Solidariedade com Carlos Santos

Carlos Santos Nunca tinha ido a nenhum destes plenários. Fiquei em estado de choque, pois fui tratado como um traidor antissindical (eu que contribui para sindicalizar tantos colegas, encher tantos autocarros, fazer funcionar greves às avaliações e conseguir mobilizar colegas para que se fechassem escolas em dias de greve quando ninguém acreditava).
Como me chegaram informações que havia interesse de que eu não fosse ao plenário, só me surpreendeu esta falta de gratidão e de segregação, quando no meu texto até tinha várias linhas a elogiar o difícil trabalho sindical, porque também eu já o fiz durante muitos anos e faço-o diariamente a mobilizar colegas para fazem as greves e irem às reuniões sindicais da Fenprof. Só levava uma proposta, nada mais. Não sei o motivo daquela aversão.

Ali no plenário bastava terem a educação de dizer que de momento a minha ideia não era exequível.
Houve colegas dirigentes com grandes responsabilidades sindicais a insultar colegas. É assim que se apela à união da classe?
Assim só afastam as pessoas.

Eu não sou ninguém, apenas um professor que dá o seu melhor todos os dias a trabalhar na escola e tenta puxar por aqueles muitos colegas que já não querem participar em nada, porque dizem sempre que já não vale a pena lutar e que os sindicatos são isto e aquilo.

Assim perderam um dos maiores mobilizadores de professores para a lutas que se avizinham. E já fiz tantas em nome da Fenprof, tantas noites sem dormir e tantas vezes insultado por defender os sindicatos e que os professores têm de se unir seja qual for a luta, mesmo os descrentes.

Se era para me apagarem (em vez de aproveitarem as minhas capacidades mobilizadoras), conseguiram-no, porque nunca mais me irão ver por aqui, nem em mais coisa nenhuma, nem a mobilizar ninguém para nenhuma luta, nem a unir a classe. Que o façam eles. Triste forma de atuarem. Já não acredito em nada disto e vou fazer o meu trabalho docente até à chegada da reforma, porque, para mim tudo isto morreu.
Felicidades para todos que não quero incomodar mais ninguém.

Ideia