Reunião para transformar a escola

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Cerca de uma centena de professores e psicólogos do distrito de Portalegre vão participar, sábado, numa sessão de trabalho centrada na Educação Inclusiva.

Ariana Cosme, professora de Psicologia e de Ciências da Educação na Universidade do Porto e autora de obras sobre a reconfiguração da profissão docente, vai estar em Portalegre para trabalhar com os docentes e “ajudar” a mudar a prática de sala de aula, mudando o paradigma educativo.

Em declarações à Rádio Portalegre, Luísa Moreira, do Centro de Formação de Professores do Nordeste Alentejano (CEFOPNA), promotor da iniciativa, disse que “o que está em causa é uma transformação absoluta do que é o mundo da escola”.

Segundo a professora, esta transformação pretende “olhar a escola centrada em cada aluno, construindo um plano de aprendizagem individual”.

A sessão de trabalho, com o apoio da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), vai decorrer sábado no anfiteatro do agrupamento de escolas do Bonfim, em Portalegre, entre as 9h30 e as 17h30.

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As provas do 1.º ciclo vão realizar-se entre 27 de Junho e 10 de Julho

O ministério aceitou o pedido de alargamento do período durante o qual as escolas podem calendarizar as provas de equivalência à frequência dos três ciclos do ensino básico e do ensino secundário, “de modo a permitir um intervalo mais adequado entre as diferentes provas”.

Assim, a 1.º fase das provas do 1.º ciclo vai realizar-se entre 27 de Junho e 10 de Julho

No blog “Certas Palavras” A Língua Portuguesa no País Basco

Sabia que há alguns milhares de alunos de português na Galiza e na Extremadura espanhola. Não sabia — até ser convidado para lá ir — que também havia alunos de Português em Bilbau. Confesso que não sabia quantas pessoas me esperariam. Tanto quanto sabia, podia ir falar com um pequeno grupo de cinco ou seis pessoas.

Tive uma surpresa. A sala estava cheia. Fiquei feliz, embora um pouco nervoso. O Xavier já me tinha avisado que convinha não falar muito depressa, pois alguns dos alunos estavam a começar agora a aprender português. Fiz o meu melhor para não acelerar a fala, mas não sei se fiz o suficiente — seja como for, todos ouviram com atenção, sorriram e riram, o que significa que perceberam alguma coisa. Falámos das delícias da língua, das palavras do meu filho, dos animais escondidos no português, dos malentendidos entre falantes, dum pouco de História, de palavrões, da fonética portuguesa (que tanto arrelia quem tenta aprender a língua) e de mais umas quantas coisas…

Pelo menos naquela sala, o entusiasmo pela nossa língua é grande. Perguntei quais as razões que os levaram a aprender português. Não, não estava perante familiares de portugueses ou brasileiros (talvez houvesse um ou outro, mas não se acusaram). Os alunos que responderam disseram coisas curiosas: Portugal está perto e é bom aprender a língua para conversar melhor com os portugueses; é também muito bom ler mais e ouvir notícias em português, que ajudam a ter uma perspectiva diferente sobre as notícias; e havia quem quisesse ler literatura em português no original…


Sem que ninguém por cá desconfie, há dezenas e dezenas de pessoas a aprender a nossa língua em Bilbau.

Reuniões com os grupos parlamentares

https://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=95&doc=11749

As organizações sindicais de professores prosseguem o ciclo de reuniões com os grupos parlamentares da Assembleia da República. Depois dos grupos parlamentares do PCP e do PEV, esta quinta-feira, os sindicatos de professores reuniram os deputados do PSD e, logo de seguida, com os deputados do Bloco de Esquerda. As audiências mantêm-se, prevendo-se para dia 23 de outubro a reunião com o CDS-PP. Reuniu hoje com o PS.

“… não vamos andar com abaixo-assinados ou pequenas concentrações. Prevemos uma grande manifestação – não só da Fenprof como de outros sindicatos – para este segundo período e, provavelmente, uma consulta aos professores, onde vamos perguntar tudo”, afirmou ainda o secretário-geral da Fenprof.

A identidade profissional da professora no olhar de uma antiga aluna

No começo de um novo ano, tempo em que passado e presente trocam testemunhos, aqui vai mais uma história, totalmente verdadeira, em que apenas os nomes são fictícios.

Anabela e Margarida nutrem uma amizade profunda que se foi desenvolvendo quando a primeira era professora da segunda; uma amizade que tem crescido e as tem mantido unidas, apesar da diferença de idades.
– Não serias capaz de me chamar apenas Anabela? – perguntou Anabela a Margarida.
– Não. Acho que não.

