Associação e paixão

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Notas soltas

Só continua no primeiro ciclo, quem verdadeiramente está disposto a enfrentar diariamente a mesma turma durante quatro anos e para o bem e para o mal aceitar, as alegrias e as tristezas de todos os seus alunos, e às vezes das famílias.

As aferições do 2° ano causam transtorno e cansaço a alunos e professores, revelam a desconfiança que os docentes do primeiro ciclo não mereciam.

A transformação da maioria dos professores com mais de sessenta anos em professores de apoio é um alivio para uns, um pesadelo para outros.

Sonegaram o regime especial de aposentação para os Educadores de Infância e Professores do 1º Ciclo do Ensino Básico. Tutela e sindicatos unidos, (com uma excepção) mas que depois se vai socorrer da plataforma e alinhar com os demais nas mesmas prioridades de luta.

Sobre a ascensão de MLR ao topo da Universidade!

Eleita pelos pares!

“Registo um aspeto positivo nestas “eleições ” do superior, colocam todos os documentos online (currículo dos candidatos, programa dos candidatos, atas…). Seria bom que no básico e secundário seguissem o mesmo caminho.” Daniel

 

 

 

 

 

 

A luta dos professores

A FNE, afeta à UGT, e os independentes concordam com o recurso às greves e manifestações caso as negociações sobre a carreira não avancem. Proposta da Fenprof é para greve de uma semana, por regiões, no próximo mês

O regresso dos professores às greves, já no mês de março, ganha cada vez mais força, com os sindicatos afetos à UGT e independentes a mostrarem total disponibilidade para acertarem com a Federação Nacional dos Professores (Fenprof, da GCTP), um plano de ação que deverá ainda contemplar uma grande manifestação.

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Ainda o Recenseamento — O Meu Quintal

 

É dramático e triste ver os efeitos do congelamento na forma como as pessoas interiorizaram o abuso e perderam quase por completo a noção do que era uma carreira, como se organizava, progredia, etc. O tempo de criogenia em piloto automático teve consequências devastadoras e, pelo que percebo, as regras pelas quais se recenseiam tempos […]

via Ainda o Recenseamento — O Meu Quintal

Os professores entre a frouxidão e a má-fé

Quem tenha acompanhado o comportamento negocial do Ministério da Educação após a assinatura do compromisso estabelecido com os sindicatos, em 18 de Novembro de 2017, vê inflexibilidade e má-fé. Entre outras, duas questões são determinantes no conflito latente, sendo que a ordem para as resolver não é arbitrária: primeiro, o reposicionamento correcto na carreira (porque os professores recém-vinculados não podem ser alvo das interpretações delirantes da secretária de Estado Alexandra Leitão); depois, (e só depois para não se amplificarem as injustiças de reposicionamentos incorrectos) a recuperação do tempo de serviço, como referido na declaração de compromisso e recomendado pela Resolução n.º 1/2018, da Assembleia da República.

O Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário diz, no número 3 do seu artigo 36º, que o ingresso na carreira se faz “no escalão correspondente ao tempo de serviço prestado em funções docentes e classificado com a menção qualitativa mínima de Bom, independentemente do título jurídico da relação de trabalho subordinado, de acordo com os critérios gerais de progressão”. Parece-me um texto claro, à luz da semântica linguística. Mas conhecendo a apetência da secretária de Estado Alexandra Leitão para apresentar como girafas gatos a quem simplesmente puxou pelo pescoço, percebo que queira colocar em escalões mais baratos os professores recentemente integrados na carreira, depois de décadas de trabalho escravo em funções docentes. O que não percebo é que sindicalistas experientes tenham caído na armadilha de “delegar” no Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República a decisão sobre se o tempo de serviço antes da profissionalização pode ser considerado para reposicionamento na carreira. Desconhecem, acaso, que quando ouvimos dois juristas esperam-nos, pelo menos, três opiniões? Para quê correr o risco de substituir factos por fictos?

A história da aplicação do estatuto é a história da consideração de todo o serviço docente, incluso o cumprido antes da profissionalização. Somar esse facto à clareza do supracitado artigo teria sido evidência suficiente para uma posição de força, negocial e ética, que não para a frouxidão das guerras de alecrim e manjerona em que os sindicatos sistematicamente se envolvem e que terminam, também invariavelmente, com a desistência no momento da ruptura clarificadora. Foi assim com o “memorando de entendimento” de 2008, foi assim com o “acordo de princípios” de 2010, foi assim com a greve à avaliação do 12º ano no tempo de Nuno Crato, está a ser assim com o compromisso de 18 de Novembro último. Trata-se de efemérides com traços comuns; num primeiro momento, provisório, os sindicatos parecem ganhar e o ministério consegue acalmar os ânimos das massas; num segundo momento, definitivo, o ministério, com má-fé, impõe por lei o que, anteriormente, tinha “acordado” ou “entendido” ser para negociar.

Findo o encantamento nupcial com Tiago Brandão Rodrigues, finda a coreografia negocial, traduzida em reuniões sem resultados, que se prolongam para além do que o senso comum faria supor, perde a força da razão e ganha a razão da força. Soçobra a coesão e substitui-se firmeza por frouxidão. A nova proposta de “reposicionamento” na carreira é um ardil arbitrário e injusto para atacar os professores. Mas a confusão que já introduziu serve bem a estratégia do Governo para arrastar o processo e multiplicar os conflitos dentro da classe docente. A resposta dilatada no tempo (12 a 16 de Março) e o instrumento escolhido no plenário de 2 de Fevereiro (greve pingada por regiões, de duvidoso impacto) pode prejudicar uma mobilização expressiva dos professores, num momento particularmente grave.

Não, não é discurso anti-sindicatos, que sem eles seria bem pior. É simples reconhecimento do que tem sido e receio de que volte a ser. 

in Público, 07/02/2018

Quem ingressou na carreira após 2012 vai passar 4 anos (ou 3) à frente de quem já cá estava. Exemplos: — ComRegras

Um comentário publicado por António Castelo Branco no artigo Proposta de portaria para o reposicionamento na carreira e que espelha bem as injustiças que irão surgir. Mais uma acha para a fogueira!Além da confusão que vai ser a implementação desta portaria, com milhares de esclarecimentos a cada ponto da mesma, vai dar início a uma guerra de todos os docentes que entraram na carreira antes de 2007 e que, ou ingressaram na nova após 3 anos no índice 151, ou o fizeram transitando para o mesmo índice, fazendo com que, quem estava no 4º escalão, índice 167, passasse para o 1º escalão da nova carreira. Quem ingressou na carreira após 2012 vai passar 4 anos (ou 3) à frente de quem já cá estava.

via Quem ingressou na carreira após 2012 vai passar 4 anos (ou 3) à frente de quem já cá estava. Exemplos: — ComRegras