Está para breve a retoma das negociações sobre a contabilização do tempo de serviço dos professores. Ainda que na proposta já entregue pelos sindicatos ao Governo de António Costa se defenda apenas a recuperação integral dos nove anos, quatro meses e dois dias para efeitos de progressão, colocando-se como alternativa a utilização desse tempo para antecipar a reforma, o dirigente da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) mostra-se disponível para aceitar uma outra solução: Mário Nogueira admite ver refletido o tempo em causa num benefício no cálculo do valor da pensão.
“Há hipótese de o cálculo da pensão ser feito como se o professor tivesse ganho o valor que teria recebido se não tivesse havido o congelamento”, explica o sindicalista, em conversa com o ECO. Isto porque o cálculo do valor da pensão depende atualmente do conjunto dos salários auferidos ao longo da carreira contributiva, ou seja, quem teve “anos a fio com o salário cortado e a carreira congelada” já viu a sua pensão de aposentação “atingida e reduzida”, daí a pertinência da solução em causa.
Essa possibilidade tinha sido já apresentada, em agosto, pelo primeiro-ministro, mas até agora não deu frutos.
