O ano passado foi assim – Concursos – Fluxo de professores do primeiro ciclo

O maior fluxo são  1381 professores do primeiro ciclo que mudam principalmente para o grupo 910.

Porque será?

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Greve dos professores coloca em causa: exames, notas, matrículas, formação de turmas, etc… — ComRegras

A comunicação social ainda não percebeu que a greve começa a 4 de junho e vai afetar os exames. A greve marcada por todos os sindicatos de professores, a partir de 18 de junho, às reuniões de avaliação de todos os anos de escolaridade, exceto os que preveem exames (9º, 11º e 12º) vai criar…

via Greve dos professores coloca em causa: exames, notas, matrículas, formação de turmas, etc… — ComRegras

Opinião – José Matias Alves

Há muitas formas de humilhação profissional. Elenquemos três tipologias (três topografias): as que vêm de cima, as que vêm de baixo e as que vêm do lado.

As que vêm de cima são as clássicas intromissões e não raras desautorizações do poder. As que vem do lado têm a sua origem nos modos de relacionamento com os pares. São as desconsiderações profissionais, as suspeitas de incompetência (verbalizadas ou não), o esconder do olhar do outro o trabalho que poderia ser comum.

As que vêm de baixo provêm dos alunos e é sobre estas que alinho estas breves notas. Os alunos possuem, paradoxalmente, um largo poder sobre o professor e podem causar um enorme desgaste e humilhação. Não apenas quando geram a indisciplina de baixa, média ou alta intensidade. Mas quando decidem não aprender, quando ficam indiferentes aos esforços de ensino dos docentes, quando se alheiam do que se passa na sala de aula.

Esta ausência dos alunos, esta indiferença ao conhecimento é, provavelmente, uma das maiores humilhações dos professores. Porque negam a ação de professar. Negam a possibilidade do professor existir enquanto ser de relação, difusor de conhecimento, e fazedor de humanidade.

Em última instância, o tédio e a indiferença dos alunos são a afronta maior ao professor porque o negam como ser. E esta humilhação é fonte de um padecimento doloroso que retira a vontade de investir e gera a vontade de fugir e de morrer.

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Por que será que os principais lideres religiosos não são crentes?

Acreditam sobretudo na gloria da sua vida na Terra, e nem por isso na subida ao céu!

Discursos confessionais não são apenas propositivos, mas sobretudo impositivos.

A única reunião democrática na igreja Católica é o Conclave, e mesmo essa tem a influência da escolha que o Papa faz dos Cardeais eleitores.

O perigoso papel e a hegemonia das igrejas evangélicas, das seitas pentecostais, com uma grande inserção na política e visibilidade nos meios de comunicação, que são grande presença no Brasil, e procuram outros países para se expandir.

Se uma determinada agremiação evangélica apoiar um candidato no Brasil, os fiéis dessa dominação tendem a se unificar no apoio para o nome indicado.

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Opinião de Carlos Santos

Antes de mais, urge sugerir que acabem com essa deplorável e estéril guerrinha entre sindicatos! Guardem lá os umbigos, os tachos e as ideologias! Os sindicatos estão (ou deveriam estar), antes de tudo o mais, ao serviço dos professores.
Esta greve não é deste nem daquele sindicato – é uma greve dos professores, pelos professores e para os professores. “Os PROFESSORES” – este é o valor mais alto pelo qual temos de nos unir e pelo qual vale a pena lutar!
Caso os sindicatos não se tenham dado conta, a tutela perdeu-lhes o respeito e, por inerência, atingiu todos os professores. Por isso, é hora de colocarmos de parte as nossas diferenças e nos mobilizarmos.
Há sindicatos a marcar pré-avisos de greve às avaliações de 4 a 15 de junho para afetar as reuniões do 9º, 11º e 12º anos, e outros pré-avisos de greve da plataforma sindical a partir de dia 18 para cobrir as reuniões dos restantes anos e ciclos, desde o pré-escolar ao secundário.
Agora cabe aos professores aderirem, pelo que esta incompreensível troca de «mimos» entre sindicatos só se presta a fazer o frete ao governo desmobilizando e prejudicando os professores antes sequer da luta começar. E, sabem que mais, os professores estão-se nas tintas para isso, porque estão cansados, desgastados e desesperados e já não têm paciência para mais improficuidades infantis.

