Mais de 2 mil alunos à espera de professor

“Milhares de alunos por todo o País continuam à espera de professor mais de dois meses após o arranque do ano letivo. Na Escola Maria Irene Lopes Azevedo, na Amadora, várias turmas de 1º ciclo ainda não têm professor, obrigando a distribuir os alunos por outras turmas que ficaram sobrelotadas. “Há turmas com 40 alunos apesar de a lei não permitir que tal aconteça. A escola toda está a ser prejudicada”, afirmou ao Correio da Manhã Alline Schuaigert, encarregada de educação.

A direção do Agrupamento de Alfornelos garante aos pais que está a cumprir os procedimentos, mas não encontra os docentes necessários através da Reserva de Recrutamento (RR).

Todas as semanas o Ministério da Educação (ME) continua a colocar centenas de professores através destas RR. Esta sexta- -feira, só no 1º ciclo foram colocados quase uma centena de docentes. Representam mais de 2 mil alunos à espera de professor. Mas muitos docentes acabam por não aceitar as colocações e não são penalizados por isso. As escolas são obrigadas a recomeçar os processos, enquanto os alunos esperam.                                                                                   Correio da Manhã

Propostas De Alteração Ao OE Para 2019 Com Relevância Para Os Professores

E se o 2ºciclo fosse integrado no 1º ciclo?

Mas também não é mudar o nome, pois não? Se dissermos que o 5.º e o 6.º ano passam a ser integrados no 1.º ciclo fica tudo na mesma. Qual era a sua ideia?
A ideia é a estrutura ser mais semelhante, ou seja, o 1.º e o 2.º ciclo integrarem-se num único ciclo em que a modalidade 3+3 seria possível: os três primeiros anos do básico seriam mais parecidos com a nossa antiga primária, com um professor único, e nos três anos a seguir já haveria alguma especialização, mas sem se cair na multiplicidade tão grande que é hoje o 2.º ciclo. É uma transição mais suave.

Não tem nenhuma solução preferida?
Pessoalmente, gosto desta, mas isso não tem importância nenhuma. [risos]

Outra solução de que se fala muito é o 6+6, em que o 3.º ciclo do básico fica agrupado com o atual secundário [10.º ao 12.º ano].
Sim, o que proponho é quase o 6+6. Dentro do agrupamento dos seis primeiros anos há muitas soluções possíveis, mas a mim parece-me importante manter os primeiros nove anos no básico como um ciclo unificado, não os juntaria ao secundário.


Os números mostram que, de facto, os anos de transição têm mais retenções. Mas porque é que acha que isto acontece?
Do 1.º para o 2.º ciclo acho que é óbvio. Podemos perceber bem a confusão dos miúdos quando saem daquela escolinha para uma escola maior onde têm vários professores, várias salas. Andam atordoados à procura da sala, do professor, a tentar adaptar-se. Acho que se percebe, que é muito evidente. Do 2.º ciclo para o 3.º já não saberia dizer. Mas que é um facto é.