“Lembro-me de estar no iate do meu professor de História” — ComRegras

“Arrancou uma gargalhada à assistência e reforçou, com a eficácia do humor, a DENÚNCIA da mentira que por aí se quer espalhar sobre os professores e os seus “privilégios”.

Ainda assim, são já VÁRIAS as pessoas de esquerda (pelo menos identificadas como militantes/simpatizantes do PCP) que se atiram a ele com verdadeiro ódio, insultando-o de tudo, por ter “faltado ao respeito aos professores”!!! Duas ou três dessas pessoas, FELIZMENTE, voltaram imediatamente atrás, depois de perceberem o mal entendido… mas outras insistem.

Quando raio é que começámos a ficar com os cérebros tão resistentes e impermeáveis ao sentido de um texto de humor, mesmo que tão simples?

Acrescento uma informação que, pensava eu, estaria sempre bem bem presente… que é o facto de NOVENTA E TRÊS por cento dos eleitores portugueses não votarem na CDU em eleições… o que, por um lado, é muita gente… e por outro, será uma boa indicação para se desconfiar de que nem todos esses milhões de portugueses serão bandidos. Alguns deles são os nossos amigos de infância, a nossa família, os nossos companheiros de trabalho… e demais gente boa, natural de um país onde NÃO É OBRIGATÓRIO ser deste, ou daquele partido.”

Samuel Quedas

A verdade dita com o humor reconhecido de Ricardo Araújo Pereira. O conteúdo “Lembro-me de estar no iate do meu professor de História” aparece primeiro em ComRegras.

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Que professores teremos no futuro? – Rui Cardoso no Público

comentário: O caminho para a falta de mw-860professores em Portugal só pode ser equacionado a médio prazo, tal a quantidade de professor que ainda recorrem aos centros de emprego. Já foram mais, pois como o artigo explica muitos procuraram emprego noutras paragens. -imagem- RUI DUARTE SILVA

Mas o que aconteceu nestes países para chegarem a este ponto? Não é necessário procurar muito para se encontrar uma razão. A falta de investimento na área de educação, a falta de condições de trabalho, os baixos salários em relação a outras carreiras semelhantes, a instabilidade ao nível de colocação e familiar que esta profissão acarreta, a desautorização do papel do professor enquanto educador, o crescente desrespeito do papel do professor na sociedade, estão entre muitas outras razões para estes cenários.

Lá fora é assim, por cá também é, e será, como lá.

Dentro de poucos anos, o cenário nas escolas portuguesas será semelhante aos países acima mencionados. Com a falta de candidatos a professores que hoje se verifica e com a eminente saída para a aposentação de milhares de professores nos próximos anos, o sistema de ensino, inevitavelmente, entrará em rutura por falta de profissionais.

Nessa altura, restar-nos-á o exemplo do que está a acontecer em alguns municípios do Reino Unido, com professores de Educação Física, formados em Portugal, a lecionar Matemática e Ciências, por na sua formação base terem uma ou duas cadeiras sobre essas matérias. Serão estes os professores do futuro?