Em jeito de balanço relembro que há pouco mais de 1 ano fiz um inquérito no meu agrupamento sobre formas de luta a desenvolver e 71% dos professores propuseram uma GREVE ÀS AVALIAÇÕES DO 3º PERÍODO. Fiz chegar essa proposta à Fenprof, devidamente assinada pelos intervenientes, mas responderam-me que, embora a iniciativa fosse louvável, não podia ser considerada como representativa da vontade dos professores a nível nacional. No plenário que se realizou semanas depois na Guarda relembrei Mário Nogueira dessa proposta e a necessidade de se fazer uma greve às avaliações em tempo útil, ao que ele retorquiu que se o fizessem o ME cancelaria a reunião agendada para 6 de junho. Discordei com a estratégia, pois outras classes profissionais fazem precisamente o inverso – marcam as greves para pressionar as tutelas obrigando-as a serem elas próprias a solicitar reuniões para negociar acordos que permitam a desconvocação das greves. E o resultado dessa opção ficou bem à vista de todos – a greve fracassou e foi mais 1 ano perdido para os professores. No dia 7 de dezembro neste espaço virtual voltei a lembrar que, do modo como as coisas estavam a decorrer, a greve às avaliações do 3ºPeríodo iria ser inevitável (eu sei, sou teimoso).
Mas ainda bem que, depois de um ano, os sindicatos reconheceram que esta é uma das melhores formas de luta de que os professores dispõem e estão a desperdiçar, pois “só peca por tardia”.

E a melhor prova é que a última luta que teve impacto e adesão foi a greve às avaliações em 2013 (embora mal aproveitada nas negociações com Nuno Crato que assinou mais um dos muitos compromissos que de nada valeram; que não se voltem a assinar meros cadernos de intenções!).
E o motivo do sucesso dessa forma de luta é facilmente explicável – é uma luta que requer POUCOS RECURSOS HUMANOS e FINANCEIROS:
-Poucos recursos HUMANOS – basta apenas 1 colega fazer greve, de preferência que tenha muitas reuniões (ex. EMRC ou Ed. Musical, Ed. Visual…), para todas elas serem adiadas por 48 horas (que na prática seriam 3 dias para não se sobreporem a outras já agendadas);
-Poucos recursos FINANCEIROS – como apenas 1 professor faz greve e o prejuízo é a dividir por todos os outros, tem um baixo custo.

Embora haja quem ache que não devemos afetar ninguém, nem sequer os pais, esquece-se que a intenção das greves é precisamente essa – incomodar – senão não serve para nada, como tem acontecido com as últimas greves “fofas” e manifestações. Sim, incomodar, causar transtorno, constrangimentos, irritação e aborrecimentos. Só assim vale a pena o esforço.
(Quando os médicos fazem greve causam ainda maior incómodo, pois mexem com a saúde das pessoas. E isso alguma vez os impediu de as fazer? E ao longo dos anos não têm conseguido muito melhores resultados do que nós?)
-Criaria grande abalo com as notas a não saírem, os pais a não poderem matricular os filhos, a não poderem ir de férias (algumas já marcadas e pagas).
-Ao governo, que já tem a experiência do que sucedeu neste género de greve em 2013, geraria um enorme embaraço, pelo que em altura de perda de popularidade não iria querer sujeitar-se a um longo desgaste da sua imagem num braço de ferro que iria perder como aconteceu no governo anterior.
E o calendário joga a nosso favor, uma vez que estamos a apenas 1 ano das eleições legislativas e a principiar o período pré-eleitoral.
Depois de nos ignorarem ao longo de tantos anos receio ser esta a única forma de sermos ouvidos. Só assim serão atendidas as nossas (mais do que justas) reivindicações.

