Um caso isolado que se tornou notícia

no jornal de Noticias


“O horário lectivo dos professores não é válido durante os períodos de interrupção lectiva. Assim determina o artigo 91º do ECD, que no entanto admite que os docentes possam ser chamados a prestar serviços decorrentes das necessidades da escola. Mas nesses casos deverá ser previamente elaborado um plano, do qual terá de ser dado conhecimento aos professores. Abrangendo, obviamente, todo o corpo docente, e não apenas um ou outro professor constante de uma qualquer “lista negra”. Comportamentos persecutórios ou discriminatórios por parte dos dirigentes dos serviços são ilegais e seria bom que todos percebessem isso sem necessidade de recurso, pelos visados, a procedimento judicial.
Em segundo lugar, a ideia de que a jornada de trabalho semanal é elástica, podendo esticar ou encolher segundo as necessidades do serviço, não tem cabimento na administração pública, onde não existe o chamado banco de horas. Ninguém pode ser obrigado a trabalhar mais horas numa semana sob o pretexto de que descansará noutra em que haja menos trabalho para fazer. O que é necessário é fazer uma gestão adequada do serviço, distribuindo-o de forma mais equitativa e eliminando reuniões e burocracias inúteis. Como a dita “avaliação intercalar”, um conceito legalmente inexistente. Ou então pagar, pelo trabalho que se faz a mais, as devidas horas extraordinárias…”

António Duarte

Ricardo Paes Mamede, in Diário de Notícias

A estabilidade do quadro político é surpreendente para quem acompanha o dia-a-dia do país através dos jornais e televisões. A julgar pelos media, não faltaram em 2018 escândalos, polémicas e tensões na política portuguesa: Tancos, touradas, Robles, passwords falsas, reembolsos indevidos, coletes amarelos, entre outros. Poucos previam estes acontecimentos no final de 2017. Pouco parece importar.

O que 2018 parece querer ensinar-nos é isto: enquanto o mundo lá fora não nos pregar partidas, o país não está para grandes mudanças. Depois logo se vê.

Progressões na carreira

Francisco Teixeira

20 de dezembro às 20:57

Muita malta ainda não percebeu, mas quem progrediu, por via do descongelamento, antes de 31 de dezembro de 2018, só verá contados os 2 anos, 9 meses e 18 dias que o governo quer recuperar aos professores, no final do escalão para que então progrediram.
Ou seja, quem progrediu ao sexto escalão este mês de dezembro, ou antes, só verá aquele tempo recuperado daqui a quatro anos, quando chegar ao sétimo escalão.
Bem entendido, quem tenha progredindo este mês ao nono escalão não recuperará um dia que seja, já que progredindo daqui a quatro anos ao décimo escalão já não tem mais para progredir, o que, por maioria de razões acontecerá com quem esteja no décimo escalão.
Chapeaux para o governo, portanto! Consegue desenhar uma medida de recuperação ridícula do tempo de serviço dos professores (apenas um terço do tempo a recuperar) que só se aplica, para um número elevadíssimo de professores, daqui a quatro anos e não se aplica de todo a qualquer professor do nono ou décimo escalões.
Era difícil malabarismo mais radical!

Um ministério às apalpadelas

Foi assim com a experiência do Inglês, no 3.º ano e que se consolidou no 4º ano. Continua assim, de experiência, piloto em experiência piloto sempre na base da autonomia progressiva e da entrega de poder às câmaras. Planos e projectos diferentes por todo o lado, com autarquias de braços abertos e autarquias desinteressadas, por perceberem tratar-se de um presente envenenado. A falta de coragem de se impor o “sucesso total” é tão óbvia, que se procura transferir a responsabilidade para os professores e poder local.

O ano letivo de 2019/2020 será decisivo para se clarificar um caminho, ou será a continuação da indefinição e falta de coragem? Uma boa estratégia educacional não pode continuar a ser usada a gosto. As fragilidades do que até agora têm sido apresentado como um sucesso virão à tona, se não for estendido a todo o território nacional.

O Novo Prós E Prós Na TVI24

O Meu Quintal

Nem um pinguinho de contraditório. O SE Costa aborrece-se se alguém disser coisas fora do guião. Barafusta, clama por calúnia. Faz jantares e ceias de auto-exaltação. Assim tem ali ao lado quem garanta 99,9% de sucesso. E do outro uma “repórter” que parece saída do seu gabinete de comunicação, pois diz tudo o que se espera que diga qualquer assessora.

Parabéns!

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(phosga-se… a acabar de escrever isto ouço João Costa a dizer que “já temos muitas Finlândias entre nós” ou equivalente… e a seguir despejou as mesmas frases da entrevista ao Observador… a sério, consegui antecipar o que ele ia dizendo e foi a parte mais divertida do dia)

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Ministério usa portaria para acabar com os conselhos de turma


Reuniões de avaliação passam a estar sujeitas ao Código do Procedimento Administrativo e assim podem realizar-se apenas com um terço dos seus elementos. Até agora tinham de estar todos ou seja, os conselhos de turma passam a ser equiparados a “órgão colegiais” e por isso, à segunda convocatória, “podem deliberar desde que esteja presente um terço dos seus membros com direito a voto”

Os conselhos de turma têm sido “um pilar fundamental do processo de avaliação” precisamente por se “exigir a presença de todos os professores, de modo a que a avaliação dos alunos fosse discutida e partilhada entre os vários docentes da turma, que se responsabilizavam por igual” Manuel Pereira