano letivo vão funcionar melhor! Se tiver turma, vou requisitar um professor de música, é que sou mesmo muito duro de ouvido.

José Carlos Campos

Novo ano lectivo, velhos aspetos discriminatórios de que é alvo 1.º ciclo. Seguem  20 pontos ter em consideração para o presente ano letivo:

1- Noção de hora: para o pré-esccolar e 1.º ciclo uma hora são 60 min, para os restantes docentes são 50 min.;

2- A não inclusão dos intervalos como tempo letivo é, não só, contraproducente para os professores e para os alunos, como corresponderá a um tratamento diferenciado em relação, quer aos colegas de outros níveis de ensino, quer em relação aos trabalhadores de outros setores profissionais. Por outro lado, esta alteração também veio obrigar a um agravamento do tempo curricular dos alunos, em mais duas horas e meia;

3 – Calendário escolar, para o ano lectivo 2016-17, pela primeira vez, é mais extenso para o 1.º ciclo, quando sempre foi igual para todo ensino básico. Se aqueles que nos deveriam representar mantiverem idêntica postura ao que até aqui têm feito, adivinha-se um final semelhante ao que aconteceu com o calendário do pré-escolar;

4- Sonegaram o regime especial de aposentação para os Educadores de Infância e Professores do 1º Ciclo do Ensino Básico. Para que se possa oferecer um regime de aposentação justo para todos os docentes, esta proposta deveria consagrar um regime especial de aposentação para os Educadores de Infância e Professores do 1º Ciclo do Ensino Básico nos termos e condições da Lei nº 77/2009, de 13 de agosto, sem qualquer penalização, designadamente, no momento em que perfizessem 57 anos de idade e completassem 34 anos de serviço efectivo;

5- No 1º Ciclo, no DOAL do ano passado, ainda da era Crato, estipulava um mínimo de três horas para o exercício do cargo de coordenador de estabelecimento, agora com o presente despacho isso foi revogado. Vejamos o que se passa na Madeira e trata-se de um bom exemplo que devia ser seguido no continente: em cada uma das escolas do pré-escolar e 1.º ciclo haverá um coordenador de estabelecimento que terá o mínimo de 10 horas para esse cargo e não terá turma atribuída;

6- Revisão do artª 79 do ECD. Os professores do 1.º ciclo têm redução de 5 horas na componente lectiva a partir dos 60 anos (os restantes têm redução de 8h, nesta idade, depois de começarem a beneficiar de redução, e justa, a partir os 50), ou seja a partir dos 60 a sua componente lectiva é de 20h X 60 min. = 1200min, os seus pares de outros níveis iniciam a carreira com 1100 min. Que grande justiça, quando os professores do 1.º ciclo chegam a essa idade a grande maioria já está de “rastos” e mesmos assim têm uma carga da componente lectiva superior aos seus pares no início de carreira;

7- A constituição de turmas mistas, com vários anos de escolaridade é incompreensível e inadmissível. Então fecharam-se milhares de escolas para a constituição de turmas homogéneas de apenas um ano de escolaridade, e de realizar uma melhor gestão pedagógica do processo ensino-aprendizagem e por mero interesse economicista mantêm as turmas mistas, em que os professores têm o dobro do trabalho e os alunos obtêm metade do rendimento;

8- Inconcebível a constituição de turmas com 26 alunos (e intolerável para as turmas mistas) comprometendo o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem, como as respostas pedagógicas inerentes a este nível de ensino;

9- As AEC deverão desenvolver-se depois do tempo curricular da tarde, atendendo que são actividades de caráter facultativo e de natureza eminentemente lúdica, formativa e cultural. No entanto na legislação, Portaria nº 644-A/2015, permite que sejam interrompidas pela introdução de AEC entre as atividades curriculares obrigatórias. Inclusive uma organização sindical vangloriou-se que em reunião suplementar que para o DOAL de 2016/17 que as AEC obrigatoriamente seriam após o tempo curricular da tarde. É por estas e outras, que as organizações sindicais, cada vez, têm menos credibilidade junto dos docentes;

