Educação Especial

  O disposto nos arts. 9º/5, 10º/7 e 13º/6 revela uma única intenção economicista de racionalização de recursos custa de uma educação inclusiva que só se consegue com recursos técnicos especializados, ou seja, com os docentes de educação especial e não com os recursos humanos disponíveis na escola e que nada têm que ver com a área;

Uma novidade pouco nova! Pelo menos no universo limitado que conheço! Há professores que estiveram muitos anos na Educação Especial, mas sairam depois de muitos anos de dedicação. Eu pessoalmente discordando dos mini cursos de especialização. Não tive a sorte de colegas com mais um ano ou dois do que eu, que se aposentaram, e aos 60 anos, preparo-me para enfrentar mais seis, provavelmente como professor de apoio. Ora perante a lei nada tenho a ver com a área, mas não considero tabu ajudar alunos com NEE.

Há também uma verdade maior sobre o tema, mas não vou desenvolver porque detesto polêmicas inúteis.

3 opiniões sobre “Educação Especial”

  1. Vanessa no blog ArLindo
    Primeiro deveria ser bem definido o que são necessidades educativas porque agora qualquer aluno com as chamadas dislexia e afins, com qualquer pseudo diagnóstico é abrangido. Os pais querem a todo o custo porque assim o menino raramente reprova e ainda tem mais subsídios.
    Aqueles que têm problemas deveriam ser realmente ajudados por técnicos especializados e não professores de educação especial cuja formação é tão abrangente como nula e passam o ano a preencher papéis sobre o aluno e mesmo esses papéis que para nada servem são ainda feitos pelos professores das várias disciplinas.
    A educação especial tornou-se uma via para que os professores possam descansar já que não há turmas de 30 alunos para gerir nem testes para corrigir, tornam-se professores de apoio a tempo inteiro. Se é para isto qualquer um pode fazê-lo.

  2. Não sei que espécie de professores de educação especial conhece, mas fique sabendo que ainda há quem tire formação, vá atualizando os seus conhecimentos e seja dedicado. E olhe que conheço muitos assim. Fique sabendo que ainda há quem aprenda para ensinar. Há quem vá ao Porto tirar um curso de Sistemas Aumentativos e Alternativos de Comunicação para ensinar mais e melhor, pagando do seu bolso 200 euros, aos sábados. Há quem tire o curso PECS e o ABA, para ajudar um aluno com espectro do autismo e pague mais o menos o mesmo, também ao sábado e ao domingo, isto porque a “técnica” (que o colega acha que devia saber tudo) não tem o curso PECS nem ABA. Sabe a formação inicial é toda ela generalista, as pessoas depois é que têm de se fazer à vida e continuar a construir o seu conhecimento indo às formações. Há quem faça formação antes de ir trabalhar para uma unidade ensino estruturado, para se inteirar do modelo TEACCH e outras metodologias. Há quem faça atividades diferenciadas que não estão em manuais nenhuns. Há quem faça portefólios com fichas personalizadas com fotografias dos familiares do aluno para todas as áreas, método natural, com registos e observações dos pais. Há quem gaste dinheiro em livros de reeducação da dislexia,.. que faça 50 horas para ajudar mais e dar o seu melhor. Há quem queira ir mais longe e investigue novas metodologias e desenvolva projetos… Há quem domine vários métodos de ensino da leitura. …Há quem dê formação. Haverá sempre alguém que não se dedique tanto, certo, mas não o haverá também no seu grupo? Pelo menos, têm manuais… Certo., Não tenho os testes….pois não. Mas é porque dá testes que trabalha mais do que eu???? Gosto do que faço, sou dedicada e não admito que estejam sempre a achar-se os donos da verdade e a pôr todas as pessoas no mesmo saco. As generalizações são perigosas. Fazemos muita papelada é verdade e até acabamos por fazer o que não nos compete para ajudar. Nós não temos manuais….Nós muitas vezes andamos de escola em escola, não estamos comodamente sentados nos intervalos. Quantas vezes a comer uma sandes à pressa e sempre a contar o tempo. E ainda vamos ouvindo o vento a soprar….

  3. No grupo 110 quem tem turma tem de dedicar-se mesmo que não queira. Já no seu há muito oportunista que foge à turma como o diabo foge da cruz. Não é o seu caso e conheço outros, mas também já assisti a situações na sua área que me deixaram sem vontade de ser professor.

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