Os desautorizadores – Luís Costa

Há uma longa lista de desautorizadores da classe docente, da qual também fazem parte, como é do conhecimento geral, muitos professores. São muitos os actantes, e os efeitos são proporcionais ao investimento e à concorrência. Hoje, porém, cingir-me-ei aos grandes protagonistas. O poder político tem sido, na minha perspetiva, o grande dinamizador desta imperdoável ação de desvalorização pública dos docentes e de prejuízo da sua ação profissional. Na verdade, há séculos — tempo psicológico de quem vive estas peripécias ao minuto — que se dedica a legislar, a reformar, a inventar, a mexer e a remexer no quotidiano escolar, à revelia dos docentes: quase sempre contra a opinião de quem está no terreno ou ignorando pura e simplesmente o que pensa quem tem a missão de concretizar tudo o que é idealizado…

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A arte de adiar e propor migalhas

O governo admite recuperar 2 anos e 10 meses… migalhas não obrigado!

” justificaram com a necessidade de garantir a “equidade” entre carreiras e a “sustentabilidade” financeira.” Público

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A fne espera pelo dia 12 de março para o governo melhorar a proposta

 

Proposta para a reforma dos professores — ComRegras

A idade dos professores é um efetivo problema, o cansaço é muito grande e a desmotivação de ver a idade da reforma a fugir, agregado ao congelamento de uma década, coloca muito dos professores mais experientes para lá do ponto de saturação. O Rui Cardoso, vizinho no blogue DeAr Lindo, apresentou uma Proposta Ficcionada para a…

via Proposta para a reforma dos professores — ComRegras

Discordo de tudo o que Crato trouxe para a política educativa

Gostaria algum de nós de ser tratado por um médico que, na universidade, tivesse aprendido Literatura Germânica, não tivesse prestado grande atenção à Anatomia nem à Histologia, mas que tivesse sido fantástico a “aprender a aprender”? Gostaria algum de nós de andar num avião mantido por uma equipa de mecânicos que, na sua escola de formação técnica, tivessem estudado Anatomia Patológica, nada sobre motores nem sobre aeronáutica, mas que fossem extraordinários a “aprender a aprender”?

Parecem palavras bonitas, mas escondem um desprezo pelo professor que trabalha nas salas de aulas. Aumentou-lhe o número de alunos, diminuiu os apoios em geral e em  especial às escolas com piores resultados. Recuperou os exames do 4º ano. Só isso basta para não deixar saudades.

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