Mas para os mais esquecidos vou só reavivar-vos a memória dos motivos que nos movem, relembrando-vos o que nos têm feito os governos desde há 13 anos a esta parte:
-Congelaram as carreiras, reposicionando os professores em escalões mais abaixo e redução salarial, roubando-nos, além de 8 mil milhões de euros que nunca mais iremos ver usados para pagar a salvação dos bancos e corrupção, também 9 anos, 4 meses e 2 dias de serviço na progressão da carreira em que estivemos a trabalhar;
-Passaram a idade da reforma de 36 anos de serviço para os 66 e 4 meses de idade (sempre a aumentar) num incremento de quase 10 anos de serviço;
-Encheram a componente não-letiva com trabalho letivo, com sobrecarga de trabalho e de burocracia;
-Encerraram milhares de escolas desumanizando-as com a criação dos mega-agrupamentos, fazendo aparecer os «horários-zero»;
-Aumentaram do nº real de alunos por turma;
-Terminaram com a redução de horas devido ao desgaste profissional ao abrigo do art.º 79 aos 40 e aos 45 anos de idade;
-Acabaram com o par pedagógico em EVT e o desdobramento das turmas nas ciências;
-Aprovaram a municipalização do ensino com o perigo que isso acarreta;
-Eliminaram a gestão democrática nas escolas com a diminuição da representatividade dos professores;
-Reduziram o nº de vagas a concurso, menosprezaram os professores nas regras e na data de concorrer (muitas vezes em período de férias) e na publicação das listas de colocação (sem tempo dos professores se mudarem e organizarem as suas vidas);
-Aumentaram as áreas das Zonas Pedagógicas;
-Criaram concursos cada vez mais injustos e demasiado espaçados no tempo, num país onde os criminosos são enviados para casa com pulseira eletrónica e os professores são condenados a cumprir penas de 4 anos longe das suas famílias;
-Retiraram a autoridade aos professores… e muito mais.
-Mas a nossa maior perda foi a da DIGNIDADE e do RESPEITO.
-Em suma, perdemos quase tudo o que havia a perder.

13 anos – este foi o tempo perdido nas nossas vidas e que não volta mais. Estes foram os anos em que deixámos que nos tirassem quase todos os nossos direitos, a nossa estabilidade, o nosso dinheiro, as perspetivas de futuro, a qualidade de vida, o respeito pelo nosso trabalho, o tempo justo para usufruirmos da aposentação… a honorabilidade.
E não se iludam com este governo que em nada difere dos 2 anteriores, porque traíram os professores quando:
-a 20-7-2016 e a 23-4-2018 se juntou à direita para chumbar a proposta de um Regime específico de aposentação para os professores;
-a 28-5-2017 aprovou a entrega das escolas às câmaras;
-a 18-5-2018 uniu-se ao PSD e CDS contra a proposta de Facilitação do acesso à reforma, Definição clara das diferentes componentes do horário, Concursos anuais e transparentes;
-a 25-5-2018 juntou-se à direita do parlamento para rejeitar a proposta de Aposentação sem penalização de 14,5% do Fator de Sustentabilidade a partir dos 63 anos;
-propõe piorar ainda mais a vida dos professores conforme o Projeto de Organização do Ano Letivo 2018/2019 que acaba de apresentar…

Agora não há nenhuma desculpa para não aderirmos a uma luta que é de todos e para todos.
Agora não existe nenhum motivo para não nos unirmos nesta derradeira forma de luta – nem financeiros, nem de dificuldade, nem de logística.
Desta vez não há desculpas nem podem deitar as culpas aos sindicatos.
O momento é “agora”, pois esta é a nossa melhor oportunidade de sermos ouvidos pela sociedade que nos desrespeita e pelo governo que nos ignora e despreza.
Uma luta que não é só por dinheiro, é por muito mais do que isso. Uma luta que é por pequenas grandes coisas que mexem com as nossas vidas e afetam aquilo que é o principal – a DIGNIDADE PROFISSIONAL que queremos que nos seja devolvida.

E que não haja dúvidas de uma coisa – esta não é a última hipótese dos professores nem dos sindicatos – esta é a última hipótese de salvarmos o Estatuto da Carreira Docente (que tanto custou a conquistar) e de salvar a profissão de “Professor”.
-Por esse motivo, todos nós temos consciência de que chegou a HORA.
-A hora de todos os professores se UNIREM!
-A hora de nos devolverem os nossos direitos e o respeito que nos tiraram!
-Esta é a luta para a qual todos os professores estão convocados!

