Alguém como eu, um filme de Leonel Vieira

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O pessimismo de uns contrasta com a certeza e vaidade de outros

Refiro-me à política educativa!

Falta unanimidade ao desenvolvimento  das políticas educativas do ministério, vindo muitas das críticas da esquerda que suporta o governo. Uma verdadeira reforma é apenas uma miragem. As previsões apontam para alterações cirúrgicas.

“Trabalhar-se com turmas com perto de 30 alunos não é o mesmo do que trabalhar-se com turmas de 12 ou 15 alunos. As políticas educativas que se vão sobrepondo em camadas contraditórias que permanecem, também não ajudam. ” Paulo Guinote

 Ficará  decidido no próximo  ano letivo se a flexibilização será para avançar a todo o vapor, ou para manter em lume brando, à espera de um novo mandato? Acredito que existem dentro do “poder” vontades contraditórias, e portanto o desfecho é imprevisível.

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Balanço do ano e desejo de um 2018 melhor

 

As previsões do Paulo Guinote, os desejos do Luís Costa, o coletivismo do ComRegras sempre atento a todos os temas de educação, o “arlindovsky” com uma utilidade pública inquestionável e o António Duarte com o “Escola Portuguesa” são a garantia de informação e debate de temas de educação, por professores, para professores.

Verdade que existem alguns jornalistas profissionais que escrevem no “Educare” e meia dúzia de páginas no facebook de professores, onde também se debate o ensino, mas em parte essas página são alimentadas pelos blogues, e por alguns artigos de jornais, onde destaco o professor Santana Castilho no “Público”.

Eu continuo a seguir mais uns que outros, e a denunciar uma injustiça já sobejamente conhecida, a aposentação dos monodocentes, principalmente os que sempre trabalharam em sala de aula. Mais alguns colegas têm feito o possível por agitar as águas, nomeadamente na Assembleia da República, no sentido de diminuir a injustiça que citei. Até agora em vão!

 

Previsões para 2018 – 5

O Meu Quintal

Burrocracia. Muita burrocracia. Ainda mais burrocracia com a necessidade de conceptualizar, projectar, planificar, cronogramar, implementar, registar, avaliar, reavaliar e relatorizar a flexibilidade e a autonomia. Tudo em triplicado, que é para a pegada digital não apagar a convencional. Achavam que os contratos de autonomia e o pnpse já levavam à produção de muita legitimação documental do (in)sucesso. Bem queiram ver como será agora, por muito que vos digam o contrário. Tal como os humanistas viciados em tecnologias, os flexibilizadores e autonomistas adoram a boa e velha rigidez das grelhas onde tudo se plasma em papel, pen, disco rígido e cloud. E então a reunite para preparar tudo isto, monitorizar, avaliar, reavaliar, reimplementar e re-reavaliar todo o processo?

Burocracia-escolar

(e nem falemos da necessidade de “formação” pós-laboral para re-ensinar/aprender o que já foi ensinado/aprendido – e por algum motivo quase caído no olvido –  há 20 anos…)

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Fátima Ventura no ComRegras

 

Resposta da  Direção de Serviços de Desenvolvimento Curricular em 2012.

« Em resposta ao e-mail enviado ao Gabinete da Secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário, terça-feira, 27 de novembro de 2012, solicitando esclarecimentos sobre os procedimentos a adotar, uma vez que o PCT deixou de ter enquadramento legal com a publicação do decreto-lei nº 139/2012, de 5 de julho, e que de acordo com o ponto 4, do Artigo 2.º, as estratégias de concretização e desenvolvimento do currículo são objeto de planos de atividades, integrados no respetivo projeto educativo, adaptados às características das turmas, através de programas próprios, a desenvolver pelos professores titulares de turma, em articulação com o conselho de docentes, ou pelo conselho de turma, consoante os ciclos, informamos que:

1 – Não existe uma matriz a que tenha de obedecer a conceção e operacionalização dos referidos planos;

2 – De acordo com o Despacho normativo 24-A/2012, de 6 de dezembro, estes planos visam a promoção do sucesso escolar dos alunos, podem ser orientados para a turma ou individualizados e devem ser realizados e avaliados, sempre que necessário, em articulação com outros técnicos de educação e em contacto regular com os encarregados de educação; …  »

Nesta altura ficou claro que adaptar o currículo à turma se faria através de estratégias adequadas aos alunos, cujo sucesso educativo estivesse em causa, de uma forma dinâmica, ao longo do ano letivo, sempre que necessário encontrar formas de ultrapassar dificuldades de aprendizagem, individuais ou coletivas.

Transmiti a informação, supondo que algo mudaria e que surgiria uma forma facilitada para diminuir a burocracia docente. Não, porque não. No Agrupamento X teve que se elaborar o PT e no Agrupamento Y teve que se entregar o PT… E lá se manteve tudo igual. Ah! Perdeu-se o C do meio de PCT. Alguns passaram a PTT (Plano de Trabalho de Turma).

Elaborei então, por minha iniciativa, um Plano de Acompanhamento Pedagógico da Turma e nada de PAPIs (Planos de Acompanhamento Pedagógico Individual). Ao diagnosticar as dificuldades dos alunos, propunha para as mesmas as estratégias consideradas adequadas. Não só no final dos períodos letivos, mas a qualquer momento em que surgissem constrangimentos. Um período de doença do aluno, por exemplo. Dificuldades resultantes de capacidade de aprendizagem acima da média, essas então nunca são relevantes! Na realidade são de considerar e de acompanhar tal qual as que resultam de uma interiorização mais lenta de conteúdos e das problemáticas associadas.

Passados cinco anos, a mesma inquietação. Não percebo, não faz sentido algum, que o Professor Titular de Turma/ o Diretor de Turma tenha que elaborar, numa situação prévia ao primeiro momento de avaliação sumativa, um Plano de Turma, que continua no Despacho-normativo 1-F/2016 a ser definido como contendo “…medidas de promoção do sucesso educativo…” acrescentando-se mais adiante que “…A decisão sobre as medidas a implementar é tomada por cada escola, devendo partir de um conhecimento das dificuldades manifestadas pelos alunos e estar centradas em respostas pedagógicas alinhadas com a situação diagnosticada, assumindo, sempre que aplicável, um caráter transitório…”

Nunca Esperei Que Defendesse a Educação ao Serviço da Economia

O Meu Quintal

Mas há sempre uma primeira vez para tudo. Nunca pensei que alguém próximo do MEM entrasse por este tipo de “lógica”. A “Economia” não pode (não deve!) determinar de forma determinista o rumo da Educação. Mesmo que isso pareça pouco “moderno” quem preside ao CNE deve defender a autonomia da Educação e não a sua subserviência.

A cultura da escola vai mudar “porque a economia está a pedir coisas diferentes”

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António Guerreiro no “Público “

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Não há nenhuma classe profissional tão hostilizada nos jornais como os professores. De um modo geral, todas as reivindicações dos professores são consideradas ilegítimas e a classe profissional é vista como detentora de uma força sindical da qual faz um uso abusivo. Diga-se, em boa verdade, que antes de enfrentar a hostilidade do jornalismo, os professores tiveram de enfrentar as hostilidades do modelo de gestão da escola e do ensino, numa guerra da qual saíram vencidos. Foi-se reduzindo progressivamente o tempo de trabalho autónomo, que era uma parte importante do tempo de trabalho de um professor (porque se entendia que o saber – manual ou intelectual, técnico ou teórico, académico ou não — é um direito à autonomia) e aumentando o tempo de trabalho controlado, que é hoje a quase totalidade do trabalho docente. O professor ficou assim submetido ao trabalho das classes proletárias, mas continua a recair sobre ele a imagem de que é um animal de luxo.