10- O tempo de escola dos alunos portugueses é dos mais elevados da Europa, com especial incidência no 1.º ciclo. Torna-se urgente a redução da carga horária das crianças, com um horário curricular e extracurricular, das 9h às 17:30h, com as AEC a intercalar as actividades curriculares;

11- Devido à excessiva carga horária, há mais problemas disciplinares no turno da tarde motivado pela sobrecarga de horas consecutivas de escola para crianças até aos 9/10 anos de idade;

12- Currículos desajustados e desfasados com a idade cronológica dos alunos, com especial destaque para a programação da disciplina de matemática, que urge ser rectificado;

13- No 1.º ciclo nenhum cargo permite a redução de horas da componente letiva dos docentes.
É de todo justo a atribuição de horas para o exercício de cargos de natureza pedagógica e de coordenação, nomeadamente nos cargos de coordenação de departamento, coordenador de estabelecimento e coordenadores de projectos;

14 – A não obrigatoriedade dos professores do 1.º ciclo no órgão de direcção, sendo normal verificar-se que o 1º Ciclo e/ou a Educação Pré-Escolar não estão representados;

15 – Fracas instalações em grande parte das escolas do 1.º ciclo com sobreocupação das salas de aula, pouco arejadas e com níveis elevadíssimos de radão e CO2, além do problema do amianto em muitos estabelecimentos;

16- Todas as atividades diretas com os alunos, mesmo que fora da sala de aula, inclusive nos intervalos, devem ser consideradas como componente lectiva;

17- No actual DOAL, o trabalho do diretor de turma é valorizado com a atribuição de 4 horas, não se verificando equidade em relação ao tempo de trabalho atribuído aos Professores do 1º ciclo e educadores de infância, para o exercício dessas mesmas funções como titulares de turma ou grupo;

18- Nas substituições de curta duração, no 1.º ciclo recorre-se à distribuição dos alunos por várias turmas, (o que nunca esteve previsto na lei), com os prejuízos que daí advêm e/ou o recurso a professores de apoio, docentes de Educação Especial (que são escassos), o que é ilegal e penaliza os alunos que ficam sem apoio. Apela-se no sentido da criação de uma “bolsa de docentes” para colmatar estas lacunas;

19- Os professores do 1.º ciclo leccionam num estabelecimento do 1.º ciclo e vêem-se confrontados com a necessidade de se deslocarem frequentemente à sede do Agrupamento a fim de tratarem de assuntos de secretaria, além de se terem de deslocar para participar em reuniões que são convocados, sendo penalizados no tempo gasto nas deslocações e nas despesas do transporte;

20 – Sejam substancialmente reduzidas as tarefas burocráticas que hoje ocupam boa parte da atividade dos docentes do 1º Ciclo.

 

Dietas Orçamentais? — Blog DeAr Lindo

“Se há um problema de obesidade curricular, então é preciso fazer dieta” “Se há um problema de obesidade curricular, se o currículo está gordo, então é preciso fazer dieta“, destacou o secretário de Estado da Educação durante o XLI Encontro Nacional das Associações de Pais que decorreu na Trofa. Para o…

Questionado por um representante de uma federação de pais sobre a existência de turmas ainda sem professores, o secretário de Estado respondeu que existe “um problema seríssimo que tem a ver com professores colocados e que não aceitam o lugar”.

“Isto vai ser mudado”, garantiu o governante.

