Fátima Brás no ComRegras

Sinceramente, a nível pessoal, sou indiferente aos comentários, à adjetivação maligna, à degradação da imagem dos professores, que têm vindo a acontecer. Nem o nome dos *miseráveis*- foi a palavra que ficou e pela qual designo todos- eu me dou ao trabalho de memorizar. Acho que o termo se adequa porque, pagos para denegrir, ou…

via Miseráveis — ComRegras

Conentário de J.F. no blogue do Guinote

Estrutura das actividades em portugal a ensinar às criancinhas da primária:
– Sector público
– Sector privado
– Sector dos avençados do público (conjunto dos “empreendedores e inovadores” do privado que enchem, vivem e ou lucram à custa do estado… “mais que as mães”)

Para que servem, na verdade, as empresas públicas??? Qual o universo de empresas públicas em Portugal??? Empresas nacionais, regionais, autárquicas – centralizadas, desconcentradas e descentralizadas ??? Enquanto as câmaras mais sujeitas a inspecções (eventuais) e ao tribunal de contas (não é que faça grande diferença… pois quem paga são sempre, invariavelmente, os mesmos)… olhe-se para o universo de empresas públicas, institutos e afins que passam ao lado… e, quem são os indivíduos que por lá andam… olhe-se para a sua orgânica, estrutura, orçamentos, contratos… e quem paga??? Quem paga???
Devem ser as universidades de verão e similares – as web summit cá do sítio – onde se relembram posições, interesses, cargos, partilhas, amizades,… enfim… empreendedorismos e cluster´s da excelência em “mamar” no estado; as reuniões do avental, o apadrinhamento e as soluções que a lei quando não contempla passa a contemplar a jeito…

Contrariar grandes interesses??? – Brincalhões! – Então e quando eu sair daqui??? e a minha descendência, amigos e colaboradores???

A forma como a “coisa PÚBLICA” é tratada pelos governantes e gestores do erário público tem a sua absoluta visibilidade (para quem quer ver, com toda a certeza) no INFARMED!
Todos comentam o “patati, patata” mas ninguém comenta a gravidade das “jogatanas” políticas, interesses, clientelismos, partidarismos, agraciamentos, trocas,…, que subjazem a inúmeras decisões que custam ou poderão custar milhões aos cidadãos nacionais e… mesmo que não custassem, a “COISA PÚBLICA” não é pertença dos governantes para que a joguem de acordo com os seus interesses!

Não há racionalidade, não há avaliação, não há planeamento… O que acontece na educação, na segurança, na saúde, na justiça, na energia, nos transportes/telecomunicações,…, é exactamente o mesmo… só que desta vez o ímpeto foi de tal forma impetuoso (o berreiro e a choradeira deve ter sido de tal ordem… mas, pelo menos, não foi “da rua”) que nem tiveram tempo de fingir com umas “comissõezitas”, uns “relatóriozitos”, uns “parecerzitos”, uns “despachitos”, umas “transferênciazitas de competências”, “um atira o barro à parede a ver se agarra”, …
No caso da educação, a coisa deve ter sido mais ou menos assim:
– eh pá, vê lá se tratas de arranjar uns esquemas para pôr aquela malta a ganhar menos, a amochar e se possível, a dispensar uns quantos e olha que a coisa até já vem sendo preparada e no orçamento reforçada…
– então, em troca…
– em troca, podes brincar aos currículos, às escolinhas, aos projectinhos, aos professores generalistas, às escolas do séc. XXI… até podes dar o teu nome à “reforma” da coisa ( também, ninguém que saber)
Soma e segue: enquanto brincam aos currículos e às escolinhas vão tratando daquela “raça” , daqueles “gajos” que progridem sem mérito, que não são avaliados, que chegam ao topo de carreira, que trabalham pouco e ganham balúrdios, que são uns privilegiados (na sociedade, na função pública, no mundo, no universo) e que em vez de darem aulas fazem greves, …aqueles “miseráveis professores”…
Tanta gente desonesta, tanta gente mentirosa, tanta gente falsa, tanta gente de má fé… A vergonha foi, definitivamente, enterrada!

Miserável mesmo é este país, incapaz de aprender com o passado, incapaz de aprender com o exemplo dos outros e incapaz de olhar para a sua própria pobreza que serve a riqueza crescente de crescentes outros!

Macacos