Comunicado da Comissão Representativa da Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Consideração Integral do Tempo de Serviço Docente

As iniciativas de participação e da sociedade civil valem tanto como a “bola”?

Mais de 20 mil cidadãos que tentam fazer uma lei merecem menos atenção no espaço público que 14 mil que destituem um dirigente da bola?

A Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC), para fazer votar um projeto de lei para a consideração Integral, já em 2019, do serviço dos docentes, vai ser entregue no Parlamento a 10 de julho!

Tendo reunido as 20 000 assinaturas há cerca de 10 dias, mantemos a ILC acessível até à data de entrega para os que pretendem ainda assinar. Os serviços do parlamento iniciaram o processo de verificação e de validação das assinaturas. Cremos que, superada esta fase, a ILC será alvo de discussão no parlamento em meados de outubro, altura em que o seu efeito político será, ao que julgamos, mais eficaz, pela proximidade à discussão do Orçamento para 2019.

Para grande maioria dos órgãos de comunicação social (OCS) um debate clubista sobre bola tem merecido centenas de horas de programas especiais, enquanto um projeto de lei como a ILC mereceu apenas pequenas referências. Atendendo a este contexto, deixamos o nosso sincero lamento na esperança de que esta discriminação mediática seja suprida. Nem será preciso fazer um desenho para explicar a ILC pois somos cidadãos e professores e temos por hábito falar claro! Fazemo-lo todos os dias! Ironicamente, a ILC foi alvo de notícia, não pela sua importância para os OCS mas porque alguns partidos políticos entenderam esclarecer os seus pontos de vista sobre a ILC. Cabe-nos aqui dizer que nunca nos foi pedido, enquanto Comissão Representativa da ILC, comentar essas posições.

Inicia-se, com a submissão na AR, um processo legislativo que permitirá aos deputados dos partidos ,  perante a clara inépcia governativa e negocial, apresentar as suas próprias propostas e que ponham cobro ao impasse vivido hoje na nossa educação . Foi o parlamento que aprovou as normas do OE, bem como as resoluções que são matéria dessa negociação e os partidos têm, por isso, posição, não podendo continuar a refugiar-se no arrastar da negociação, para não se assumirem.

A todos os que têm apoiado esta iniciativa de cariz popular, para a qual muito nos honra contribuir, o nosso profundo agradecimento. Contamos com todos para a construção de uma democracia mais justa e mais participativa! Obrigado pelo vosso empenho, quer na divulgação quer na recolha de assinaturas, que deverão continuar até 10 de julho. O nosso trabalho ainda não está concluído! Continuamos a contar com TODOS para recolocar a discussão de um aspeto do OE de 2018 – que tem caducidade a 31 de dezembro – que ficou decidida mas que ainda não foi cumprida e tarda em ser – a contagem integral do tempo de serviço do professores e educadores portugueses. E, se possível, de uma forma célere!

A Comissão

27 de junho de 2018

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via Comunicado da Comissão Representativa da Iniciativa Legislativa de Cidadãos para Consideração Integral do Tempo de Serviço Docente

ME admite alterar a idade de reforma dos professores

Alexandra Leitão em entrevista ao jornal de negócios, mostra-se disponível para ir ao encontro dos professores, o que é positivo e deve ser salientado. Porém, algo me confunde, esta proposta já esteve em cima da mesa e sem perceber-se muito bem porquê, na hora “H”,  Alexandra Leitão recuou. Afinal, em que ficamos?

Alexandre Henriques

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Provas de aferição – Maria João Novais

 […]e sai-lhe cada resposta! Ou o orgulho do Josué quando responde a uma multiplicação mesmo antes de eu terminar a pergunta? Como é que o Ministério vai avaliar o talento da Joana para a poesia se o texto era para caracterizar um animal e a rapariga teima em espetar escamas em tudo o que é bicho? Como vai classificar a imensa sabedoria da Catarina que estava bloqueada pela ansiedade? Como vai refletir sobre o gosto pela leitura sem ouvir as gargalhadas dos miúdos quando leio uma história disparatada com uma voz ainda mais disparatada? Recorrer a provas de aferição no 2º ano pode ser muita coisa, mas não é Educação. O dicionário refere que Educação é o “conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito”. Pedagógicas?! Enfiar-lhe uma prova e dizer-lhes que ninguém pode falar com eles, que não podem escrever a lápis, que não podem virar a folha antes do professor mandar?! Desenvolvimento?! Esperar que crianças de 7 e 8 anos cresçam a partir de um momento tão angustiante?! Um bem-haja aos meus alunos que foram uns heróis e aguentaram isto tudo com um sorriso nos lábios. Boas férias aos meus piratinhas, que bem merecem!” Maria João Novais

Nota: Este ano mudou a alfarrobeira para a árvore da borracha.

