A piscadela de olho de Costa aos monodocentes não vale nada, enquanto as federações sindicais insistirem numa aposentação indiferenciada para todos os docentes

“A todos/as os /as que se manifestam contra as comparações, digo-lhes que são inevitáveis e que resultam única e exclusivamente do que está expresso na legislação (ECD). Se há divisões, elas estão lá expressas, é só uma questão de as contabilizar e foi isso que foi feito. Aspectos relativos às especificidades de cada nível de ensino, sempre existiram e continuarão a existir; esses não foram alegados, nem poderiam ser, e não podem ser equiparados por via da legislação. É comparada somente a duração da carga letiva que, como todos/as sabemos, é o factor de maior desgaste físico e psicológico. O que foi e é pedido, é simplesmente a igualdade dessa carga sendo, para tal, necessário alegar as diferenças. A quem alega que pedir condições iguais é querer causar divisão, digo-lhes que é exatamente o oposto. Como devem saber, uma das premissas para a união de qualquer grupo é que todos estejam sujeitos às mesmas regras e que estas sejam aceites por todos. Neste momento isso não acontece, por via do estipulado no ECD. Quanto a propostas para corrigir a situação, já foram feitas várias, devidamente fundamentadas, que em nada interferem com os outros ciclos. Se pedir igualdade incomoda assim tanto alguns colegas, acho que deviam explicar porquê. Façam o favor de dizer em que isso os/as perturba, qual ou quais as diferenças nas vossas vidas se, um dia, os docentes da Educação Pré-escolar e do 1.º Ciclo vierem a ter uma carga letiva igual à vossa ou outra medida de compensação pela sobrecarga a que estão sujeitos? Será apenas dificuldade em lidar com a igualdade? Não quero acreditar nisso.”

António Carvalho

Educadores de infância estão entre os mais velhos da classe docente

Últimos dados da DGEEC dão conta que 45% dos professores em exercício têm 50 ou mais anos. Há 17 anos esta proporção estava nos 18,3%.

Quase metade dos educadores de infância que estão no activo têm 50 anos de idade ou mais, o que faz deles o segundo grupo mais envelhecido da classe docente. Este é um dos retratos apresentados pela Direcção-Geral da Educação e Ciência (DGEEC) na sua publicação anual Educação em Números, que foi recentemente divulgada.

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One thought on “A piscadela de olho de Costa aos monodocentes não vale nada, enquanto as federações sindicais insistirem numa aposentação indiferenciada para todos os docentes

  1. Educadores de infância entre os mais velhos da classe docente…a mulher do Costa deu à sola , rescindiu contrato de trabalho com direito a indemnização ,e que apenas foi utilizado por muito poucos educadores….ficou logo suspensa …foi para ela e mais 1/2 dúzia… Não é revoltante ? Não foi feito à medida ? Estes políticos … Vota PS !!!! Mas os restantes são iguais.

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