Uma Quarta-Feira Qualquer – Paulo Guinote

Este tipo de conferências, debates, seminários, têm reforçado o seu carácter “fechado”, endogâmico, sem qualquer tipo de contraditório, funcionando como câmaras de eco, visando formatar uma elite que irá, depois, multiplicar o discurso ouvido do topo para a base, enquanto nas escolas se mantém um modelo de gestão que se baseia na hierarquia, nomeação e obediência acrítica às circulares, recomendações, portarias e decretos emanados da tutela, sem qualquer interesse em recuperar uma participação mais activa dos docentes na organização escolar. Defendem-se “práticas colaborativas”, desde que elas não se apliquem ao modelo de gestão. Postula-se a “autonomia” desde que ela se mantenha dentro dos limites definidos superiormente. Anuncia-se a “flexibilidade”, mas apenas se aceita a que corresponde a uma aceitação invertebrada de conceitos “inovadores” que já mostraram no passado a sua falência quando associadas a um desinvestimento real nos professores.

 

 

737882.jpgvia Uma Quarta-Feira Qualquer

“Escola Portuguesa” de António Duarte revela o terceiro compromisso da cimeira

Rejuvenescimento da classe docente

Mas parece que nem ele acredita! 13000276_1083659804990798_3539414545623651889_n1

” Contudo, o tom adequadamente vago do compromisso que o governo português, em conjunto com os restantes, assumiu, e a habilidade dos actuais governantes a virar o bico ao prego, fazendo o contrário do que anunciam, devem manter-nos desconfiados…”