Contra ventos e marés o OE2019 será aprovado…professores são a chave

A política funciona assim e não há volta a dar. O jornal Público dá a notícia e espero que seja verdade.

Tempo de carreira dos professores é a chave do OE2019 | Orçamento do Estado | PÚBLICO

Para o mesmo membro do Governo, é manifesta a forma diferente como tem decorrido o relacionamento com o PCP e com o BE. Considerando que “o PCP quer continuidade e a menor agitação possível”, este responsável pelo Executivo advoga que o “entendimento com o PCP” no Orçamento para 2019 “é possível” e insiste: “A solução passa por resolver a crise e as negociações com os professores em Setembro, antes do Orçamento do Estado”.

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Erdogan aterrou na Dgeste? (resposta, que não é nada curta, à Dra. Pastor) — ComRegras

Este título não é brincadeira. Em projetos europeus contactei e fiz amizade com colegas professores turcos, que Erdogan prejudicou na profissão, pelo único pecado de não serem do seu partido, serem democratas e interpretarem o sentido da palavra “direito” de uma forma diferente da do poder. Não quero que isso exista em Portugal e estas…

via Erdogan aterrou na Dgeste? (resposta, que não é nada curta, à Dra. Pastor) — ComRegras

Mataram os professores…destruíram a Educação

Luto nacional… dos Professores, da Escola, da Liberdade e da Democracia.
Hoje, 20 de julho, foi um dia inesquecível para todos nós – o dia em que mataram os professores e destruíram a Educação!
Hoje foi o dia da Inquisição dos professores queimados na praça pública.
O dia em que fomos amarrados ao poste da injustiça vimos incendiadas a nossa dignidade e a nossa liberdade.

Ficámos hoje a saber o que já sabíamos – que somos tutelados por um bando de inúteis com défice democrático que se revelaram como os maiores inimigos dos professores.
Ficámos hoje a saber que já não somos professores, somos meros administrativos.
Ficámos hoje a saber que o direito à greve é para todos, menos para os professores.
Ficámos hoje a saber que estão a desumanizar a Educação desacreditando os professores, tentando extingui-los.
Mas, mais do que tudo isso, ficámos hoje a saber que mataram a maior de todas esperanças que nasceu em nós naquela manhã de abril perpetuada num cravo na mão de uma criança – o sonho da liberdade!

Que crédito podemos dar a quem ataca a força da razão com a razão da força?
Que nome poderemos chamar a quem inapropriadamente manda fiscais às escolas para perseguir e atemorizar os professores?
Que nome podemos dar a quem tenta limitar a liberdade?
Num país onde os criminosos andam à solta e os professores são perseguidos, já nada mais me surpreende.
Perseguidos, maltratados, enganados, roubados e insultados, este é o modo como nos acarinham em Portugal.

Com um mês e meio de greve não me fizeram morrer de forme, mas um só dia foi suficiente para eu morrer, mas de vergonha. Não de vergonha dos meus colegas, companheiros e amigos professores de quem muito me orgulho da luta maravilhosa e cívica que fizemos, dando uma aula de democracia a todos estes déspotas incultos. Morri de vergonha, sim, mas de quem nos governa e trata com opressão e sem o mínimo de respeito.

Nesta ocasião em que não é possível pôr sentimentos nas palavras, ponho palavras nos sentimentos para falar bem alto a palavra que vai na alma dos professores neste momento – REVOLTA!
Esta palavra é dor que sente toda a gente que é professor. Uma dor impossível de medir. Uma dor que leva a liberdade, consome a esperança, devora a justiça e furta a dignidade.

Havia um valor inviolável que nos garantia que nos livráramos da ditadura – chamava-se liberdade – e esta foi hoje violada diante do olhar de toda a gente!
Conta, colega, os sonhos que te roubaram,
anuncia a angústia que te deram
diz da injustiça que te fizeram
fala de tudo o que te vai na alma.
Não,
Não contes, não anuncies,
não digas, nem fales.
Fecha os olhos e sonha.
Sonha a vida que desejas e nunca tiveste.
Sonha o respeito que mereces.
Sonha a justiça que te negaram.
Sonha o que prometeram e não te deram.

Olho esses rostos desiludidos, reflito sobre tanta mágoa e canto tantos sonhos abatidos.
Já não olho, já não reflito, já não canto, eu agora já só grito:
Nunca destruirão a Educação, nunca matarão os Professores, nunca nos roubarão a Liberdade!
Que viva para sempre quem canta a liberdade, como nós ousámos cantar num país de injustiça e iniquidade!
(Carlos Santos)

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Do oito ao oitenta

Ontem, na farmácia encontrei uma colega que não via há décadas.

Atirou-me logo a pergunta. – Já estás reformado? – e continuou sem ouvir a resposta – Eu aposentei-me com 53 anos.

Lamento a minha sorte! Portugal  mudou tanto para na mesma profissão haver uma diferença de mais de 13 anos na idade da aposentação.

Conheço outros casos, em que após a aposentação continuaram a trabalhar em instituições de educação, em tarefas administrativa com grandes vantagens económicas. Quanto à lei do voluntariado não serve para nada, pois tudo é mais interessante do que voltar à escola.

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legendas – Luís Costa