E mandar a flexibilidade à fava?

Escola Portuguesa

flex2A azáfama que se vive nalgumas escolas faz lembrar os piores tempos do benaventismo e do lurdes-rodriguismo: à boleia de uma revisão curricular mal assumida, os malandros dos professores, que ainda trabalhavam pouco, estão a ser exortados a todo o tipo de trabalho suplementar: são os planeamentos, as monitorizações e os DACs, são os MOOCs e outras formações da treta sobre teorias da treta – a única coisa onde parece haver dinheiro fresco para gastar -, são reuniões para flexibilizar, articular e planificar, são mil e um novos documentos para elaborar, processos para reavaliar, critérios e instrumentos de avaliação para reformular.

Para a geração docente que predomina nas escolas, tudo isto fede irremediavelmente a velho e passado de validade: já passámos pela gestão flexível do currículo, pela área-escola e a área de projecto, pela formação cívica e os projectos curriculares de turma. E sabemos bem da escassa ou nula relevância…

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Falham as retaguardas – Pelo Quadro Negro

Forcado
O verdadeiro ventre da aprendizagem é a sala de aula. Contudo, para que esse espaço gestativo funcione adequadamente é necessária a ação contínua, coerente e convergente de várias retaguardas. Sem esta ampla base de apoio, todo o processo fica seriamente comprometido. É, no meu entender, o que se passa atualmente na Escola Pública deste país. Os professores estão praticamente sós a segurar todas as pontas…

Vivemos numa prolongada conjuntura de debilitada e demissão em todas as retaguardas do ensino. E este é o monstro do maior impulsionador do insucesso escolar em Portugal: a indisciplina. É com ele que cada professor, no seu dia a dia, nas arenas educativas, tem de se digladiar desmunido e praticamente só.

A Portaria 119/2018 e o apagão de 6,5 anos

“Esta recomposição vai agravar as injustiças gritantes de que somos alvo. Assim:
1. A Portaria 119/2018 vai fazer com que os docentes sejam reposicionados 3 ou 4 anos à frente de quem estava na carreira antes de 2011;
2. Pela Nota Informativa, começam a receber desde o dia 1 de janeiro de 2018 pelo escalão em que são reposicionados. Como exemplo, um professor com 12 anos de tempo de serviço, que teve observação de aulas e tem formação, é reposicionado no 4º escalão, recebendo por inteiro desde o dia 1 de janeiro de 2018; um que estivesse na carreira, estaria no 5º escalão em 2007, transitando para o 2º escalão da nova carreira com 1 ano e progredindo ao 3º escalão em 1 de janeiro de 2018, recebendo apenas 25% do aumento nessa data e 50 % a partir de setembro. JUSTO, não?
3. Este diploma fará com que quem está atrás passe à frente. Exemplo: um professor mudou para o 6º escalão em março de 2018. Só no 7º escalão, para onde só poderá mudar em março de 2022 se tiver vaga ou MB ou Exc, vai recuperar o tempo, passando ao 8º em dezembro de 2023. Um professor que mude para o 6º escalão em março de 2019 (menos um ano de tempo de serviço que o anterior), mudará para o 7º em dezembro de 2020(se tiver vaga), ficando nitidamente à frente do anterior.
Mais uma vez, os nossos defensores (Sindicatos) andam a dormir e, em vez de negociarem como deve de ser, deixam todas estas situações acontecerem.
Há que denunciar isto antes que o decreto-lei seja publicado.” António Castel-Branco