Antecipar a reforma, o meu sonho recorrente

Está para breve a retoma das negociações sobre a contabilização do tempo de serviço dos professores. Ainda que na proposta já entregue pelos sindicatos ao Governo de António Costa se defenda apenas a recuperação integral dos nove anos, quatro meses e dois dias para efeitos de progressão, colocando-se como alternativa a utilização desse tempo para antecipar a reforma, o dirigente da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) mostra-se disponível para aceitar uma outra solução: Mário Nogueira admite ver refletido o tempo em causa num benefício no cálculo do valor da pensão.

“Há hipótese de o cálculo da pensão ser feito como se o professor tivesse ganho o valor que teria recebido se não tivesse havido o congelamento”, explica o sindicalista, em conversa com o ECO. Isto porque o cálculo do valor da pensão depende atualmente do conjunto dos salários auferidos ao longo da carreira contributiva, ou seja, quem teve “anos a fio com o salário cortado e a carreira congelada” já viu a sua pensão de aposentação “atingida e reduzida”, daí a pertinência da solução em causa.

Essa possibilidade tinha sido já apresentada, em agosto, pelo primeiro-ministro,  mas até agora não deu frutos.

Eu Tenho Muitas Dúvidas (E São Mesmo Muitas)

… Entendo quem consegue continuar por lá a colocar dúvidas e quem continua a discutir as coisas sem um enorme aparato de certezas. A maioria anda a tactear em busca do que é melhor para os miúdos, penso ser isso que nos move por ali, docentes e encarregad@s de educação. Na sua maioria. Depois há os que sabem já tudo, com toda a certeza. Absoluta, analítica, sintética e comparativa de superioridade.

O Meu Quintal

Acompanho um ou dois grupos que nas “redes sociais” surgiram para debater e trocar experiências sobre como se aplica o 54/2018. A ideia é tentar fazer o melhor possível, com o ano em andamento. A maioria das pessoas tem dúvidas como eu. Mas há uma espécie de pós-doutorados na matéria que, mal alguém escreve qualquer coisa que escape ao guião pré-formatado que têm na cabeça, se saem logo com coisas do tipo “como é possível que ainda não tenham percebido que se faz assim” ou “não se entende como as escolas fazem as coisas (assim ou assado)” e arrancam daí para discursos inflamados pela verdade que sabem deter na plenitude. Idiotas somos, pois, todos aqueles que pensavam que não existiam fórmulas únicas aprovadas e que a “flexibilidade” é meramente retórica. Há gente que só tem certezas e não se coíbe de considerar que mais ninguém percebe como tudo se deve…

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