Pais incomodados com a greve

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Um dia em centenas sem aulas. Uma andorinha não faz a primavera!

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A grande balbúrdia, a que chamam inclusão – Santana Castilho

Santana Castilho no Público

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No início deste ano lectivo, ecoam os violinos líricos da inclusão, das metodologias diferenciadas e da flexibilidade a galope. Porém, para a geração dos “professores do século XIX”, sarcasticamente ferrados de “mortos” pelo iminente pedagogo da Escola da Ponte, tudo fede a coisa já vista (área-escola, área de projecto, gestão flexível do currículo e projectos curriculares de turma) e falhada. As aulas expositivas, proscritas pela modernidade bacoca de João Costa e dos seus prosélitos, estão longe de ser recurso único da geração mais velha dos professores portugueses. Quem guarde memória de tempos menos frenéticos, viu-os sempre empenhados em actividades transdisciplinares, mobilizadoras de saberes diversos e geradoras de inovação. Fossem eles simplesmente “passadistas”, como se teria chegado à era digital? Quem os pretende domesticar hoje com algoritmos pedagógicos toscos e absurdas flexibilidades, deveria considerar esta perspectiva.

Das festividades fátuas actuais sobressai um excelente diploma sobre educação inclusiva. O que o atrapalha é a realidade: as escolas que temos, os meios que não temos e os alunos que existem com necessidades educativas especiais severas (assim continuarei a designá-las). Dito de outro modo, se o modelo tivesse sido pensado a partir das realidades, que não de abstracções e de teorias diletantes, teríamos melhorado o que existia. Assim, retrocedemos. Embora habituados, custa.

Ter todos dentro da escola é um excelente princípio, que nenhum civilizado contesta. Mas os demagogos iludem, em nome do populismo pedagógico, a necessidade de dotar a escola dos meios, humanos e materiais, para que ela seja uma via de inclusão. E mais que isso (ou pelo menos a par disso), a dura realidade da vida impõe que reconheçamos que uma escola igual para todos é uma abstracção utópica, inconciliável com a circunstância de termos muitos, à entrada, que nunca poderão ser iguais aos outros, lá dentro. Trabalhar a diversidade supõe, numa escola forçosamente orientada para as massas, sair, em situações extremas, dos ambientes de homogeneidade, voltando a eles quando seriamente for viável. Isso é perseguir a integração possível. Outra via, qual seja a de fingir que determinados alunos podem dar respostas que sabemos que nunca poderão dar, pedindo do mesmo passo aos restantes que fiquem parados, é (afirmação politicamente incorrecta) promover a exclusão dupla..

 

Ao senhor ministro da Educação e ao Primeiro ministro – créditos para a aposentação

A sala de aula, o professor Titular e o Educador são a o fulcro central da aprendizagem.  Seria justo que essa atividade fundamental fosse bonificada, com créditos para a aposentação. Não basta ter formação própria para a função, e admito que outras funções na  zona de influência da sala de aula possam também ser meritórias, mas não merecem o relevo que atribuo às primeiras.

Professores de apoio, da Educação Especial, Coordenadores de estabelecimento sem turma, Professores bibliotecários, adjuntos de direção, professores com formação de 1ºciclo ou Educadores, que estiveram temporariamente destacados em escolas ou instituições de outro grau de ensino, só lhe seria atribuído créditos para a aposentação pelos anos de professor Titular e Educador, pelo esforço de levar uma turma, um ano, dois anos, três ou quatro anos completos a bom porto.

Seria por cada ano um mês  de  bonificação. Por exemplo, tenho 36 anos de carreira e 24 de Titular de turma sairia aos 64,4 anos de idade. Aceito que os professores dos graus de ensino seguintes  possam ter algo semelhante. Quando o sol nasce é para todos.

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