STOP ao ME, JUNTOS CONTINUAMOS MAIS FORTES!

Um sindicato docente NÃO PODE, nem quer ir de férias, pelo menos no estado atual da dignidade da profissão docente!

Para além do acompanhamento dos elaborados processos jurídicos em curso – Providências Cautelares às duas notas informativas e processo conjunto contra o Estado –, continuamos incessantemente a denunciar junto da comunicação social a GREVE e as AÇÕES ILEGAIS do ME/Dgeste para travar esta luta histórica dos professores portugueses.

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Ana Bela Braga

25 de Julho às 23:37  (link só disponível para membros do grupo)

Uma nota informativa, uma ordem de serviço e sentiu-se esvaziado o efeito de um direito. Ainda assim amanhã voltarei a fazer greve a um conselho de turma que, no entanto, acontecerá, apesar da ausência de um, ou de vários, dos seus membros. Ficarei no entanto em paz com a minha consciência, estando até certa de que muitos de nós, mesmo que até ao momento não tivessem feito greve, sentiriam agora o dever de consciência de a fazer.
Foi igualmente por uma questão de convicção que este grupo foi formado há menos de quinze dias e que rapidamente ultrapassou os 10 mil membros. Grupo que provou que insistimos, que não desistimos, mas que não é possível continuar as nossas legítimas exigências porque entretanto, por se ter castigado a lei, os conselhos foram realizados com ou sem director de turma, com ou sem secretário nomeado, em algumas escolas com ou sem propostas de classificação do 3º período, com ou sem dois terços dos seus membros. É possível que o processo reivindicativo possa alcançar os seus objectivos e até vejamos descongelados anos meses e dias da nossa carreira, porém a memória não apagará a humilhação de se ver praticamente anulado um direito fundamental. Pode ser que não se dissipe mas também não será esbatida a certeza de que não se atenuará o sentimento de união que existiu entre nós, a vontade de mudança e a força inteligente capaz de fazer acontecer e, finalmente, a consciência de que apesar de sermos muitos é urgente organizar-nos para que não continue o modo como a comunicação social e o poder político ignora, ou altera os factos que dizem respeito à nossa profissão e, mais importante do que isto, recuperarmos a estima profissional uma vez que, não só somos quem ao longo de um ano lectivo cuida e protege os alunos como também, e apesar apesar da indisciplina, dos telemóveis, da desatenção, das horas perdidas de sono a jogar, da negligência de muitos pais e educadores, dos programas extensos e às vezes desadaptados, das avaliações obsoletas, ainda ensinamos tudo quanto de outra forma seria impossível as crianças e os jovens do nosso país aprenderem.

Foto de perfil de Ana Bela Braga