Contradições

O Meu Quintal

Já vi mais de uma vez partilhado este texto (e outros) sobre a necessidade de desenvolver competências num tempo em que as profissões tendem a ficar obsoletas ao fim de pouco tempo. Está na moda. Eu sei que é uma canelada fácil, mas não consigo deixar de reparar que algumas das pessoas que escrevem e partilham isto são das que defendem a dignidade de um ensino “profissional” assente nas tais profissões tradicionais. Vá-se lá saber de que lado sopra o vento em cada dia.

Marilyn

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Cada um por si até aos 66

Os portugueses e os professores do 1º ciclo em particular aceitaram o que existe na realidade; mega agrupamentos, sindicatos, câmaras municipais e governos que da direita à esquerda pouco mudam, mesmo que se sintam prejudicados na sua vida pessoal por essas instituições.

Os mais novos pensam, com tempo a coisa melhora e portanto, mais vale não fazer ondas, não vá o mar engoli-los. Os mais velhos, como eu, apanhados na corrente que os leva até aos 66 anos em serviço, vão escrevendo umas coisas nas redes sociais e pouco mais fazem para além de umas petições.

Alguns saíram dos sindicatos zangados, outros ainda acham que ser sindicalizado é uma maneira segura de estar na profissão.

As transformações dos últimos dez anos no sistema Educativo, tornaram muito difícil alguma união entre professores, em especial, nos do 1º ciclo, que dependem de gestões de poder uni-pessoal, geralmente dominadas por grupos do 2º,3º ciclos e secundário. Fica pois, cada um por si, à esperar que nada de grave lhe aconteça até ao final da carreira.

recorte do ComRegras

comregras/agressoes-professores-2016/