Verbas comunitárias vão permitir mais cem psicólogos para as escolas

Os cem novos psicólogos, adiantou o POCH, devem chegar às escolas no ano letivo de 2018-2019, e acrescem aos 200 que devem ser contratados já em 2017-2018, também ao abrigo deste programa de gestão de verbas comunitárias, que disponibiliza sete milhões de euros para a contratação dos 200 novos profissionais.

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Há Malta com uma Ganda Lata — O Meu Quintal

O actual director do Público, que só gente muito desmemoriada não se recordará de ter sido um apoiante feroz de um governo (PSD/CDS) que definiu muita da sua identidade através de políticas de erosão dos serviços públicos e de teorias da liberdade de escolha na Educação, parece que anda meio desesperado com as consequências práticas […]

via Há Malta com uma Ganda Lata — O Meu Quintal

As turmas com vários anos misturados continuam!

Todos os anos no início das aulas assistimos a manifestações populares contra as turmas de vários anos de escolaridade.

Nas grandes cidade os pais mais informados não perdem tempo, e transferem o aluno, para uma escola com melhor oferta. Já no interior em meios  com pouca população,snews[1] a alternativa é um protesto quase sempre sem resposta.

É uma espécie de revolução por etapas

Com a flexibilidade curricular restringida a projecto-piloto, a maior parte dos agrupamentos ainda não vai ter de pensar numa nova forma de ensinar.

94165-flexibilidade Mudanças nas escolas mas devagar!

Alguns professores do primeiro ciclo sempre lecionaram assim! Estão em sintonia com o ME mesmo que a sua escola esteja de fora!

Já as turmas com vários anos de escolaridade é para manter, em favor das finanças públicas e de outras atividades escolares fora da sala de aula!

O Luís Costa afinal não faleceu

A nível nacional… quase a mesma coisa. Alguns bloggers (pegando em bandeiras que me são caras) desataram a falar do medo dos professores e do modo como são facilmente levados, enganados… O que é estranho, muito estranho, é falarem do medo a medo. Assim não se vai a lado nenhum. É preciso determinação, clareza, afirmação, posicionamento inequívoco, caros colegas: “Sou a favor disto!”; “Sou contra aquilo!”… Tibieza e bipolaridade a mais e ousadia e risco a menos. É por isso, só por isso, que outras classes profissionais vão ganhando e nós somos comidos, papados e gozados. Somos a vaca mansa do regime. Aos desistentes que estão nas escolas (a vastíssima maioria) dirigem-se as palavras hesitantes de quem prega. Ninguém liga aos professores, ninguém lhes pede opinião, nem mesmo em assuntos intimamente relacionados com a prática didática. Porquê? Porque no nosso lugar, dentro de nós, já não mora ninguém! Desistimos de ser quem somos para sermos quem os interesses instalados querem que sejamos. É lógico que não nos ouçam nem nos respeitem.

Como se isto não bastasse, certas figuras (negras, digo eu) voltaram à seara. É o caso óbvio do pai dos diretores, novamente acolitado pelos pais dos pais. Quer o ano letivo dividido em dois semestres. Ah ah ah! Enfim, é a visão administrativa, meramente administrativa, pauperrimamente administrativa… própria de quem está de fora. Não admira, pois, que outros forasteiros o apoiem (refiro-me a todos os que não trabalham dentro daquele cubinho mágico). O Lima está tão vidrado nesta nefasta fantasia, que até se esqueceu de que, ainda há dias, propôs ao Ministério do século XXI que não inventasse e que acabasse com os experimentalismos. Só ele é que pode. Mal por mal, prefiro que seja o Ministério a inventar!!! Os seus francoatiradores não têm a pontaria nada afinada.

 

Enfim, caros colegas (e não só), vim para apresentar reclamação por certas exéquias do meu suposto funeral.  As notícias da minha morte eram manifestamente exageradas.

