Sondagem da plataforma sindical

A partir de sexta-feira, dez organizações sindicais vão começar a perguntar aos professores se concordam com a exigência de recuperar os 9 anos em que as carreiras estiveram congeladas. Primeiro, a pergunta seguirá por email, depois, serão os dirigentes sindicais a fazê-la nas escolas junto do corpo docente.

in “Observador”

Vai também procurar-se saber se os docentes aceitam que a recuperação do tempo de serviço seja faseada ou não. E também se estão de acordo que, por opção do professor, parte do que esteve congelado “se possa reflectir nos critérios da aposentação”.

Fenprof

Pelo “Quintal” pede-se uma clarificação

“Não me admira nada que já tudo tenha sido decidido nos traços essenciais, com a exigência governamental de nada ser concedido abertamente antes do OE 2019, para que se demonstre firmeza. À direita isso não incomoda, porque acredita que isto provoca erosão na geringonça, enquanto à esquerda se aposta que possam existir dividendos a colher em outras parcelas do eleitorado, mais tarde.

Uns e outros acham que os professores se acham mais do que deveriam ser. À direita e à esquerda preferem que os professores sejam domesticados de vez, atirados para uma carreira indiferenciada, sem a mania de serem especiais. De um lado há desdém social insuportável, do outro um complexo ideológico qualquer que já me cansa.”

Paulo Guinote 

Pizza

Bons exemplos em escola de Gondomar

Vou dar-vos um exemplo de camaradagem, luta, organização e união.
Eb 2,3 de Santa Bárbara – Gondomar: A greve continua. 0 reuniões realizadas. Como? Duas colegas voluntariaram-se e tomaram as rédias da situação, elaboraram mapas de escalonamento de professores voluntários para fazer greve. Esses mapas são acertados dia a dia, de acordo com as marcações das reuniões. No início da semana cada professor (e aqui quase todos aderiram) contribui com a quantia de 10 euros para um fundo de pagamento aos “grevistas”. No final da semana os “grevistas” recebem o equivalente ao que lhes irá ser descontado no final do mês no vencimento.
Simples e eficiente. Vive-se um clima de tranquilidade e paz. Todos temos as reuniões preparadas, mas ninguém avança e estamos dispostos a continuar assim.
Claro que não sentimos qualquer pressão por parte da Direção, que se mantém exemplar desde o início. Sentimo-nos inteiramente apoiados na nossa luta. Luta que é de todos nós, afinal.
Vamos continuar a lutar! Vamos mostrar a nossa força!
Não vamos desanimar!
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

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Comunicado da Comissão Representativa da Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Consideração Integral do Tempo de Serviço Docente

As iniciativas de participação e da sociedade civil valem tanto como a “bola”?

Mais de 20 mil cidadãos que tentam fazer uma lei merecem menos atenção no espaço público que 14 mil que destituem um dirigente da bola?

A Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC), para fazer votar um projeto de lei para a consideração Integral, já em 2019, do serviço dos docentes, vai ser entregue no Parlamento a 10 de julho!

Tendo reunido as 20 000 assinaturas há cerca de 10 dias, mantemos a ILC acessível até à data de entrega para os que pretendem ainda assinar. Os serviços do parlamento iniciaram o processo de verificação e de validação das assinaturas. Cremos que, superada esta fase, a ILC será alvo de discussão no parlamento em meados de outubro, altura em que o seu efeito político será, ao que julgamos, mais eficaz, pela proximidade à discussão do Orçamento para 2019.

Para grande maioria dos órgãos de comunicação social (OCS) um debate clubista sobre bola tem merecido centenas de horas de programas especiais, enquanto um projeto de lei como a ILC mereceu apenas pequenas referências. Atendendo a este contexto, deixamos o nosso sincero lamento na esperança de que esta discriminação mediática seja suprida. Nem será preciso fazer um desenho para explicar a ILC pois somos cidadãos e professores e temos por hábito falar claro! Fazemo-lo todos os dias! Ironicamente, a ILC foi alvo de notícia, não pela sua importância para os OCS mas porque alguns partidos políticos entenderam esclarecer os seus pontos de vista sobre a ILC. Cabe-nos aqui dizer que nunca nos foi pedido, enquanto Comissão Representativa da ILC, comentar essas posições.

Inicia-se, com a submissão na AR, um processo legislativo que permitirá aos deputados dos partidos ,  perante a clara inépcia governativa e negocial, apresentar as suas próprias propostas e que ponham cobro ao impasse vivido hoje na nossa educação . Foi o parlamento que aprovou as normas do OE, bem como as resoluções que são matéria dessa negociação e os partidos têm, por isso, posição, não podendo continuar a refugiar-se no arrastar da negociação, para não se assumirem.

A todos os que têm apoiado esta iniciativa de cariz popular, para a qual muito nos honra contribuir, o nosso profundo agradecimento. Contamos com todos para a construção de uma democracia mais justa e mais participativa! Obrigado pelo vosso empenho, quer na divulgação quer na recolha de assinaturas, que deverão continuar até 10 de julho. O nosso trabalho ainda não está concluído! Continuamos a contar com TODOS para recolocar a discussão de um aspeto do OE de 2018 – que tem caducidade a 31 de dezembro – que ficou decidida mas que ainda não foi cumprida e tarda em ser – a contagem integral do tempo de serviço do professores e educadores portugueses. E, se possível, de uma forma célere!

A Comissão

27 de junho de 2018

ILC-20-000

via Comunicado da Comissão Representativa da Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Consideração Integral do Tempo de Serviço Docente