“Dou ‘não satisfaz’ ao ministro da Educação e ao Governo” – João Dias da Silva — Blog DeAr Lindo

A insatisfação é geral… “Dou ‘não satisfaz’ ao ministro da Educação e ao Governo” Que nota dá às condições dos professores para exercer? Não satisfaz. E ao currículo escolar? Não satisfaz Ao comportamento dos alunos? É muito difícil fazer uma generalização. Não quero fazer uma apreciação global porque seria injusto. Ao ministro Tiago…

via “Dou ‘não satisfaz’ ao ministro da Educação e ao Governo” – João Dias da Silva — Blog DeAr Lindo

comentário:
Eu também dou “Não satisfaz” a João Dias da Silva, pela sua atuação sindical.
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Os louros da ligeira melhoria vão para o PS

Ao anunciar com muita antecedência a uniformização do calendário escolar da pré, com o primeiro ciclo, e a inclusão do intervalo nas horas letivas, não deixaram margem de manobra aos sindicatos. Durante uns dias, este governo habilidoso conseguiu fazer crer na diminuição de  alunos por turma, com uma medida tão residual, que nem será visível.

Assim se percebe a tentativa dos sindicatos “ditos independentes” lançar a greve de 14, para depois recuar, pois perceberam que seria um fiasco.

Já a Fenprof preferiu (com greve tardia de 21, onde ficou mal na fotografia) denunciar a tentativa do PS enganar os professor do 1ºciclo, com uma falsa redução horária no ano 17/18, caso o horário de saída se mantenha às 16h, e em alguns casos às 17.30, quando não há reuniões.

A continuação da existência de mais dias de atividade letiva no 1º Ciclo do Ensino Básico, e a incerteza da diminuição real das horas letivas incomoda a FNE e a Fenprof, pois a reação dos sócios e outros professores, sobretudo do 1ºciclo, que aderiram à greve de 21, pode em setembro ser muito negativa.

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Momento de Lucidez

Pelo meio da muita palha e efeitos de eco da sua entrevista ao Diário de Notícias, Mário Nogueira tem um momento raro de lucidez, mesmo se dá a sensação que ele nem percebe bem isso (fica a ideia que acha ser um remoque fora de sítio). É quando afirma que “Se fosse um blogue poderia pôr lá qualquer palermice e a responsabilidade era da pessoa”.

Exacto, Márinho! A malta dos blogues com o nome estampado no que escreve (e não gajo como aquele que aparecia antigamente a comentar com múltiplos nicks, teu camarada lá de secretariado – o secretariado com que dizes reunir sempre para as decisões – que dizias não conhecer quando te foi perguntado frente a frente), seja o que for, é da responsabilidade dessa pessoa e é ela que responde pelos seus actos e não se encobre atrás de um colectivo se fizer asneira ou disser palermices. Não há muralhas d’aço… é na primeira pessoas que se arca com as consequências, que se vai à polícia ou ao tribunal prestar até a coisa ser arquivada por falta de fundamento (e não porque se alegue invalidade formal ou truques do género). E quando certas máquinas criam blogues só para caluniar os chatos, um tipo tem de aturar tudo firme e hirto, porque há que se ser mais forte do que as hienas.

Daí o fosso enorme que divide quem age em consciência, em nome próprio, sem rede e quem só faça jogos de cintura, mais do que certo que será sempre inimputável porque a decisão foi do “colectivo” ou há o aparelho jurídico da organização para tomar conta das ocorrências. Assim, qualquer tipo parece muito corajoso, com as calças de outra gente crescida. Por isso é que há quem perceba há muito que a coisa é só fumaça para encobrir os fios que mexem as cabeças falantes.

Mas reconheço a dureza enorme da tua vida profissional… daí que as pessoas te admirem tanto a resiliência de décadas de sindicalismo a tempo inteiro.

Estes últimos dias, nos dias da negociação, saímos daqui há uma e meia da manhã, no dia seguinte estávamos cedo no ministério, saímos daqui às tantas e às seis da manhã estava de pé para ir à RTP.