 LUÍS COSTA no Erama

Um Idiota é um Idiota e Apenas um Idiota

A menos que seja cachorrinho amestrado. Um dirigente sindical da Fenprof (Luís Lobo) colocou publicamente no seu mural “de uma rede social” um texto em que, basicamente, incita o ME e o Ministério Público a perseguirem o Arlindo por ter disponibilizado o acesso às listas do concurso de professores à medida que elas iam entrando na plataforma electrónica da DGAE. Os termos em que o faz são os seguintes:

Para quem não se apercebeu, embora hoje não se fale de outra coisa, ontem um senhor que é director do modelo de gestão que não é democrático (de nome Arlindo e que tem um blogue de que muita gente fala) e que é simultaneamente dirigente com redução da FNE, colocou online as listas de colocação do concurso interno de professores antes do próprio ME as ter divulgado oficialmente…

Fonte: Um Idiota é um Idiota e Apenas um Idiota

FNE e FENPROF ameaçam com nova greve — ComRegras

Não acredito que greves de 1 dia mudem alguma coisa, não acredito que os professores adiram a greves de longa duração e já não acredito nas tradicionais manifestações de bandeirinhas e palavras de ordem. É preciso fazer algo diferente, que tenha impacto a curto/médio prazo e que valorize ao mesmo tempo a profissão docente. Proponho… greve de zelo

via FNE e FENPROF ameaçam com nova greve — ComRegras

Governo contra trabalhos de casa feitos na escola — ComRegras

Eu acrescentava… contra o excesso de trabalhos de casa… Mas isso sou eu… A ideia é que as AEC sejam um momento para as crianças brincarem. Ou seja, o ME considera a “brincadeira” algo importante para o desenvolvimento social, cognitivo e físico das crianças. Concordo, deve haver tempo para tudo e só um equilíbrio entre…

via Governo contra trabalhos de casa feitos na escola — ComRegras

Lígia Conceição no facebook

Continuo a achar que fui uma privilegiada.
No meu tempo, não há muito tempo, 16-20 anos, tínhamos opção de escolher horário de manhã ou de tarde.
Sempre tive de manhã, por sorte, já que a minha mãe saltou todos os anos de cidade e eu todos os anos saltei de escola primária.
(Nem por isso aprendi menos ou deixei de ser social, muito pelo contrário)

Íamos para a escola por volta das 8:20. Tínhamos um intervalo de meia hora a meio da manhã e saíamos por volta das 13h da tarde.
Ah, e mesmo assim tínhamos uma vez por semana música e inglês! E educação física também era uma vez.

Era excelente porque dava para apreender, para conviver com os colegas, jogar futebol, brincar às navegantes da lua, etc. E a tarde era para fazer os trabalhos de casa, ter atividades extracurriculares (natação nas piscinas municipais, ginástica, etc), ver desenhos animados, brincar às barbies, estar com família, primos, etc. E à noite aquela vontade de voltar outra vez à escola aparecia!

Tenho muita pena que, hoje em dia, os miúdos de tenra idade tenham que olhar para a escola quase a full-time.
Que tenham que estar fechados nas escolas, mesmo que coloquem todas as atividades dentro da escola.
Sabem porquê? Porque a cabeça desses meninos não desanuvia. A escola é aquilo que eles só conhecem. O único lugar que vêac18d-fotos2bindisciplina2bescolarem durante 5 dias por semana em 7 dias. Porque no final do dia é hora de ir dormir e aquela sensação de querer ir à escola, já não faz sentido…

Concordo com o António

O problema é que eles (o poder burocratizante) conseguem muitos apoios nas escolas ao prometer (concretizando ou não) prebendas especialíssimas aos colaboradores no delírio. O segredo está em ir além dos alinhamentos políticos conjunturais e ver algo coerente por sobre as conveniências imediatas. E ter coragem de o assumir.

Os professores têm muita culpa

Umas das minhas desilusões (não é das maiores, é de esperar, é da natureza humana fraquinha) tem sido ver como há uma adesivagem quase descontrolada de diversos sectores, assim lhes prometem um lugar à beira do sol. Há os casos individuais, mas também há os “grupais” que arrastam organizações representativas de pouco mais do que nada a fazer parte de “vagas de fundo” de apoio às medidas em decurso. Ao mesmo tempo que muita imprensa se demitiu completamente de exercer algum controle da veracidade de muito do que se passa.

Tempos sombrios, na sua versão mansa. Regressou o medo de contestar as coisas a nível das escolas ou global, pelas velhas razões (as vinganças de proximidade) e por outras só um pouco mais novas (os anátemas públicos sobre quem não salta com as novidades). E nisso também há muitos professores que gostam de participar, porque não há nada como sentir as costas quentes.

Discordei muitas e muitas vezes do António, pela sua imensa capacidade de dar benefícios da dúvida a uns e criticar quem deu um curto benefício da dúvida a outros. A médio-longo prazo veremos se, em muitos caos, as discordâncias não resultaram mais de algum clubismo e amor à camisola do que de divergências essenciais. Acho que ele discordará bem mais de quem o tem tentado arregimentar para a causa da falsa “autonomia e flexibilidade”.

Fog

Fonte: Concordo com o António