ME admite alterar a idade de reforma dos professores

Alexandra Leitão em entrevista ao jornal de negócios, mostra-se disponível para ir ao encontro dos professores, o que é positivo e deve ser salientado. Porém, algo me confunde, esta proposta já esteve em cima da mesa e sem perceber-se muito bem porquê, na hora “H”,  Alexandra Leitão recuou. Afinal, em que ficamos?

Alexandre Henriques

graduation

 

Provas de aferição – Maria João Novais

 […]e sai-lhe cada resposta! Ou o orgulho do Josué quando responde a uma multiplicação mesmo antes de eu terminar a pergunta? Como é que o Ministério vai avaliar o talento da Joana para a poesia se o texto era para caracterizar um animal e a rapariga teima em espetar escamas em tudo o que é bicho? Como vai classificar a imensa sabedoria da Catarina que estava bloqueada pela ansiedade? Como vai refletir sobre o gosto pela leitura sem ouvir as gargalhadas dos miúdos quando leio uma história disparatada com uma voz ainda mais disparatada? Recorrer a provas de aferição no 2º ano pode ser muita coisa, mas não é Educação. O dicionário refere que Educação é o “conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito”. Pedagógicas?! Enfiar-lhe uma prova e dizer-lhes que ninguém pode falar com eles, que não podem escrever a lápis, que não podem virar a folha antes do professor mandar?! Desenvolvimento?! Esperar que crianças de 7 e 8 anos cresçam a partir de um momento tão angustiante?! Um bem-haja aos meus alunos que foram uns heróis e aguentaram isto tudo com um sorriso nos lábios. Boas férias aos meus piratinhas, que bem merecem!” Maria João Novais

Nota: Este ano mudou a alfarrobeira para a árvore da borracha.

 

Primeiro Ciclo

 “Ontem “devolvi” as provas de aferição! Utilizo as aspas porque eu não pedi provas a ninguém e sou uma pessoa séria que só me sinto obrigada a devolver aquilo que eu pedi, mas como aquilo são coisas que não interessam a ninguém, lá entreguei as respetivas. Foram mais de 450 folhas de tortura, primeiro para as crianças e depois para mim. O que é que vamos aferir? A nossa resistência à maldade? A paciência das nossas crianças para aturar a estupidez dos adultos ou a sua benevolência à nossa ignorância? Depois de aplicar a prova e classificar 45 exemplares continuo sem saber para que serve a alfarroba… O que eu gostava de saber é como é que o Ministério da Educação vai aferir a felicidade do Martim quando lê um texto mais depressa do que um aluno do 4º ano e que continua com esta velocidade a ler as perguntas…

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