(antigamente, quando a RTP ficava na 5 de Outubro era mais fácil… um tipo reunia com o secretário no metro e meio e ficava logo ali ao lado…)

Fonte: Momento de Lucidez

Deixar alunos para trás?!

https://lc-erama.blogspot.pt/?wref=bif&wref=bif&m=1

 É, provavelmente, entre as frases que vão fazendo “moda”, a mais hipócrita, a mais pérfida e a mais injusta. Divido os que a usam em dois grupos: os professores e os demais. Relativamente a estes, ainda vou tendo alguma paciência (alguns não saberão o que dizem); já quanto aos primeiros a minha tolerância é zero.

Na escola pública atual, os professores fazem das tripas coração para que os seus alunos (todos os seus alunos) tenham sucesso na sua aprendizagem: fazem o pino na sala de aula, compreendem e aceitam muito mais do que é seu dever, produzem imensos materiais pedagógicos, dedicam rios de tempo (do seu tempo pessoal) aos alunos, prestam todo o tipo de apoios, tentam auxiliá-los mesmo na sua vida familiar, estão em constante contacto com os encarregados de educação (muitas vezes à noite, a partir de casa), adaptam os currículos e a avaliação ao perfil de funcionalidade dos alunos que têm dificuldades de aprendizagem, contabilizam tudo o que podem para que os alunos sejam favorecidos na avaliação… Só quem ignora esta realidade ou quem é muito mal-intencionado pode dizer uma tal barbaridade. É por isso que não desculpo a nenhum professor essa venenosa afirmação. É demasiado injusta e inadmissivelmente ofensiva para a classe docente. Podemos ter muitos defeitos (e temos), mas não temos esse de deixar os alunos para trás.

Querer alcançar o objetivo do “sucesso total” não justifica tudo. Que a politicagem e seus acólitos o façam já não espanta ninguém (o contrário é que seria surpreendente), mas que sejam os próprios docentes a reproduzir essa anormalidade, isso, sim, deixa-me perplexo, agoniado, à beira da erupção…

Luís Costa

Festa no décimo segundo andar

O gabinete do Ministro reuniu-se no 12° andar com urgência. Era uma situação tão caricata e inusitada que, ao ser informado dela, o jovem Ministro recusou acreditar. Tinha de ser claramente ponderada e averiguada a situação. – Senhor Ministro, eu juro. A fonte é segura. – Seguríssima, que eu atesto. – Uma prima do Zé  filiado no partido, está no Conselho Geral daquela escola e jura

-Jura a pés juntos.

– Isto é uma bomba!

– Isto é do melhor!

-Já não tínhamos notícia de uma coisa assim desde,… desde…

-Ui, desde que o Guinote se eclipsou!

-É verdade, Sr. Ministro, atesto, porque eu estou cá desde 87 e isto é uma notícia insuperável!

-Bom, se tiverdes a certeza… Mas, não lhe sobrará tempo para ir remexer o teclado?

-Ui, nem pensar, senhor Ministro.

-Repare, uma escola é uma escola e a gestão de uma escola é o diabo!

-Sim, porque uma coisa são uns graficozitos sobre uns concursos, umas coisas…

-Outra bem distinta é gerir os professores…

-Os alunos…

-O pessoal não docente…

-E os pais, senhores! E os pais que têm a mania de cilindrar os diretores de escola sempre a pedir coisinhas…

-Ai que vai ser tão bonito!!! Vamos andar tão sossegados, benz’ao deus!

-Mas, olhai, e se mesmo assim lhe sobra tempo, porque há sempre gente que faz tanta coisa em paralelo…

-Senhor Ministro, não se apoquente. Todos nós já pensámos nisso. É fácil de resolver…

-Preparamos uma folhita de informações para reforçar o papel dos diretores…

-Sim, metemo-los, pessoalmente, a averiguar as habilitações do corpo docente.

-E do não docente!

-Acrescentamos pedidos de validação de…

-umas tretas quaisquer…

-Isso, isso!!!

-Temos, por exemplo, a possibilidade de exigir que averiguem, pessoalmente, as vacinas dos professores em dia. Sim, porque a saúde pública é fundamental… E os diretores têm um papel nisso.

-Pedimos mais umas quantas estatísticas dos agrupamentos (e isso, normalmente, ocupa logo o verão inteiro).

-E se não bastar, senhor Ministro, mandamos lá a inspeção que pode prolongar o trabalho largos meses.

