Menos precaridade na educação?

 No próximo dia 1 de Setembro vão apresentar-se nas escolas 2300 professores a contrato. No ano passado foram 7306. Mas mais professores vinculados desorganizados, contavam com horários incompletos… a fazer malas!

  O QZP 1 é  de onde menos docentes saem. Este ano apenas 6% dos vinculados neste QZP mudaram, principalmente para os QZP’s “vizinhos” (2 e 3); Ainda conseguiram entrar no QZP, vindos de fora, 17% do total de docentes colocados. O QZP 7 foi aquele de onde mais docentes vieram (e muitos mais estariam a concorrer).

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Casos de Sucesso na Aplicação das Permutas — Blog DeAr Lindo

Em pouco mais de doze horas já existem perto de mil pedidos de permuta inseridos na aplicação e bastante casos onde a compatibilidade entre pedidos existe. Fica aqui essa amostra. Agora compete a cada um dos utilizadores conseguir dar seguimento ao pedido de permuta entrando em contacto com o permutante.

via Casos de Sucesso na Aplicação das Permutas — Blog DeAr Lindo

“Ultrapassagens”?

As colocações de ontem – 5-6 dias antes do habitual, o que  de saudar – trouxeram mais algumas singularidades a todo este processo. Com o argumento de se evitarem “ultrapassagens”, aparentemente por pressão de um par de organizações sindicais e para-sindicais, só foram preenchidos horários “completos”, ficando por preencher muitos outros.

 

  • Em segundo lugar, os horários “incompletos” não vão, por inerência, para professores contratados, existindo professores dos quadros por colocar, porque isso sim, seria uma evidente “ultrapassagem”. Vão para professores de qzp que ainda não tiveram colocação. E isso, para além da instabilidade da não colocação, pode trazer uma outra forma de “ultrapassagem” que só quem não anda nisto ou percebe destes mecanismos, pode negar. Ou dizer que é menos injusta do que outras formas de “ultrapassagem” (como vincular de forma “extraordinária” com base no tempo de serviço, nuns grupos com um determinado número de anos e outros com muito menos). Sendo que se vai percebendo que há professores colocados fora do seu qzp original (a a creditar por alguns testemunhos), tudo isto fica ainda mais esquisito.
  • Em terceiro e último lugar, por agora: os professores de qzp recebem a partir de 1 de Setembro, estejam ou não colocados e ao longo do ano recebem por inteiro de forma independente do número de horas estritamente lectivas que tenham. Não os colocar desde já, existindo horários disponíveis, é algo que não traz especiais vantagens financeiras, a menos que os deixem a “marinar” até existirem horários completos, enquanto entregam horários menores a professores contratados para lhes pagarem menos. E, neste caso, há algo paradoxal, que é prejudicar financeiramente esses docentes contratados (com base numa alegada reclamação de organizações que os dizem representar), mas permitir que ocupem lugares em escolas e agrupamentos eventualmente escolhidos nas primeiras prioridades pelos professores de qzp.

Isto é um emaranhado, nem sempre compreensível para quem só se preocupa com a sua situação particular, que foi muitíssimo agravado nos últimos dez anos com a introdução de mecanismos distorcedores da boa e velha listagem ordenada de professores que, mesmo nos velhíssimos mini-concursos distritais, era mais simples de controlar. Existiam abusos ocasionais, horários debaixo da mesa? Sim, existiam. Mas agora as distorções são “sistémicas” e validadas pela própria tutela. Começou com a tentação de alterar a classificação de concurso com as avaliações da add, continuou com o disparate da bolsa de contratação de escola e aquelas entrevistas manhosas, com as “poupanças” na contagem do tempo de serviço dos contratados em alguns anos de forma a impedi-los de ter anos completos, assim como com “reconduções” à la carte (em que num sítio valiam umas regras e em outros uma coisa completamente diferente) e culminou nesta coisa das vinculações “extraordinárias” muito elogiadas agora por quem as criticara há uns anos.

Fonte: “Ultrapassagens”?

Quem são os funcionários da DGAE?

A DGAE é, por estes dias, o organismo do ME que mais se encontra no centro das atenções, por ter a responsabilidade directa pela organização dos concursos e colocação de docentes nas escolas públicas de todo o Continente. Mas não é de concursos que trata este post. Num exercício de transparência não muito frequente na […]

via Quem são os funcionários da DGAE? — Escola Portuguesa

Uma escola na Alemanha

 

 

primeiro ciclo

Tive o prazer de conhecer a escola do ensino público do 1ºCiclo que é frequentada pelo filho do meu casal amigo alemão. Lá o ano letivo 2013/2014 já começou.
A turma é constituída por vinte alunos, sendo dois discentes da educação especial (um menino é autista e outro é praticamente cego).
A turma tem três professores na sala de aula (um deles é só para acompanhar os dois alunos da educação especial daquela turma).
Impressionou-me várias aspetos na escola: as boas condições físicas do edifício, as obras de arte realizadas pelos alunos que decoravam os corredores, o campo de futebol relvado na escola, o parque infantil para as crianças brincarem e o espaço verde à volta da escola.
Todos os dias, no final das aulas, um encarregado de educação vai para junto da passadeira da estrada que passa perto da escola, onde manda parar o trânsito para as crianças atravessarem…