E não tenham ilusões sobre este ponto – esta é uma luta que ninguém pode nem vai fazer por nós.
Caros colegas, já nos tiraram tudo. Agora tiraram-nos a única coisa que nos restava, a menina dos nossos olhos – a nossa DIGNIDADE.
Não sei como vocês se sentem, mas sei aquilo que sinto – angústia e revolta. Sinto-o, porque tal como vós, sou aquilo que muitos não sabem o que é; aquilo que ao fim do dia faz toda a diferença – sou um professor. Somos aqueles que diariamente estamos nas escolas a dar tudo o que temos e o que não temos para desempenharmos da melhor forma a mais importante profissão do mundo – a de educar todo um povo.

Num país onde as pessoas não se mexem para lutar pelos seus direitos, mas estão sempre disponíveis para saírem à rua para andar atrás de políticos ou de futebóis, é hora de vos perguntar:
Estão dispostos a lutar pela recuperação do tempo de serviço roubado, por uma aposentação condigna, por concursos justos, por melhores condições de trabalho e pela recuperação da vossa dignidade?
Estão dispostos a lutar pelas vossas vidas?
Eu estou e, por isso, vou fazer GREVE, porque se não tenho certezas, a única coisa de que estou convicto é de que “A ÚNICA LUTA QUE SE PERDE É AQUELA QUE SE ABANDONA”.

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Plataforma sindical marca greve às avaliações — Escola Portuguesa

Mas é uma greve frouxa, uma vez que o pré-aviso é válido apenas a partir de 18 de Junho. Só abrange, por isso, as reuniões de avaliação dos anos em que não há exames nacionais, o que retira qualquer impacto à greve. Como bem se percebeu em 2013, o que dói é o adiamento da saída das notas dos alunos que vão a exame, já que em última análise estes poderão ter de os fazer sem conhecerem as classificações internas.  […]

via Plataforma sindical marca greve às avaliações — Escola Portuguesa

Uma Greve “Responsável”, Certamente Porque de Fonte “Fidedigna e Oficial”

O Meu Quintal

O João já disse que não afecta os exames. E não afecta, acrescento eu, as reuniões dos 9º, 11º e 12º anos (incluindo os finais de ciclo com mais impacto no trajecto dos alunos) que começam no dia 6. Agora digam-me lá se esta gente não pensa nisto mesmo muito bem? A greve começa só no dia 18 que é para dar duas semanas de reflexão em cima da reunião do próximo dia 4.

Já agora, o Mário pode informar-nos, desde já, qual o horizonte de capacidade de resistência e mobilização que antecipa para os professores? Para não fazermos figura de parvos como em 2013, com o “regresso à normalidade”.

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Projeto de Organização do Ano Letivo 2018/2019 — ComRegras

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E Agora?

O Meu Quintal

A reunião de 4 de Junho, já se percebeu, será mais uma para empatar a malta e dar a sensação que o ministro Tiago e Fenprof e demais sindicatos contam para alguma coisa para o PS e o Governo.

Isto levanta problemas tácticos e estratégicos ao nosso associativismo docente, sindical ou outro, porque o ano está a finalizar e a convocatória do S.TO.P. para uma greve às avaliações precisa de muito mais para ter algum impacto junto das escolas.

Pelo que é legítimo interrogar-me se não será altura de organizações de professores e/ou directores como a ANDE, a ANDAEP. a ANVPC e todos os sindicatos da Plataforma que se manifestou no passado dia 19 dizerem o que pensam de sua justiça sobre a Iniciativa Legislativa para Recuperação de Todo o Tempo de Serviço Docente. Da Fenprof, soubemos o que esperar logo ao arranque, mesmo se há sinais que me…

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O cabo das tormentas dos Titulares de turma (parabéns a todos os que levaram a turma a bom porto)

“De uma forma geral, podemos dizer que os directores, ao contrário dos professores, formam um grupo pequeno e relativamente coeso, com uma noção clara dos seus interesses comuns e até, em certas circunstâncias, com alguma capacidade de influenciar as decisões do governo num sentido que lhes seja mais favorável.” António Duarte

Já num grupo de professores (1ºciclo)  fundamental, não é possível existir uma simples associação. Os motivos são conhecidos: recrutamento dos professores mais preparados e qualificados para a liderança, pelas direções de agrupamentos para diversas tarefas, deste adjuntos a coordenadores, a desistência dos mais velhos, cuja cabeça já estava na aposentação, vencidos pelo cansaço, a maioria com funções de apoio educativo, com menos responsabilidade e desgaste do que a lecionação de uma turma.

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