Organização semestral do ano escolar

 

Quando Filinto Lima veio pedir, para o agrupamento de que é director, a possibilidade de organizar semestralmente o ano lectivo, saberia por certo que outros directores iriam ter direito, já em 2017/18, ao brinquedo novo que ele ambicionava.

Mas ao contrário da flexibilidade curricular, que é experiência a iniciar em mais de 200 escolas e agrupamentos, a autonomia para dividir o ano lectivo em dois semestres, como se faz no ensino superior, parece estar reservada ao grupo muito mais restrito que participa nos PPIP – os projectos-piloto de inovação pedagógica.

O Agrupamento de Escolas do Freixo, um dos seis participantes na experiência, publicou já o seu próprio calendário escolar para 2017/18, diferente do que estamos habituados a ter: dois semestres, em vez de três períodos lectivos e cinco pausas lectivas em vez das três interrupções habituais. Reduzindo a duração das férias do Natal e da Páscoa, que deixam de ser momentos da avaliação, libertam-se alguns dias que permitem fazer pequenas pausas de dois dias em Novembro e em Abril e aumentar a duração das férias de Carnaval, altura do primeiro momento de avaliação. Ora vejamos:

semestres.jpg

Fonte: Organização semestral do ano escolar

Estamos Mesmo de Regresso ao Passado

O Meu Quintal

Esta polémica em torno de manuais e actividades para meninos e meninas faz-me recuar uns 30 anos, para o período em que comecei a fazer trabalhos na área da História da Mulher, os quais acabaram por ir dar na minha tese de mestrado (que me permitiu ser o segundo homem, há 20 anos, a receber um prémio de investigação da antecessora da CIG, depois do João Esteves, que o recebeu merecidamente por duas vezes). Nos anos 80 e 90 do século passado debatiam-se bastante os temas da igualdade de oportunidades entre rapazes raparigas nas escolas, dos estereótipos nas imagens e representações de género nos manuais escolares e da pedagogia da igualdade.

Na altura, eu até era dos que achava que tudo isto estava ultrapassado, que a situação das mulheres na Educação era das que demonstrava os maiores progressos em termos sociais, em Portugal, ao longo do século XX…

View original post mais 66 palavras

O novo ano escolar

O modelo escolar está esgotado, por que não se fez uma reforma profunda em vez de mudar pormenores, sobretudo em 20% das escolas, instabilizando alunos, professores e famílias?

Santana Castilho explica o que foi feito, que se destinava a todas as escolas, e ficou apenas para as escolas voluntárias ou convidadas.

A falta de coragem de rever processos e ocupações de professores, com uma verdadeira reforma do sistema educativo ficou adiada, por falta de vontade política, ou talvez mais  por teimosia em recuperar ideias, que já provaram terem pouco a acrescentar ao que já existe. Perde-se sobretudo uma oportunidade de recuperar o empenho máximo dos professores, pouco ouvidos nas decisões.

As turmas vão continuar a ter alunos em excesso. Os alunos com problemas graves de comportamento vão continuar a estragar a vida de alguns professores.

conselho

Correções nos concursos

 Houve 363 que apresentaram recurso hierárquico e destes, segundo números enviados ao PÚBLICO pelo Ministério da Educação (ME), 171 viram o seu processo deferido. Ou seja, “depois de reconstituída a sua situação, vincularam, de acordo com a lista graduada”, indicou o ME.

Os relatos que nos chegam  da DGAE são de que não há juristas suficientes. Mas as atuais respostas vieram dentro do prazo anunciado, e não temos informação de indeferimentos…