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Opinião – Miguel Silva

primeiro ciclo

Estamos de costas voltadas porque infelizmente a ideia de categoria profissional e habilitações ainda se mantém na cabeça de muita gente…professor do secundário ou do terceiro ciclo é superior ao professor do primeiro ciclo, embora se vejam por exemplo muitos professores mestrados no primeiro ciclo enquanto outros de níveis deHelp ensino diferentes ficaram pela licenciatura. Basta passar por um órgão de gestão escolar para ver isso. Além disso, a nossa profissão é composta por indivíduos pouco solidários. Costuma -se dizer que as mulheres são pouco solidárias umas com as outras…São elas que compõem maioritariamente o nosso grupo profissional (vou ser acusado de machista).
Deixei de frequentar plenários sindicais porque o único assunto que ainda fomentava união era – vencimento. O resto não interessa. Passados 15 anos voltei a uma reunião e….nada mudou…aliás fico perplexo com o desinteresse, o desconhecimento de muitos professores sobre assuntos pertinentes. O primeiro ciclo dificilmente terá…

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Organização semestral do ano escolar

 

Quando Filinto Lima veio pedir, para o agrupamento de que é director, a possibilidade de organizar semestralmente o ano lectivo, saberia por certo que outros directores iriam ter direito, já em 2017/18, ao brinquedo novo que ele ambicionava.

Mas ao contrário da flexibilidade curricular, que é experiência a iniciar em mais de 200 escolas e agrupamentos, a autonomia para dividir o ano lectivo em dois semestres, como se faz no ensino superior, parece estar reservada ao grupo muito mais restrito que participa nos PPIP – os projectos-piloto de inovação pedagógica.

O Agrupamento de Escolas do Freixo, um dos seis participantes na experiência, publicou já o seu próprio calendário escolar para 2017/18, diferente do que estamos habituados a ter: dois semestres, em vez de três períodos lectivos e cinco pausas lectivas em vez das três interrupções habituais. Reduzindo a duração das férias do Natal e da Páscoa, que deixam de ser momentos da avaliação, libertam-se alguns dias que permitem fazer pequenas pausas de dois dias em Novembro e em Abril e aumentar a duração das férias de Carnaval, altura do primeiro momento de avaliação. Ora vejamos:

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Fonte: Organização semestral do ano escolar

Estamos Mesmo de Regresso ao Passado

O Meu Quintal

Esta polémica em torno de manuais e actividades para meninos e meninas faz-me recuar uns 30 anos, para o período em que comecei a fazer trabalhos na área da História da Mulher, os quais acabaram por ir dar na minha tese de mestrado (que me permitiu ser o segundo homem, há 20 anos, a receber um prémio de investigação da antecessora da CIG, depois do João Esteves, que o recebeu merecidamente por duas vezes). Nos anos 80 e 90 do século passado debatiam-se bastante os temas da igualdade de oportunidades entre rapazes raparigas nas escolas, dos estereótipos nas imagens e representações de género nos manuais escolares e da pedagogia da igualdade.

Na altura, eu até era dos que achava que tudo isto estava ultrapassado, que a situação das mulheres na Educação era das que demonstrava os maiores progressos em termos sociais, em Portugal, ao longo do século XX…

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O novo ano escolar

O modelo escolar está esgotado, por que não se fez uma reforma profunda em vez de mudar pormenores, sobretudo em 20% das escolas, instabilizando alunos, professores e famílias?

Santana Castilho explica o que foi feito, que se destinava a todas as escolas, e ficou apenas para as escolas voluntárias ou convidadas.

A falta de coragem de rever processos e ocupações de professores, com uma verdadeira reforma do sistema educativo ficou adiada, por falta de vontade política, ou talvez mais  por teimosia em recuperar ideias, que já provaram terem pouco a acrescentar ao que já existe. Perde-se sobretudo uma oportunidade de recuperar o empenho máximo dos professores, pouco ouvidos nas decisões.

As turmas vão continuar a ter alunos em excesso. Os alunos com problemas graves de comportamento vão continuar a estragar a vida de alguns professores.

conselho

Correções nos concursos

 Houve 363 que apresentaram recurso hierárquico e destes, segundo números enviados ao PÚBLICO pelo Ministério da Educação (ME), 171 viram o seu processo deferido. Ou seja, “depois de reconstituída a sua situação, vincularam, de acordo com a lista graduada”, indicou o ME.