 

Primeiro Ciclo

 “Ontem “devolvi” as provas de aferição! Utilizo as aspas porque eu não pedi provas a ninguém e sou uma pessoa séria que só me sinto obrigada a devolver aquilo que eu pedi, mas como aquilo são coisas que não interessam a ninguém, lá entreguei as respetivas. Foram mais de 450 folhas de tortura, primeiro para as crianças e depois para mim. O que é que vamos aferir? A nossa resistência à maldade? A paciência das nossas crianças para aturar a estupidez dos adultos ou a sua benevolência à nossa ignorância? Depois de aplicar a prova e classificar 45 exemplares continuo sem saber para que serve a alfarroba… O que eu gostava de saber é como é que o Ministério da Educação vai aferir a felicidade do Martim quando lê um texto mais depressa do que um aluno do 4º ano e que continua com esta velocidade a ler as perguntas…

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Dúvidas de um parolo que só se resolverão com a leitura da ata do colégio arbitral dos serviços mínimos — ComRegras

Cada vez me convenço mais que um parolo de Viana, como eu, não iluminado pelas luzes coimbrãs (estudei no Porto) pouco remédio terá. Isso faz com que seja difícil resolver certas dúvidas, que o meu limitado entendimento fabricado pela UP (como dizia um amigo mordaz, “ultra-parvos…”) obscurece. A minha vida é dar aulas de História.…

via Dúvidas de um parolo que só se resolverão com a leitura da ata do colégio arbitral dos serviços mínimos — ComRegras

Propus, mas não me deram ouvidos

“Todos os convocados paras as reuniões de avaliação podem fazer greve, mas não têm impacto, como não têm direito a voto não fazem parte do quorum (professores de inglês, de apoio,  educação especial e outros). Mas podem ajudar a financeiramente os colegas que fazem greve também por eles, pois o objetivo da mesma é para todos. Os titulares fazem greve por eles próprios e pelos restantes.” A. Oliveira

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O impacto da greve e o fator S.TO.P baralha as contas do ME

 Sobre o impacto da greve
Face aos dados disponibilizados pelas escolas até ao momento, a taxa de adesão à greve nesta última semana, nos anos sem exame, é inferior a 10%, afetando cerca de 90% dos alunos, que estão por avaliar, o que demonstra que esta é uma greve cujas consequências para os restantes professores e sobretudo para os alunos são manifestamente desproporcionadas face à adesão verificada.
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Catarina Simoes

“Face aos dados disponibilizados pelas escolas até ao momento, a taxa de adesão à greve nesta última semana, nos anos sem exame, é inferior a 10%, afetando cerca de 90% dos alunos, que estão por avaliar, o que demonstra que”…. afinal os professores sabem mesmo fazer MAIS com MENOS, como tanto queria o Nuno Crato.

Afinal, o Mário Nogueira Também Escreve No Público

A justa luta dos professores

Neste processo impõe-se a presença do Ministro. É em momentos difíceis, como este, que se avalia a capacidade política dos governantes. Destes se exige: presença e não eclipse; capacidade de diálogo e não envio de recados; dimensão política e não pequenez pessoal.

Uma nota: reparo que muita gente se anda a concentrar no ME como se o seu apagamento fosse de agora. Não é, mas acredito que quem acreditava que as reuniões trimestrais eram para mais do que perder tempos e sinta enganado. Entretanto, noto que se poupam bastante outros governantes que apareceram nos últimos dias a dar a cara pela político do Governo nesta matéria. Acho estranho.

Quanto ao resto, um texto que só peca por tardio no actual contexto, contendo a síntese da posição da Fenprof sobre estas matérias que corresponde em muito à posição da generalidade dos professores.

via Afinal, o Mário Nogueira Também Escreve No Público

Além das greves até julho, há ainda previstas para 14 de setembro, e para quatro dias da semana de 5 de outubro

Prevê-se uma luta longa e dura, sem final à vista. Minimizar os danos na já depauperada economia de alguns docentes, também tem de ser um dos objetivos principais dos sindicatos. Nesta fase no 1º ciclo, a greve de dois Professores Titulares de turma (sempre os mesmos) reiteradamente repetida, causa mossa e diminui os custos, com o recurso a um fundo de greve?

Se não é assim expliquem-me como se eu fosse muito burro?

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A longa ausência — Escola Portuguesa

Os desaparecimentos do ministro sempre que surgem nuvens no horizonte da Educação portuguesa estão a tornar-se caricatos e não são notados apenas pelos professores. Também a comunicação social repara neste estranho ministro que não divulga a agenda, que não toma a iniciativa política, que se esconde atrás do primeiro-ministro ou dos secretários de Estado e […]

via A longa ausência — Escola Portuguesa

Paulo Guinote

Ser independe de grupos dá nisto
“Numa só semana, ser acusado pela central de comunicação próxima do PCP (AbrilAbril) de ser um desmobilizador de manifestações e da luta dos professores e pelo MST de ser um sacerdote da causa dos professores “a par de Mário Nogueira”. “

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