 

 

Educar contra a violência

A violência também se aprende! O que podemos fazer para impedir que o padrão de comportamentos seja negativo?

Desenvolver regras claras para o comportamento.  Há que não ter medo de corrigir comportamentos errados.

Bater não é  solução,  pois transmite a ideia que é aceitável para resolver um problema.

O que leva uma criança a amar os outros é o próprio amor que recebeu. A criança tende a imitar o que vê ou sentiu! turma_mista21

 

Verdade

42bem2b1Minha querida Margarida Freire, não vale a pena tapar o sol com a peneira. .. Já estou demasiado velha, estive desde sempre, quase uma vida, envolvia num processo de luta Sindical, fui a Congressos e conheci o Mário Nogueira, ainda ele não era da cúpula do Sindicato. .. Há, já bastantes anos, que me apercebi que há na Educação uma pirâmide hierárquica. .. desde o Pré – Escolar até ao Secundário… e que a Pré e o 1°Ciclo estão na sua base… Tenho tido, ao longo do tempo, muitas provas do que estou a afirmar, umas que senti na pele e outras que obervei noutras colegas… Estou a falar sem qualquer mágoa ou rancor, isso não faz parte da minha maneira de ser…
Não tenho qualquer ilusão. .. Não há, não houve e, duvido que alguma vez exista alguma “união” na chamada classe dos professores. ..
Então, e seguindo este raciocínio, para mim, está claro que, este Sindicato, onde há mais de 35 anos estou integrada, não defende o 1°Ciclo… Ainda continuo a pagar a descontar, para ele. .. Mas, qualquer dia, acabou . Há anos que não vou a uma reunião Sindical, desde uma a que fui assistir e me senti insultada, como professora do 1 ° Ciclo, pela senhora que a estava a dirigir. ..
Agora, chegou a hora de lutar por nós, pela nossa Monodocência, que até isso alguns professores dos outros Ciclos dizem que já não temos e o próprio Sindicato também, não usa esta abordagem, no 1º Ciclo. .. Assim, sendo vou tentar lutar por tudo aquilo que me prometeram há perto de 40 anos… Reforma aos 35 anos de serviço / 55 anos de idade! Eu acertava em pleno. .. Até um dia um senhor primeiro ministro, José Sócrates, se lembrar de me oferecer, de um dia para o outro, 10 anos a mais na minha carreira, não houve qualquer tipo de faseamento, NADA! TOMA LÁ MAIS 10 ANOS! De um dia para o outro, aquela “BESTA” ROUBOU-ME 10 ANOS DE VIDA! !!
Só por isto, cá para mim podia muito bem ter estado 10 anos no xadrez. ..
Depois, vieram os outros (PSD/CDS ) e ainda me roubaram mais 2 ou 3… Mas desses eu não podia esperar mais nada. ..

Agora, vou lutar com a pouca força que me resta, pela recuperação daquilo que me roubaram. ..

Se conseguires ler tudo isto, és capaz de perceber o que me leva a este discurso tão radicalizado. .. Estou com uma depressão grave e já não consigo pensar que vou ser obrigada a voltar para a Escola. ..

E os mais jovens, quando é que vão entrar na Carreira, enquanto não nos reformarmos. ..

Os políticos são de facto, muito espertos, pois conseguem fazer leis para seu próprio benefício e os outros que se lixem! E sabes, minha querida, eles sabem que não vamos aguentar e o que eles querem é que se peçam muitas reformas, antecipadamente, para eles pagarem REFORMAS MISERÁVEIS! E nós sairmos “com uma mão na frente e outra atrás”, após 40 anos de trabalho! 

Um abraço grande para ti, minha querida! Beijinhos 

A Viagem dos Argonautas

A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

ComRegras

Análise e debate sobre (in)disciplina e educação em geral.

A Estátua de Sal

As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade. Vitor Hugo

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