Não é do meu lado!

mesmo barco

As inúmeras razões que nos leva a estar de costas voltadas, prendem-se com alguns dos fatores externos e internos à nossa profissão:

A nossa classe é muito heterogénea socialmente.

As avaliações do tempo da ministra Maria de Lurdes. Modelo de gestão e agrupamento.

A manutenção dos escalões de vencimento, há demasiados anos, que criam um sentimento de injustiça, entre diferentes gerações. Com a agravante de muitas vezes os mais vulneráveis  estarem longe da sua habitação habitual.

A professores experientes e motivados na casa dos 60 anos, segue-se a fase de professores contrariados e forçados a normas absurdas, vindas do exterior. Sugere-se que fiquem na retaguarda, a dar apoio ou a fazer substituições.

O trabalho mentalmente desafiante que o indivíduo pode realizar com sucesso é satisfatório. As exigências físicas de gerir uma turma em monodocência, numa faixa etária acima dos 60 anos, torna o trabalho demasiado cansativo e gera descontentamento e insucesso.

Todos estes fatores contribuem para o grupo mais numeroso de professores os mono-docentes, com maior números de alunos a seu cargo, estarem sem uma verdadeira representação, e irem sendo associados a diversas instituições, (sindicatos, pró-ordem dos professores, associações de outros grupos) sem depois as suas legitimas pretensões serem ouvidas, com o devido relevo pela tutela.

Tenho em  conversas particulares afirmado, que não me move a pretensão de liderar um grupo, no qual há muita gente com enorme capacidade, mas por motivos que todos conhecemos, (a maioria em cargos de direção ou funções similares, outros saíram  da monodocência e não querem voltar) não avançam.

Os que sobram do primeiro conjunto, com opiniões e filiações partidárias diferentes também não avançam. A conflitualidade latente no seio do grupo, salvo honrosas exceções, consubstancia a inação presente.

“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo”