Este mês já vou ganhar mais 17 euros…. graças ao sindicato — ComRegras

Não, não estou a dizer que foi graças à ação do sindicato que tive agora um qualquer aumento. No dia do aumento chegar, o sindicato até estava de férias (mais antecipadas que as minhas, que estava a fazer greve). Estou no 2º escalão desde 2005 (13 anos e meio), o que dá uns 1250 euros líquidos mensais, com subsídio de refeição. Devia subir ao 3º, em 1 de Setembro, mas houve um engano da secretaria da escola onde dava aulas e vou receber (o que quer que seja o aumento aos bochechos que o Governo inventou) só em Outubro… 1.261 mais palavras

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Paulo Guilherme Trilho Prudêncio

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É óbvio o interesse na auscultação dos alunos sobre políticas educativas. Mas surpreendem-me os que argumentam a favor de experiências suportadas na opinião de crianças do pré-escolar, dos primeiros anos do primeiro ciclo ou até com mais idade. Para além de tudo, essas opiniões não têm termo de comparação. E não me estou a referir a graus de satisfação. Isso é outro domínio.

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Os professores têm memoria

“José António Faria Pinto, escreveu um artigo no SPN, intitulado “O que nos aconteceu” (já sem link disponível). No texto fica claro o desabafo, desilusão e até alguma revolta pelo afastamento docente na vida sindical.” ComRegras

Houve um tempo, não muito longínquo, em que reuniões sindicais inicialmente marcadas para a sala de aula de um professor que faltava tinham de ser mudadas para a biblioteca, o auditório ou até para o refeitório, dado o número de professores que a elas afluíam. Com a demonização dos sindicatos levada a cabo pela ideologia neoliberal dominante, o volume de presenças foi-se tornando cada vez mais desolador.  A lei de Abril que deu aos professores o direito a utilizarem 15 horas por ano para esse efeito, como se fosse serviço oficial, ainda não foi revogada. No entanto, a cultura anti-sindical que insidiosamente se instalou nas escolas -com a colaboração dos poderes instituídos e até de muitos treinadores de bancada e radicais do facebook- fez com que essa lei se tornasse letra morta, mas não alterou o facto de as reuniões sindicais continuarem a ser um espaço essencial para ouvir os professores, analisar os problemas que afectam a nossa profissão, discutir posições  e projectar  a acção sindical…

Tirando o cariz político do texto em cima, é verdade que existe uma certa demonização dos sindicatos e até uma cultura anti-sindical. Ouve-se na sala dos professores (pelo menos das escolas que passei), frases como “lá vêm os chatos dos sindicatos” ou “é sempre a mesma cassete”…  ComRegras

Alguns factos que explicam também a ausência dos professores:

Os professores não querem fazer greve para a estatística, mas para fazer mossa no governo!

O eclipse de Mário Nogueira   (Ana Lopes – Sol) no tempo de consolidação da “geringonça”

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