E a justificação de Margarida para esta resposta negativa comoveu tão profundamente Anabela, que esta lhe pediu que escrevesse o que acabava de lhe dizer. Pouco tempo depois de regressar a casa, recebeu o seguinte email de Margarida:

Em relação à nossa conversa, pouco tenho a acrescentar. Na verdade, “Professora Anabela” é como a vejo, é o seu verdadeiro “eu” para mim. Com toda a sua ternura, carinho, dedicação, companheirismo, incentivo, amizade, vocação. Remover o “professora” não é remover-lhe um estatuto, mas uma identidade, criada por uma criança (na altura, eu). Não quero perder esses sentimentos enraizados, essa identidade bonita sobre a pessoa que foi, que é, nem tão pouco desvanecer a importância que teve na formação do meu futuro.
Sim, era como se eu deixasse de chamar Avó Antónia ou Avô Luís e passasse a chamar-lhes somente Antónia ou Luís. Sinto que metade da minha história com essas pessoas, consigo, caso isso acontecesse, era apagada.
Não é o peso do nome, mas o peso da emoção.
Margarida

Anabela leu esta mensagem eletrónica com uma emoção indescritível por palavras, uma emoção reforçada pela beleza e autenticidade com que os sentimentos estão expressos, uma emoção de intensidade redobrada, pois já a sentira antes na conversa citada. Margarida tem hoje 30 anos. Foi aluna de Anabela dos 10 aos 15 anos, no 2º e no 3º ciclos. Anabela era também a diretora de turma. A relação que estabeleceu com toda a turma e respetivas famílias, tão próxima, forte e duradoura, foi-se desenvolvendo a partir de um trabalho relacional, em que a colaboração entre a escola e a família não derivaram de um projeto escrito e aprovado em reuniões, de um projeto avaliado e revisto em mais reuniões, com relatórios a comprovarem o trabalho desenvolvido e atas a atestarem a sua avaliação. Foi, no entanto, um trabalho pensado, refletido, adequado à turma, a cada aluno e a cada família. Um trabalho avaliado no quotidiano e reformulado sempre que necessário, inscrito num projeto firmado por escrito e aprovado pelos intervenientes, com uma carga burocrática mínima: a indispensável. Era um tempo em que a burocracia não esgotava o tempo e as energias dos professores, um tempo em que os papéis e as reuniões não castravam a autenticidade e a plasticidade das relações humanas. Um tempo em que era possível desenvolver um trabalho intencional, ajustado, coerente e criativo. Um tempo em que “viver” era mais importante do que “dar conta de”, sem que tal significasse ausência de prestação de contas.

“Remover o ‘professora’ não é remover-lhe um estatuto, mas uma identidade”, dizia Margarida. 

Essa identidade é a identidade profissional de Anabela. Aquela identidade em que sempre se reconheceu e que viu ser respeitada e reconhecida pelos alunos e pelos pais, com mais intensidade quando era diretora de turma e podia, no desempenho desse papel, desenvolver um trabalho colaborativo de professores, alunos e famílias, em resposta às necessidades que detetava em cada uma das crianças e na turma em geral. Uma identidade caraterizada por (novamente nas palavras de Margarida) “toda a sua ternura, carinho, dedicação, companheirismo, incentivo, amizade, vocação”.
Anabela adoeceu. Não se reconhece na nova identidade que hoje é atribuída aos professores, de há largos anos desrespeitados por governantes e sociedade em geral, com horários esmagadores, com um número de turmas e de alunos que impossibilitam um verdadeiro trabalho relacional, com exigências burocráticas que se sobrepõem às relacionais que caraterizam o que Anabela considera dever ser um professor.

Os resultados do trabalho de um professor não se veem apenas no presente. Assim o comprova Margarida, que não quer “desvanecer a importância que [Anabela] teve na formação do [seu] futuro”.

Inicio o ano de 2019 com esta mensagem de Margarida para Anabela, uma mensagem que muitos professores merecem ouvir/receber dos seus (ex-)alunos. Faço-a acompanhar dos meus votos para que este seja um ano mais justo para professores e alunos; um ano mais justo para a escola pública, que tanta importância tem na formação de cada cidadão e no futuro de um país, do nosso país.

Fim de janeiro quase em fevereiro

Vai entrar o mês de fevereiro e o estudo da estratégia de luta continua na gaveta. A agenda contemplará certamente ações mais próximas do período pré eleitoral, um esforço suplementar para evitar a catastrófica maioria do PS.

