Aquele Cansaço

Típico dos últimos dias de período e que não resulta das aulas ou só das aulas. Que se acumula a um período longo de aulas mas que se instala perante a pilha de “burrocracia” administrativa que cada governo aumenta com as suas inovações. Este ano é o que resulta dos planos de melhoria e sucesso […]

via Aquele Cansaço — O Meu Quintal

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Mónica Guimarães no blog ComRegras

É um facto comprovado que a violência gera violência (seja ela física ou verbal) e para além disso quem faz uso dela perde toda a razão, em contexto escolar e fora dele.

Na educação deveria reinar e prevalecer sempre o respeito mútuo, a calma, a entreajuda, empatia e o civismo entre os vários intervenientes. A escola deve transmitir o exemplo de boas práticas educativas/letivas mas para que tal aconteça os profissionais da educação devem ser valorizados, tratados dignamente e com respeito quer por alunos quer por encarregados de educação e se assim não for, torna-se impossível um ensino de qualidade e sucesso. ‘Devem ser todos aliados: professores, pais e alunos, num trabalho conjunto, em prol de um bem maior, “o futuro e a educação das nossas crianças”

No entanto é complexo erir muitas situações que vão ocorrendo em contexto escolar, por vezes já não há mais reservas ou réstia de força que permitam gerir os imensos problemas de uma turma ou de várias turmas, sob a alçada de um mesmo professor…

Como docente, lecionei numa escola, no âmbito das AEC (atividades de enriquecimento curricular), em sete turmas, no 1º ciclo de escolaridade – 3º e 4º anos e gostaria de deixar aqui o meu testemunho, descrevendo algumas das situações adversas que tive que enfrentar nesta minha prática letiva.

Cada vez que entrava na sala de aula havia um barulho ensurdecedor e insuportável no seu interior, (uma vez que a professora anterior acabara de sair e havia troca de docente). Era habitual encontrar os alunos já envolvidos em lutas e agressões dentro da sala de aula, às quais prontamente pretendia pôr termo mas depois, passado alguns meses, constatei que seria impossível apesar de todos os meus esforços…

Conversas amenizadoras diárias, contos delicados e bondosos, filmes didácticos, jogos de vocabulário, atividades lúdicas, conversas com a professora titular, reuniões com os pais…  todas as estratégias foram esgotadas mas nada se conseguia fazer para travar a enorme falta de regras dos discentes, que não reconheciam no professor qualquer autoridade, muitas vezes apoiados pelos pais.

Acabei eu mesma por ser agredida duas vezes, na tentativa de os separar nas suas “guerras” intermináveis e sem motivos lógicos conhecidos.

Ao longo do ano, assisti a episódios como estes: óculos partidos entre alunos; caixa de eletricidade da sala de aula rebentada; a sanita do quarto de banho completamente cheia de papel higiénico até à tampa e a transbordar de água para o chão; bolas de papel empapadas em água e coladas ao teto; torneira aberta no máximo e água a correr durante todo o intervalo; terra e literalmente formigueiros no chão da sala de aula, com formigas a correr por todo lado (que recolhiam do recreio e levavam para o interior da sala durante o intervalo), entre muitos outros episódios.

Um dia bloquearam também a entrada de acesso à sala às professoras das AECs, estavam todos em grupo à frente da porta dizendo que estavam em greve e se recusavam a ter aulas, tendo que ser chamada a direção da escola. Também não existiam cartazes ou desenhos dos alunos afixados nas paredes; todos eles eram de imediato arrancados e rasgados; a sala tinha um aspeto desolador e imundo. Os cartazes ou trabalhos que ainda resistiam estavam afixados mesmo junto ao teto, à altura a que não lhe podiam ter acesso. 

Cheguei ao final do ano com a sensação de que todos os meus esforços constantes foram quase infrutíferos, aquelas crianças não respeitavam a minha boa vontade, nem o meu profissionalismo, nem os meus bons conselhos, nem a minha prática letiva, recorrendo a inúmeras atividades de incentivo, nada… absolutamente nada os mudava. Terminei o ano com um esgotamento e depressão severos que minaram a minha saúde até hoje, algo que nada me surpreendeu.

Houve uma outra professora que, trabalhando no mesmo contexto, e perante tal stresse e desgaste psicológico, acabou por desmaiar em plena sala de aula, tendo sido socorrida pelo INEM e levada ao hospital.

