As turmas com vários anos misturados continuam!

Todos os anos no início das aulas assistimos a manifestações populares contra as turmas de vários anos de escolaridade.

Nas grandes cidade os pais mais informados não perdem tempo, e transferem o aluno, para uma escola com melhor oferta. Já no interior em meios  com pouca população,snews[1] a alternativa é um protesto quase sempre sem resposta.

É uma espécie de revolução por etapas

Com a flexibilidade curricular restringida a projecto-piloto, a maior parte dos agrupamentos ainda não vai ter de pensar numa nova forma de ensinar.

94165-flexibilidade Mudanças nas escolas mas devagar!

Alguns professores do primeiro ciclo sempre lecionaram assim! Estão em sintonia com o ME mesmo que a sua escola esteja de fora!

Já as turmas com vários anos de escolaridade é para manter, em favor das finanças públicas e de outras atividades escolares fora da sala de aula!

O Luís Costa afinal não faleceu

A nível nacional… quase a mesma coisa. Alguns bloggers (pegando em bandeiras que me são caras) desataram a falar do medo dos professores e do modo como são facilmente levados, enganados… O que é estranho, muito estranho, é falarem do medo a medo. Assim não se vai a lado nenhum. É preciso determinação, clareza, afirmação, posicionamento inequívoco, caros colegas: “Sou a favor disto!”; “Sou contra aquilo!”… Tibieza e bipolaridade a mais e ousadia e risco a menos. É por isso, só por isso, que outras classes profissionais vão ganhando e nós somos comidos, papados e gozados. Somos a vaca mansa do regime. Aos desistentes que estão nas escolas (a vastíssima maioria) dirigem-se as palavras hesitantes de quem prega. Ninguém liga aos professores, ninguém lhes pede opinião, nem mesmo em assuntos intimamente relacionados com a prática didática. Porquê? Porque no nosso lugar, dentro de nós, já não mora ninguém! Desistimos de ser quem somos para sermos quem os interesses instalados querem que sejamos. É lógico que não nos ouçam nem nos respeitem.

Como se isto não bastasse, certas figuras (negras, digo eu) voltaram à seara. É o caso óbvio do pai dos diretores, novamente acolitado pelos pais dos pais. Quer o ano letivo dividido em dois semestres. Ah ah ah! Enfim, é a visão administrativa, meramente administrativa, pauperrimamente administrativa… própria de quem está de fora. Não admira, pois, que outros forasteiros o apoiem (refiro-me a todos os que não trabalham dentro daquele cubinho mágico). O Lima está tão vidrado nesta nefasta fantasia, que até se esqueceu de que, ainda há dias, propôs ao Ministério do século XXI que não inventasse e que acabasse com os experimentalismos. Só ele é que pode. Mal por mal, prefiro que seja o Ministério a inventar!!! Os seus francoatiradores não têm a pontaria nada afinada.

 

Enfim, caros colegas (e não só), vim para apresentar reclamação por certas exéquias do meu suposto funeral.  As notícias da minha morte eram manifestamente exageradas.

 LUÍS COSTA no Erama