Santana Castilho – Tirando a casca ao discurso do Governo

Fonte: Público8bd79-31-dez-2010

1. Quando se inquirem os portugueses relativamente à confiança que depositam nos diferentes grupos profissionais, os professores figuram nos lugares cimeiros. Em sentido inverso funciona a confiança dos professores nos políticos que os tutelam. Ontem, isso mesmo ficou patente no seu protesto público. Tirando a casca ao discurso do Governo, resulta o vazio do que já devia ter sido feito.

Os normativos que regulam a carreira docente estão inertes em matéria de direitos. Urge regular as ilegalidades que foram acumuladas ao longo dos tempos e assegurar a contagem de todo o tempo de serviço prestado pelos docentes. Urge assumir que o congelamento da progressão na carreira cessa a partir do início do próximo ano. Urge deixar de classificar como trabalho não lectivo o trabalho que é efectivamente lectivo e estripar do dia-a-dia da docência a inutilidade de milhentas tarefas burocráticas estúpidas, que apenas funcionam como elementos de subjugação a favor de chefias inaptas. Por outro lado, cerca de metade das situações de contratação precária por parte do Estado dizem respeito a docentes. Neste contexto, é imperioso que o Governo cumpra, sem truques, a Directiva 1999/70 da Comissão Europeia.

No quadro mais restrito da gestão das escolas, três vertentes são incontornáveis: reversão da enormidade dos agrupamentos, alteração do modelo de gestão e garantia de que a chamada descentralização de competências passa pelo aumento da sua autonomia, que não pela entrega às autarquias de responsabilidades que pertencem às escolas.

Concurso “momentos de leitura”

22 de abril –  9.30
“Momentos de Leitura” – Concurso de Leitura em Voz Alta pelos alunos do Ensino Básico e
Secundário de todas as Escolas do Concelho de Portimão e Monchique.
Com a colaboração do Grupo de Trabalho das Bibliotecas Escolares
Local: Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes

Rogério – sobre as manifestações

Bom dia,
A minha maior indignação é o facto dos sindicatos compactuarem com o governo, ao fazerem manifestações por docentes e não docentes da escola pública, estão a admitir a diferença entre Docentes do público e do privado.
Deveriam reivindicar condições para os Professores e as Escolas, sem discriminar porque assim estão a aceitar que existam condições diferentes.
Os Docentes das escolas não públicas também são sócios dos sindicatos e pagam como os outros. Para a mesma profissão direitos e deveres iguais, tal como consta na Constituição da Republica Portuguesa.

Hoje é dia de greve

Este medir de forças dos professores com o governo vai, na próxima sexta-feira, dia 21 de abril, estender-se aos trabalhadores não docentes das escolas públicas, já que a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas (também afeta à CGTP) tem marcada para aquela data uma concentração seguida de desfile até ao Ministério.

Esta luta em fatias não me agrada nada! Uma concentração como a do dia 18, num dia sem aulas serve exatamente para quê? Apresentar armas? Convencer os fiéis de uma capacidade de luta não  perdida, ou verificar a óbvia  divisão no seio dos professores e optar por outros cenários?

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