Infelizmente esta não é uma situação isolada de rebeldia e indisciplina, lecionei em muitas escolas pelo país, de norte a sul e certas situações de pura indisciplina repetem-se reiteradamente, havendo muitos docentes notoriamente extenuados e doentes.

Os alunos não se podem julgar sempre impunes e intocáveis, tal como se consideram atualmente, e não têm sempre a razão pelo simples facto de serem menores, como tal vistos sempre como inocentes, pois nem sempre o são. Assim como os professores não devem ser sempre apontados e condenados em praça pública só porque são adultos, pessoas idóneas e como tal obrigados a gerir o desrespeito constante, e ao mesmo tempo, forçados a serem excelentes profissionais sem quaisquer tipos de condições.

 A base de tudo é o respeito mútuo, a compreensão, o cumprimento de regras e o civismo por parte de todos os intervenientes no sistema educativo.

Mónica Guimarães

Rui Pereira em resposta a Alexandre Henriques

iRui Pereira29 Março, 2017 at 23:35

O Alexande Henriques mete particular ”espécie” a questão das Expressões Físico Motoras no 1º Ciclo… O que pretende? ”Um jeitinho” para colocar uns colegas e Educação Física porque os incompetentes do 1º Ciclo não lecionam, em alguns casos, as Físico Motoras? E digo-lhe, e falo porque tenho descendentes nessa situação, ainda bem que há colegas do 1º Ciclo que não o fazem… Sabe o Alexandre Henrique o que é lecionar currículos, extensos como estão, nomeadamente a Matemática, com mais do que um ano de escolaridade na mesma sala? Mais…alunos com problemas de aprendizagens? Sobre a questão dos materiais, desculpe, mas dá-me vontade de rir… Algumas escolas do 1º ciclo até dificuldade têm em obter papel higiénico; não têm auxiliares… Muitas delas, ainda há bem pouco, tinham latrinas , em vez de sanitas… Nenhuma tinha um balneário, como ainda muitas não têm…
O Alexandre Henriques, as palavras são suas, acha que é um crime privar as crianças da prática de atividade física, sabe quem são os culpados… e parece querer atirar para cima dos colegas do 1º ciclo , dos coordenadores, dos diretores… uma inspeção qualquer, forte e castigadora!
O que os colegas do 1º Ciclo não são é estúpidos, e repare que há bastantes com formação em Educação Física, e não vão colocar a cabeça no cepo, quando têm de optar, porque têm mesmo de optar, entre ter alunos competentes nas disciplinas ditas ”sérias” e as Expressões… É que a maior parte dos E. de Educação, e diretores; e inspetores não lhe cobrarão muito se a atividade motora é medíocre mas irão cobrar-lhe tudo se não souberem patavina no Português e na Matemática…
Se eu acho bem que, alguns alunos, não tenham Expressões Motora? Acho muito mal, até porque as crianças estão cada vez mais obesas e são sofríveis a nível motor! Mas existe uma passado, existe uma história , e não é minimamente justo que se ignore o que já disse…
Podia continuar , com toda a história do 1º ciclo em Portugal, e das instalações que o servem, mas para pensar, e para ver como as coisas são assim, sem fazer acusações que me parecem extraordinariamente injustas, um despacho do então secretário de Estado Valter Lemos, ano de 2006 , que reza o seguinte :” No próximo ano letivo de 2006/2207, terão lugar novas medidas para o 1º Ciclo, nomeadamente as Atividades de Enriquecimento Curricular(…) que incluem preferencialmente actividade física e desportiva e o ensino da musica.
Com estas condições criam-se as condições para que, nos primeiros anos de escolaridade, as 25 horas lectivas de trabalho sejam orientadas para o reforço dos saberes básicos e para o desenvolvimento das competências essenciais nas áreas de Língua Portuguesa, Matemática e Estudo do Meio.(…)” etc…
Depois vierem os exames a Matemática e a Português e muito mais havia a dizer… Onde estão os culpados, se é que os há, Alexandre Henriques?
Bem fizerem os colegas do 1º Ciclo: é a sua reputação que está em jogo, e goste-se ou não, ela não será feita pela competência dos alunos em Expressão Motora, e quando as coisas foram como foram, e são como são, não devem ser eles a pagar as favas!