Os relatos que nos chegam  da DGAE são de que não há juristas suficientes. Mas as atuais respostas vieram dentro do prazo anunciado, e não temos informação de indeferimentos…

Opinião – O disfarce e a circulatura do quadrado – Santana Castilho

A interacção e a interdependência das sociedades modernas são cada vez maiores e provocam um interesse crescente pelos instrumentos que influenciam os seus diferentes sistemas. A Saúde, a Justiça, a Educação e a Economia, para citar apenas as áreas que de modo mais evidente marcam a nossa qualidade de vida, estão sob escrutínio constante de instrumentos de comparação e de grupos de pressão, que nos dividem entre “bons” e “maus”, segundo encaixemos ou não no que determinam ser politicamente correcto. No contexto da discussão pública, tais realidades acabam por se impor e contaminar a análise de outros factores.

Em Educação, as medidas de política têm estado demasiado ligadas à ideologia dos grupos dominantes. Melhor dizendo, aos convencimentos dos que, em cada momento, governam em nome desses grupos. As últimas alterações que o sistema de ensino sofreu oscilaram entre concepções anglo-saxónicas, de raiz empirista, e ideias construtivistas, de inspiração piagetiana. Estas, hipervalorizando as ciências da Educação. Aquelas, hipervalorizando o conhecimento. E quando novos líderes recuperam medidas de líderes passados, que a prática mostrou estarem erradas, contam sempre com o apoio dos prosélitos da tribo, convenientemente esquecidos das evidências que viveram. Muitos deles são autores, nas redes sociais, quase sempre sob anonimato, de intervenções onde a injúria substitui a troca civilizada de argumentos e falseia a percepção do que se discute. Nesta espécie de bordéis de cobardes, a ignorância é o menos. O mais é a subserviência infame ao interesse do momento. O mais é impor como politicamente correcta uma visão ideológica que já foi testada e falhou. Assim vamos, em meu sentir, no prólogo de mais um ano escolar, sob o policiamento disfarçado do pensamento livre, rumo a uma pedagogia totalitária.

Começou o disfarce com uma revisão curricular que, oficial e centralmente, não existe. Com efeito, são algumas escolas que poderão alterar 25% do currículo, sem que, centralmente, os programas tenham sido alterados e embora os professores só devam cumprir, desses programas, o que as “aprendizagens essenciais” fixaram, em híbrida convivência com as metas de Crato, que não foram explicitamente revogadas. Esta circulatura do quadrado será operada por artistas das 236 escolas que se alistaram na experiência pedagógica da “flexibilidade curricular”. E continuou o disfarce com o secretismo que envolve a coisa: os pais não tiveram o direito de saber se a escola onde iriam matricular os filhos estava ou não envolvida na experiência; e agora, depois da lista publicada, não se sabe que turmas virão a estar envolvidas, muito menos os critérios que ditam a escolha; todos os pormenores operacionais pertencem ao obediente e venerador corpo de directores e aos comissários da modernidade do século XXI, enquanto, como convém, a generalidade dos professores do século XX está de férias.

Este processo de mudança, recorde-se, estava inicialmente programado para ser imposto a todo o sistema, sem qualquer tipo de testagem. Foram o Presidente da República e o Primeiro-Ministro que travaram essa lógica. Mas a intenção dos promotores subjaz ao disfarce da experimentação. Com efeito, uma experiência séria não se faz com a envolvência de mais de 20% do universo a que, eventualmente, se virá a aplicar o que se testa. Porque torna muito mais complexo o processo de acompanhamento e avaliação, cujo rigor é vital para a tomada da decisão final. Uma experiência séria não assenta na determinação de uma amostra cujo critério único é o voluntarismo das escolas candidatas. Uma experiência séria planeia com tempo e de modo transparente a formação dos agentes envolvidos, a mobilização dos recursos necessários e o desenho da estrutura de monitorização.

Tudo visto, a “experiência” é, antes, uma primeira fase de uma alteração que Marcelo e Costa atrasaram para depois das autárquicas. Trará sobressaltos e instabilidade. E, no fim, a responsabilidade da balbúrdia ficará a débito dos professores do século XX, que alguns dizem avessos à inovação.

In “Público” de 23.8.17

O eclipse de Mário Nogueira (Ana Sá Lopes – “Sol”)

 reunião tardia de 4 de outubro, denuncia mais do mesmo! Estamos bem, vamos aparecer mais tarde…

O eclipse de Mário Nogueira

– A eternizarão de seus lideres, professores que não dão aulas há muitos anos, levando a que docentes não se sintam identificados/representados por estes.

– A sensação de falta de democracia interna que reina nos principais sindicatos, visível pela duração excessiva dos mandatos de seus lideres.

– A falta de razoabilidade, até nas negociações com a tutela, caindo frequentemente no radicalismo, recusando consensos e uma abordagem mais moderada.

– Hoje o típico professor só quer dar as suas aulas (alguns nem isso), calçar os seus chinelos quando chega a casa e desligar da escola o mais rapidamente possível… Estão fartos!

no blog “ComRegras”

Tango 21

foto: Eramá (Luís Costa)