Ser professor, hoje, em Portugal,

Ana Rodrigues Martins  no facebook

Ser professor, hoje, em Portugal, é uma actividade deprimente e miserável.
Ser professor do 1° ciclo é-o com particular “afinco”.
Passar um dia inteiro com crianças que não têm autonomia, regras e educação. Tentar ensiná-las. Tentar domar a sua agressividade. Tentar que percebam como se convive, como se devem sentar, que se agasalhem, que não adormeçam, que não destruam o material próprio e alheio, que não se espanquem, que não insultem colegas e adultos, que comam, que não cuspam na sopa, que lavem as mãos, que consigam dar um recado simples, que não se espalhem ao descer as escadas e ainda ter que responder aos pais por causa de uma nódoa negra do tamanho de uma moeda de dois cêntimos, cuja origem não temos a mínima hipótese de conhecer, é insalubre, demencial, desumano.
Isto não é uma profissão, é um martírio. Dos que matam.

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O retrato “doente” das nossas escolas

À exceção de uma pequena minoria de alunos, ainda respeitadora da escola e dos profissionais intervenientes no sistema educativo, é notável que, de ano para ano, cresce o número de alunos que revelam comportamentos desviantes e violentos. Entre as atitudes mais comuns de indisciplina podem referir-se as seguintes: uma postura de provocação constante, desobediência, desrespeito…

via O retrato “doente” das nossas escolas. — ComRegras