via Dietas Orçamentais? — Blog DeAr Lindo

Uma brutalidade – Ana RodriguesMartins

Ora bem, tendo em conta que eu suspeito que muitos professores ainda não se deram conta da coisa, vamos falar de trabalho lectivo ( dar aulas ) e igualdade, partindo sempre da seguinte premissa:
A profissão docente é de um desgaste brutal em todos os ciclos de ensino, nenhum professor deveria ter de dar aulas até aos 66 anos e não há professores em boas condições profissionais, o que há é alguns que dentro das más, estão nas piores.
Vejamos então o seguinte raciocínio e peço que o corrijam se estiver errado:
Os professores do 1° ciclo dão semanalmente 1500 minutos de aulas e os professores do 2°, 3° ciclo e secundário dão 1100 minutos. Reparem que não se trata da diferença entre 22 horas lectivas e 25 horas lectivas como é comum dizer-se. São 400 minutos LECTIVOS a mais por semana o que corresponde a mais 6, 6 horas a dar aulas.
Considerando que um ano lectivo tem, grosso modo, 9 meses de aulas e cada mês tem em média 4 semanas, chegamos ao montante de 36 semanas lectivas. Por uma questão de rigor, descontamos às 36 as semanas de interrupcão lectiva do Natal e da Páscoa, quatro no total, e vamos descontar mais uma para os três dias de Carnaval e um ou outro feriado. Considerem-se assim 31 semanas de aulas efectivas, a 6.6 horas a mais por cada uma, o que nos leva a mais 204,6 horas de trabalho por ano lectivo. Tendo em conta que um dia de trabalho não pode ter mais de seis horas de aulas, 204.6 horas correspondem a um total de 34,1 dias de trabalho a mais em cada ano lectivo, para os professores do 1 ciclo.
Ao fim de 40 anos de serviço, os profs do 1° ciclo terão dado mais 1364 dias de aulas. Se dividirmos esses 1364 dias por 180 que é o número médio de dias de aulas por cada ano lectivo, os profs do primeiro ciclo terão trabalhado mais 7,57 anos que os seus colegas dos outros ciclos.
A menos que esteja a ver isto mesmo mal, parece-me uma brutalidade.

Em novembro escrevi: Greve! Eu fazia!

A fenprof dava prazo ao governo para resolver as ilegalidades. Agora perante um quadro de propostas muito distantes do que pretendia, ameaça mesmo com “greve”. Já se vê que será só ameaça, ou no máximo greve de um dia, para assustar e capitalizar o descontentamento.

Os tribunais tardam em julgar a pretensão de ilegalidade da hora do intervalo no 1ºciclo.

 Não fosse o caso político,  em que  os sindicatos aceitaram o sacrifício dos professores deste grupo,  há muito que estava resolvido. Continuam a não dar ao assunto a importância que merece.

Perante quadro tão negro mudem por uma vez o “chip”, e proponham dois dias de greve.

 greve-e14540585582951

BIOGRAFIA

Beja, às 4 da madrugada, dia 15 de abril 1957. Cresci entre Beja onde viviam os meus avós maternos e Baleizão onde viviam os meus pais e avós paternos. Estudei até à 2ª classe na Escola Masculina de Baleizão e na 3ª e 4ª na Escola Primária de Beja que ficava junto do antigo Liceu. Frequentei depois até ao 9º ano a Escola Comercial de Beja. Joguei futebol nos Juvenis do “Despertar” de Beja. Migrei para Portimão aos 17 anos com os meus pais. Joguei nos juniores do Portimonense. No Magistério Primário estive dois anos em Faro e um em Beja, terminei em 78 e fui militar 18 meses . Professor no 1º ciclo desde 7/10/80. Adoro viajar, nadar, jogar xadrez e ténis. Completei a minha formação no isce.pt/

Duilio1

Ana Rodrigues Martins – 2

Explicação mais ou menos pormenorizada sobre a vida de um professor do 1° ciclo, para pais e outros profissionais a quem possa interessar:
Um professor do 1° ciclo é um docente generalista, ou seja, lecciona várias disciplinas. Essas disciplinas estão discriminadas na Lei e são o Português, a Matemática, o Estudo do Meio, as Expressões artísticas, a Expressão físico motora, o Apoio ao Estudo e a Oferta Complementar ( educação para a cidadania, por exemplo…). A Lei prevê ainda expressamente a duração semanal de cada uma destas disciplinas, a saber, 7 horas para as duas primeiras, 3 para cada uma das duas seguintes e mais uma hora e meia para a penúltima e uma para a última, como tempos mínimos que eu, professora do 1° ciclo, sou obrigada a leccionar.
Tudo isto consta discriminadamente do horário que os professores “primários” recebem no início do ano lectivo.
Entretanto, com o ano iniciado, vem a colega de Religião e Moral e diz-nos que vai levar os meninos cujos pais declararam querer a frequência daquela disciplina, no horário que decidiu e que por acaso coincide com a hora a que dou português. E no dia seguinte vem uma jovem esguia dizer que às terças, à hora em que dou Estudo do Meio, os meus alunos terão aula de ginástica com ela, portanto tenho que avisar que venham equipados e entrega-me uma grelha para avaliar, mais um horário e mais uns papéis que entretanto vejo vermelhos, porque quero saber quem decidiu tal coisa. Que é assim, que é um projecto da câmara em que a direcção inscreveu as escolas, porque os meninos precisam muito e a ginástica faz parte do horário, pelo que ela dá uma hora e eu darei a outra, ao que percebi sob orientação dela… E lá vai, deixando-me os papéis na mão.
Entretanto há-de vir a natação curricular, no horário que a câmara decidir, e já sei que duas vezes por semana ficarei sem o intervalo da manhã ou sem um pedaço do intervalo do almoço. Porque a direcção inscreveu as escolas no projecto. Porque os meninos precisam muito e nadar faz muito bem.
Virá mais tarde o ciclismo, no horário da aula de matemática. Foi a junta que decidiu. Porque é um projecto extraordinário e estas crianças precisam muito.
Se eu for professora do 3° ou 4° ano, tenho ainda o inglês curricular que é dado por uma colega de inglês, duas horas por semana. Enquanto ela dá a aula dela eu espero cá fora. Fico de guarda, pois a colega pode precisar de apoio, uma vez que os meninos são pequenos e no 1° ciclo não vigora a ordem de saída da sala quando se portam mal. De qualquer modo tenho mesmo que esperar para de seguida retomar a minha aula, portanto é mais sentinela menos sentinela.
Habitualmente, logo pela manhã, vem a assistente operacional, que é o nome moderno para contínua, com o relato (às vezes escrito) das ocorrências com os meus alunos na aula de enriquecimento curricular do dia anterior. Transmite ainda que o professor da  AEC quer reunir comigo, porque os meus alunos não se conseguem aturar nas aulas dele.
Antes de ir embora, ainda avisa que tenho de advertir os meus alunos para o comportamento inadequado que têm tido no refeitório pois as senhoras que lá trabalham não os conseguem aguentar.
Há-de vir de seguida a colega da Educação Especial por causa daquele aluno que vai precisar de adequações curriculares no programa que terei de fazer com ela, mas é preciso encontrar um dia conveniente pois ela tem um horário de 1100 minutos e há tardes ou dias em que não está na escola.
Entretanto à noitinha, as notícias “online” advertem que o bloco de esquerda quer língua gestual nas escolas primárias.
É altamente provável que na próxima semana apareçam mais pessoas ou entidades com mais projectos de actividades para decorrerem durante o meu horário porque os meninos precisam muito. Hoje acho que não vai aparecer mais nada porque é tarde e todos os que se preocupam com os meninos já devem estar a dormir.
É melhor eu ir também. Preciso muito, embora ninguém me tenha perguntado nada.

comentário: Na minha escola que aderiu ao plano da flexibilização curricular surgiu agora a avaliação intercalar no segundo período, o que alguns colegas consideram uma não necessidade, face à lenta evolução da performance das crianças nesta faixa etária.

3d52c-sad2bteacher

António Costa abre a porta à vinculação de mais professores — ComRegras

António Costa anda a brincar com os professores, ou então é Tiago Rodrigues que anda brincar com estes. Não se pode dizer que se quer dar estabilidade e que se compreende muito os professores, pois até esteve casado com uma mulher educadora, blá, blá, blá, e apresentar uma proposta que fazia sentido sim, mas no…

via António Costa abre a porta à vinculação de mais professores — ComRegras

O quotidiano de um professor de apoio (1º ciclo) — ComRegras

Sou professor de cerca 40 alunos de seis turmas de 2º ano, 15h por semana da parte da manhã e 10h da parte da tarde, com um tempo médio de 4,5h por turma. Os meus alunos estão todos com dificuldades de aprendizagem, na leitura e na escrita, embora também na sua maioria com dificuldades na…

via O quotidiano de um professor de apoio (1º ciclo) — ComRegras