-Não se preocupe que o Arlindo bloguista morreu! Está morto e defunto!! Agora que é diretor de escola, nem vai ter tempo para se coçar!!!

O jovem Ministro observou a mesa pululada de assessores oriundos de todas as legislaturas. Se alguém sabia de educação, sem dúvida, eram eles. Cofiou largamente a barbinha e, depois, assentiu.

-Nesse caso, temos de celebrar!

-Senhor Ministro, tomámos a liberdade de vir preparados para tão honroso evento. O dia em que o Ministério da Educação se livra do Arlindo é um dia memorável!

O assessor de 87 poisou sobre a mesa os copos e, logo de seguida, os restantes colegas fizeram saltar, com magistral mestria e profano entusiasmo, as rolhas voluptuosas do champanhe.

Uma das assessoras desapertou um botão da blusa ensopada em suor nervoso ao mesmo tempo que outra soprou num tubo de confeti luminoso, esvoaçando ligeiro sobre a cabeça dos presentes.

Do outro lado da sala, o assessor tecnológico colocou o mp3 a tocar e iniciou uma sensual dança, roçando-se discretamente no colega lateral.

Alguns dos assessores, em coro, titubearam um karaoke ao som da guitarra improvisada do jovem ministro.

Sobre a mesa e sobre o chão, uma profusão de álcool e papelinhos vidrados refletiam a frenética euforia do evento.

Talvez tivessem exagerado nas garrafas, pois a reunião perdurou em alegre harmonia noite fora, o 12° andar iluminado por uma bola de espelhos que alguém fizera questão de trazer e pendurar no teto, porque celebração destas tem de ser a rigor!!

Eram sete horas da manhã quando a senhora da limpeza testemunhou um amontoado de corpos embriagados e quebrados sobre a mesa e sobre o chão, garrafas espalhadas por toda a sala de reuniões, o soalho pegajoso e empapado de baba e álcool.

Foi a custo que os ergueu, um por um, e espetou com eles todos nos repetivos gabinetes.

Ora, onde já se vira semelhante coisa? Emporcalhar desta forma a sala que tinha limpo copiosamente no dia anterior???

Havia de ligar ao primo a contar, como tantas vezes o fizera antes, quando o assunto era importante. Aquela gente, aquela gente havia de ver…

E havia, pois o Ministro ia tendo um colapso quando, recuperado da noite anterior, nessa mesma tarde, abriu o computador e um breve aviso noticioso, oriundo do blogue de Arlindo, noticiou:

“Fonte do Ministério da Educação confirma: festa privada no 12° andar a noite toda.”

Para piorar, o texto vinha com uns gráficos pormenorizados da quantidade de assessores envolvidos no evento, por idade e por sexo!!!!

-Por amor de Deus, mas este homem nem assim desaparece???????

via FESTA NO 12º — Blog DeAr Lindo

Calendário escolar -2017/18

1º Período
Início: 8-13 Setembro 2017
Término: 15 Dezembro 2017

2º Período
Início: 3 de Janeiro 2018
Término: 23 de Março 2018

3º Período
Início: 9 de Abril 2018
Término:
6 Junho 2018 – alunos do 9º, 11º e 12º anos.
15 Junho 2018 – alunos do 5º, 6º, 7º, 8º e 10º anos.
22 Junho 2018 – alunos dos 1º, 2º, 3º e 4º anos.

Português, 2º Ano

A culpa é do Crato? Das metas? Ou de um certo desvario de quem fez esta prova? Eu gostava de saber que ano leccionam as criaturas e especialistas que acham que isto é adequado a alunos de 7 anos. Nem vale a pena comentar o facto de terem de escrever em espaços sem linhas e com a forma que se pode ver. Acredito que existam alunos que consigam corresponder, mas isto parece-me bastante inadequado. Eu que quantas vezes passo por tipo armado em exigente…
Sobre a questão do animal e suas características.

Fonte: Português, 2º Ano

Houve greve? — Eramá

Agora, sim, posso dizer o que penso sobre a greve e “seus arrabaldes”. Dei o tom quando foi entregue o pré-aviso, mas logo me contive, quando foi confirmada. Como disse então, a partir desse momento passou a ser a minha greve. Todavia, chegou a hora da lição.Mário Nogueira e João Dias da Silva (política à…

via Houve greve? — Eramá