Aqui, pelo terreno do trabalho quotidiano, a vida está difícil, com as gripes de alunos e professores e frio nas salas de aulas.


Os professores deveriam poder reformar-se aos 60 anos, -para alguns esta intenção já vem tarde- pois a sua profissão é de desgaste (físico e psicológico) superior a algumas outras.

Dois ministros a mesma determinação!

Paulo Guinote no Público

Somos inundados pelo discurso da “autonomia” na Educação e anuncia-se uma liberdade como nunca terá existido para as escolas e os professores desenvolverem a sua actividade. Tomada pelo seu valor facial, esta retórica levaria a acreditarmos na chegada de uma era dourada sem igual na Educação. Só que o problema é quando passamos da análise das declarações públicas para os normativos publicados, para as “ferramentas” legislativas que, no concreto, são a clara antítese de uma garantia de autonomia para as decisões ao nível da escola ou da sala de aula. “…

O horror ao Conhecimento, à sua actualização para além de “aprendizagens essenciais” e ao que o vai enriquecendo, a par da imposição de formações doutrinárias e ultradireccionadas para o “sucesso” e a sua representação burocrática ficarão como uma triste herança deste mandato na Educação. A “autonomia” em Educação continua uma miragem.

O PR e o Panamá

…Se foi a expensas próprias, em merecidas férias, só me cabe respeitar a devota intenção, mas se foi em viagem de Estado fico com a vaga sensação de que desprezou o País laico que representa, num atentado à ética republicana e à neutralidade do Estado em questões religiosas.

A Estátua de Sal

(Carlos Esperança, 26/01/2019)

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Quando li que o PR estava no Panamá, pensei que o dom da ubiquidade, atributo de um frade português que a mitologia católica colocou em Pádua e em Lisboa, à mesma hora, no mesmo dia, se repetia agora com Marcelo.

Dado que fujo dos telejornais, para preservar alguma sanidade mental, resolvi consultar o sítio da PR onde, de facto, estava anunciada a deslocação do PR ao Panamá para as XXXIV Jornadas Mundiais da Juventude.

A deslocação a festivais da juventude, de onde o julgava arredado pela idade, levou-me a indagar o que iria fazer ali o PR e a surpresa tornou-se azedume e a deslocação motivo de censura. Não foi procurar os papéis do Panamá que, noutros países, levaram pessoas à prisão, foi participar numa Via Sacra com os jovens, numa missa e assistir à bênção das obras de restauro de um edifício pio.

Se foi a…

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Petição – APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE AOS DOCENTES DO 1.º CICLO