Os professores do 1ºciclo são…

“Durante anos, milhares de alunos terminaram o 1º ciclo sem usufruírem de uma área fundamental para o seu desenvolvimento cognitivo, social e motor.”  Alexandre Henriques

Falta de material para provas de aferição de Educação Física

(RTP)

Escolas sem material para provas de aferição

(JN- Alexandra Inácio)

A maioria das escolas de 1.º Ciclo não possui todo o material exigido para as provas de aferição às Expressões Físico-Motora e Artísticas no 2.º ano.

Há autarquias a comprar agora esses equipamentos e agrupamentos que terão de ir buscar material emprestado aos outros ciclos. Resultado, frisa o presidente da Confederação Nacional Independente de Pais: “Há alunos que vão ter de fazer exercícios com equipamentos que nunca experimentaram”.

Comentário: Quantos países têm estas provas no 2º ano. Parece que apenas houve uma vez em França e apenas numa parte do país. Os Espanhóis estão muito curiosos da nossa experiência inovadora.

Primeiro ciclo com menos horas

A proposta que trago hoje não respeita o Decreto-Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro e não pretende encontrar. Apesar de considerar algumas das novidades apresentadas pelo secretário de estado na semana passada, procura criar discussão e apresentar soluções para a excessiva carga letiva dos alunos no 1.º ciclo. Faço o convite a todos os…

via Mais 1.º ciclo com menos horas (proposta concreta) — ComRegras

E Porquê?

Aos 11 anos já era “O Rei” da minha escola… — Blog DeAr Lindo

Nada tenho a dizer da criança e dos seus encarregados de educação, além de que nenhum está a cumprir o seu papel, e tenho tudo dito. Agora, será que as entidades competentes estão à espera que alguém, além de quem devia, tome uma medida? A CPCJ está atenta? Que raio quer isso dizer? Andam…

via Aos 11 anos já era “O Rei” da minha escola… — Blog DeAr Lindo

Prova de aferição de expressões

Guião da Prova – Exemplo [pdf] e Ficheiro Áudio [Faixa_1] [Faixa_2] [Faixa_3]

Guião do Aplicador – Exemplo [pdf]

Critérios de Classificação – Exemplo [pdf]

Ficha de Registo da Observação – Exemplo [pdf]

Informação Expressões Artísticas [pdf] – 27 de fevereiro

Onde Fica a Barraquinha dos Coiratos e das Bejecas?

(piada com direitos parciais de autor que não posso revelar) Documentação de apoio para a aplicação da Prova de Aferição de Expressões Físico-Motoras – 23 de março Guião da Prova – Exemplo [pdf] e Registo Vídeo. Tudo para aliviar o trabalho das escolas, claro.

via Onde Fica a Barraquinha dos Coiratos e das Bejecas? — O Meu Quintal

Professor agredido a soco por pai de aluna

Um professor do 1º Ciclo, com cerca de 40 anos, foi agredido na tarde de sexta-feira pelo pai de uma aluna, em Setúbal. As agressões tiveram lugar à porta da escola EB1/JI de Setúbal, no bairro da Bela Vista, pelas 13h00.

O docente foi sovado em frente a diversos alunos da escola, por um homem que acabou por ser identificado pelos agentes da PSP que se deslocaram até ao local das agressões.

Duas alunas, com cerca de 12 anos, ter-se-ão envolvido numa luta, o que levou o professor a separá-las. À chegada de alguns familiares, o pai de uma das alunas abordou o docente e socou-o na cabeça. As agressões só cessaram com a intervenção de outros familiares presentes. O professor acabou por ser assistido. A PSP investiga o caso.

Agride a soco professor da filha

(Correio da Manhã – João Tavares)

todos-batem-nos-professores

Comentários da Semana | Susana Ferreira, Virgínia Pacheco e Carina Marques — ComRegras

Os filhos mentem aos pais e a Escola é que se lixa… Susana Ferreira Mas isto não é novo, pois não?… Já a minha mãe e a minha avó, quando crianças, mentiam aos pais para ocultar/suavizar os disparates que faziam.. É natural nas crianças… O que é , de facto, novo e assustador são estes pais…

via Comentários da Semana | Susana Ferreira, Virgínia Pacheco e Carina Marques — ComRegras