Opinião – Carlos Santos

 Começo por dizer que vou fazer greve, porque não tenho mais nenhuma alternativa e é por mim, pela minha família e pela classe.
Mas vou-me sentir como se os sindicatos nos tivessem dado uma faca de mesa como arma para lutarmos contra um dragão.

Vou ser claro. Ninguém me convence que pessoas experientes que vivem no e do sindicalismo (das nossas cotas) não têm consciência do que estão a fazer. Claro que têm e por isso o fizeram conscientemente com o propósito de não melindrar a geringonça (ordens vindas de cima!).

Sabiam de antemão que os professores estão fartos de tretas de manifestações para fazer o frete à CGTP e ao PCP (já se deram ao luxo de no fim dos discursos em manifestações porem a tocar a nacional socialista!… e eu a pensar que estavam ali ao serviço dos professores!).
Já nem os media ligam a manifs de profs.
E, se dúvidas havia, mediram o nosso pulso na manif do dia 18 de abril onde só conseguiram juntar pouco mais de mil professores.

Sobravam as greves.
Destas, tinham as greves de 1 dia que já toda a gente está farta, porque só serve para encher os cofres do estado. Greve a exames são de 1 dia e não servem para nada… acabam por se fazerem depois.

Olhando para os sucessos e fracassos recentes já toda a gente tinha notado que a última vez que alguma iniciativa tivera força fora em 2013 com a GREVE ÀS AVALIAÇÕES.
Quem não se lembra do governo aflito a fugir às perguntas dos jornalistas, dos pais em alvoroço, com as notas por sair, matriculas por executar, exames em suspenso, papás com férias pagas a ter de aguentar à espera e as televisões a debater a notícia do momento que se ia avolumando dia para dia… obviamente com aproveitamento político da oposição que jogava a nosso favor (curiosamente os mesmos que agora nos estão a lixar!!!)

Acho que os sindicatos sabiam bem o que deveriam ter feito.
Emails, conversas tidas com dirigentes sindicais, opiniões de profs, levantamento que fiz no meu agrupamento com mais de 70% de escolha a uma greve às avaliações e enviada à Fenprof e à FNE, e depois estes tipos o que fazem?
Aguardam pacientemente que o ano termine, marcam uma greve para o momento em que tudo terminou, incluindo as avaliações, e depois lá teremos de voltar mais tarde para fazer o que não foi feito no dia da greve. Que grande serviço que estão a fazer

No fim da conferência de imprensa Mário Nogueira afirma que a luta poderá continuar no próximo ano letivo.
Boas férias para ele porque as minhas, como as da maioria dos professores, irão ser uma m…@

mario-nogueira-alentejanando

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