A polémica do momento

Pais e directores unidos pelo fim dos exames para entrar no superior

“Havia na santa terra de meu saudoso avozinho um fogueteiro famoso. Naquele tempo, em pleno Maio florido, na festa de Santa Luzia, o afamado queimador de fogo era motivo de apostas e falatório por toda a aldeia. Tinha o abençoado homem a fama de lançar para os ares os petardos mais sincronizados de toda a zona Norte. Ou seja , o homem não se limitava a lançar a mecha, a fazer subir a cana, a explodir a pólvora, mas fazia tudo com uma cadência tão precisa que, quando saía a procissão, era mais a curiosidade para ver se o homem continuava com a obsessão apurada, do que com as rezas… Ao primeiro foguete, e a todos os seguintes , o homem acrescentava , um espaço temporal de mais, exactamente, mais 30 segundos … Não falhava!
Ora o momento actual faz-me lembrar o velho fogueteiro, onde tudo rebentava numa precisão científica… Explico: primeiro Andreas Schleicher, a rebentar o primeiro foguete; depois uma sondagem sobre o fim dos exames, o segundo; hoje, um belíssimo artigo no Observador, sobre a mesma temática, o terceiro…
Já estou curioso onde irá rebentar o próximo foguete e se a cadência será mantida…
No caso do fogueteiro da minha aldeia, nunca lhe conhecemos o propósito… a estes fogueteiros parece que lhe adivinho melhor as intenções…”

António Silva
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Amanhã, os titulares de turma voltam à ação

O mestre, como era conhecido antigamente, está de volta ao contato diário com o seus alunos.

O professor em regra mais importante na vida dos alunos terá a responsabilidade de restaurar o ritmo perdido, de corrigir os TPC, de retomar o contato com os pais no seu papel central de diretor de turma.

Um trabalho duro, que varia consoante a natureza da turma, isto é do conjunto de alunos que a constituem e do trabalho efetuado no passado.

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