Divulgada a Lista das Escolas/Agrupamentos que integram o Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular

No âmbito das prioridades definidas no Programa do XXI Governo Constitucional para a área da educação, foi autorizada, em regime de experiência pedagógica, a implementação do projeto de autonomia e flexibilidade curricular dos ensinos básico e secundário, no ano escolar de 2017 -2018 Despacho n.º 5908/2017, de 5 de julho ).

Uma ideia justa

 Esta equipa ministerial não  quer alterar ou corrigir o excesso de professores que trabalham  sem componente letiva, ou com essa componente reduzida, enquanto mantém titulares de turma com vários anos de escolaridade, e alunos com NEE.

Uma sugestão para o ano 18/19, que neste já  não acredito: As turmas com alunos NEE, não poderem ter vários anos de escolaridade. Estas turmas difíceis funcionam somando dois aspetos quase sempre negativos. Os alunos e professores  são duplamente prejudicados.

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O aventureirismo do ME segundo Santana Castilho — Escola Portuguesa

Não acompanho Castilho em todas as suas críticas nem nalguns evidentes exageros retóricos. Mas partilho o cepticismo em relação à maioria das reformas dos últimos tempos, começando pelos pomposos PNPSE e acabando no recente surto de burocracia eduquesa…

É inegável que os tablets permitem armazenar muitos livros, protegendo do peso das mochilas as colunas vertebrais, sem abdominais nem dorsais que as sustentem, de crianças obesas, em parte porque se tornaram escravas sedentárias da “usabilidade” e da “interoperabilidade” de tablets, smartphones e demais gadgets do século XXI. Mas já há reflexão que importa e desaconselha a substituição radical do papel pelo digital.

Nos EUA fizeram contas e concluíram que o uso de tablets multiplicou por cinco o custo dos clássicos manuais. Porque são caros, partem-se facilmente e não se arranjam facilmente. Ficam obsoletos rapidamente, como convém ao negócio. E há que pagar royalties anuais a editores, custos de infra-estruturas wi-fi e treino de professores para os usar. E quanto ao ambiente? Desenganem-se os ecologistas porque, segundo o The New York Times de 4 de Abril de 2010 (How green is my iPad?), a produção de tablets é bastante mais destrutiva e perigosa do que a produção de livros em papel. Mas, acima de tudo, há evidências científicas de que ler em papel facilita a compreensão e a memorização por comparação com a leitura digital e que a perda da motricidade fina que a aprendizagem da escrita com papel e lápis permite é danosa para o desenvolvimento das crianças. Finalmente, há a certeza de que o preço dos tablets e a ausência de wi-fi na casa das crianças pobres as deixará ainda mais para trás.

via O aventureirismo do ME segundo Santana Castilho — Escola Portuguesa