Dia a dia na sala de aula

Por muito que se fale, até podem dizer que esta ou aquela profissão são de risco, mas, nada é comparável ao ambiente dentro de sala de aula com alunos entre os 9 e 14 anos. São autênticos barris de pólvora a estalar por todo lado. Mas enquanto estalam e não rebentam lá se vai aguentando. O problema são os estragos causados mentalmente em quem está à frente deles.

Em toda a aula a voz do professor é: Não te levantes, está calado, ai essas asneiras, já é a segunda vez que te aviso para não te levantares, apanha o que atiraste para o chão, não se trata assim os colegas, fala baixo, não grites, coloca-te na posição correta, etc, etc, etc, e isto multiplicado por 22 alunos, revela o desgaste que provoca…

fonte: Blog do Agostinho

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A Escola Necessária

Falo do Ensino Básico, do 1º ciclo, da velha Primária para os mais duros de compreensão. Aqueles anos que já não são de “pré”, mas que ainda não são de maior fragmentação disciplinar. Aqueles em que quase todos concordamos na necessidade de se estabelecerem os fundamentos para todas as restantes aprendizagens. Em que as experimentações pedagógicas nem sempre são a melhor ideia e em que as jogatanas para alterações curriculares podem fazer perder de vista o que se diz ser “essencial” em outros níveis de ensino mas se pode descurar na base, por causa de movimentações para sacrificar parcelas do currículo a modas passageiras ou satisfazer os egos de quem acha que sendo apenas aec não tem a dignidade de quem dá a classificação final aos alunos…

Por isso, acho que o 1º ciclo não pode ser um campo para jogatanas em torno do currículo e dos programas como têm sido o 2º e o 3º, ano após ano, mandato após mandato, capelinha após capelinha. Um currículo de tipo “tradicional” não significa que o trabalho não possa ser inovador. Não quer dizer que não reconfiguremos as salas, que as cadeiras não tenham rodinhas ou que as aulas não sejam dadas em pufes com recurso a zingarelhos sempre que isso seja adequado ao que se deseja e não como fim em si…

Fonte: A Escola Necessária

Vem aí novo concurso extraordinário e promessa de mudanças nos concursos. — ComRegras

António Costa garantiu nesta terça-feira no Parlamento que vai haver um novo processo de vinculação extraordinária de professores contratados. “No final de Maio, quando se concluir a avaliação das necessidades, vai haver novo processo de vinculação dos professores” Sinceramente acho isto tudo uma grande palhaçada. Abram de uma vez as vagas, acabem com os concursos…

via Vem aí novo concurso extraordinário e promessa de mudanças nos concursos. — ComRegras

Esclarecimento

A greve de dia 26 de Maio foi convocada pela Federação Nacional de Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais. Esta convocatória, em particular, abrange toda a função pública. Todos os Funcionários Públicos (leia-se professores também) podem aderir a esta greve.
No entanto, os sindicatos de professores não aderiram à mesma. Esperam-se respostas do ME dia 6 Junho. Se não forgreve-e14540585582951em aceites as nossas reivindicações a Fenprof irá em frente com as formas de luta já anunciadas para o nosso sector, que passarão por uma greve e/ou Manifestação.

Após discussão do assunto ficam dúvidas que amanhã certamente serão esclarecidas.

nota: Está para ser aprovada, dia 19 (segunda-feira) uma greve para os professores do ensino público.

O costume! E depois no próximo ano letivo logo se vê!