  1. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE AOS DOCENTES DO 1.º CICLO ANEXO À PETIÇÃO Para complemento da informação constante da Petição supra identificada, redijo o seguinte texto, na tentativa de esclarecer algumas opiniões formadas por desconhecimento dos factos em causa. É opinião corrente que o horário docente é igual para todos e que está definido no Estatuto da Carreira Docente. Na realidade, considerando, no global, as três componentes próprias da atividade docente- letiva, não letiva de estabelecimento e não letiva individual- podemos tirar essa conclusão. Mas, de acordo com a duração de cada componente, o trabalho torna-se mais pesado em carga horária total. Se a componente letiva é mais extensa, as não letivas representam sempre uma sobrecarga, porque há que as desenvolver corretamente, em prol do sucesso dos nossos alunos. É também profundamente errado, pensar-se que no 1.º Ciclo, o professor terá que despender menos tempo na componente não letiva individual, que a preparação das aulas e a pedagogia envolvida nessa atividade e na lecionação é de menor exigência. Bem pelo contrário. Enumero alguns motivos: O professor do 1.º Ciclo não prepara uma aula a lecionar a várias turmas- prepara, em média cinco aulas, de diferentes disciplinas, correspondentes aos tempos letivos do dia seguinte;  Como a faixa etária dos alunos é mais baixa, o professor não pode dar aulas de forma expositiva, nem usar o quadro com frequência- tem que arranjar material motivador e apelativo, para seu uso pessoal e dos alunos, que trabalham mais nos “cadernos diários” (por disciplina), os quais têm atividades diferentes, preparadas pelo professor, e necessitam de correção individual, assim como as “Fichas dos Manuais.”  Supondo que a turma à qual leciona é formada por um único ano de escolaridade, o que parece já ser incomum, há sempre subgrupos na mesma, consoante os ritmos e as capacidades de aprendizagem dos alunos; o trabalho tem que ser individualizado e adaptado a essa heterogeneidade; esta particularidade acentua-se conforme o número de alunos com Necessidades Educativas Especiais (adiante NEE); É no 1.º Ciclo que se identificam e se sinalizam para acompanhamento pela Equipa de Educação Especial, a maior parte das NEE, envolvendo sempre uma observação atenta de atitudes/comportamentos (daí que a vigilância de intervalos seja tão importante) e de produção de trabalho gráfico; muitas vezes o titular de turma tem que pesquisar, relatar para os técnicos especialistas, as diferenças observadas e desenvolver com aqueles um trabalho de articulação com vista à obtenção de diagnósticos corretos e atempados; Acresce ao exposto, o extenso Plano de Atividades, que no 1.º Ciclo e na Educação Pré-Escolar adquirem especial relevo, devido à idade das crianças, o qual inclui, para além das “Festas”, visitas de estudo… a comemoração de dias relacionados com a família- Dia do Pai, da Mãe, dos Avós, aniversário do aluno… em estreita ligação com as famílias, com elaboração “das prendas” e presença daquelas na Escola.
  2. 2. P á g i n a | 2 ANEXO A PETIÇÃO | APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA IGUALDADE AOS DOCENTES DO 1.º CICLO Todo o trabalho que se relaciona à avaliação dos discentes está regulamentado nas normas para o Ensino Básico, com todas as particularidades e exigências dos outros ciclos, normalmente com uma “Ficha de Avaliação Periodal” ainda mais extensa e pormenorizada. O docente do 1.º Ciclo faz sumários, elabora testes diagnósticos, formativos e sumativos, com as respetivas Grelhas de Correção e Cotação de questões e, por vezes, encarrega-se ele próprio de os fotocopiar, mantem atualizados os Processos dos Alunos, preenche os Registos Biográficos, reúne e articula com os professores das Atividades de Enriquecimento Curricular(AEC)- aos quais observa aulas e avalia, se assim estiver previsto no seu papel de “supervisor”- programa e avalia atividades com o professor da Educação Especial, o psicólogo, o terapeuta da fala, o técnico de desenvolvimento, o professor bibliotecário, o animador sociocultural, se na Escola houver Componente de Apoio à Família. Distribui o leite e a fruta escolares, conta os mesmos, preenche os respetivos “Mapas de Consumo”. Verifica a temperatura, se o aluno se queixa de mal-estar, trata as feridas, contacta as famílias em casode doença… Veste e despe casacos. Põe e tira chapéus. Acompanha ao refeitório e ao autocarro escolar, se necessário… (Existem assistentes operacionais, sim. Sempre em número insuficiente). Passa o dia de pé, circulando pela sala. A tradicional imagem da professora sentada à secretária, com os alunos à sua volta, desapareceu há muito das salas de aula do 1.º Ciclo, cada vez mais exigente também a nível físico. Quantas vezes, o professor leciona das 9:00h às 17:30h e sai literalmente “a correr” para se deslocar à Sede de Agrupamento (usando viatura própria, claro!) onde às 18:00h (exemplo) tem início a Reunião de Departamento, de Coordenação de Ano, do Projeto A/B/C?? Essa é outra desvantagem- as Sedes dos Agrupamentos situam-se quase todas nas E.B. 2.3. ou nas Escolas Secundárias. Nesses dias, chegar a casa às 21:00h, só com muita sorte. Como se pode afirmar que no 1.º Ciclo o trabalho é menos exigente e requermenos controlo disciplinar?? Basta pensar no que sucede em família. Quando é que os pais forçosamente têm um papel mais interventivo na vida dos filhos? Enquanto pequenos, ou quando já adquiriram alguma autonomia? Assim é, em relação aos ciclos do Ensino Básico- quanto menor é a autonomia, maior é a necessidade da presença e do acompanhamento do professor. Efetivamente, do princípio da legalidade “decorre o tratamento diverso de situações objetivamente diversas.” Mas não pela menorização das mesmas. Logo, ao pedir-se a aplicação do princípio da igualdade, está-se apenas a pretender uma justiça elementar- a compensação da carga letiva excedentária em relação aos outros ciclos, quer por um Regime Especial de Aposentação, quer pela regulação igualitária da distribuição de serviço. “Todos os trabalhadores… têm direito à retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna.” In Constituição da República Portuguesa, Artigo 59.º Fátima Ventura