Escola Juliana por Luís Costa

A esta escola, assente em dois princípios hipocritamente hasteados (flexibilidade e inclusão), aplica-se, na perfeição, o aforismo que nos diz que quando são muitos, os cozinheiros estragam a sopa.

Na verdade, ninguém consegue focar-se em nada: atividadezinhas vindas de todos lados, mas com carradas de burocracia no bornal, com reuniões e mais reuniões para as explicar, para as planificar e para as avaliar. Os programas de ensino (e as aprendizagens que implicam) não estão apenas a perder a “velha” exclusividade, estão a ser progressivamente secundarizados, a favor desta geringonça exclusivamente concebida para a obtenção de resultados. Neste autêntico afã de “coisinhas didáticas”, o essencial (na minha ótica) acaba por ser feito “a correr” e com constantes intromissões, que desviam, desconcentram, introduzem tempo de esquecimento, de regressão… Enfim, a escola flexível está a anafar um dos piores inimigos do ensino e da aprendizagem: a falta de concentração, que esta flexibilidade está a passar (e de que maneira!) também para o lado dos professores. Quanto à inclusão… infelizmente, também parece que é sobretudo uma questão de poupança. Escola “verdadeiramente” inclusiva será aquela que tiver uma taxa de transições igual ou próxima dos 100%. O resto… são cantigas e torres de papel.

E isto resulta? Sim, na medida em que dá resultados (como diz o Rei Juliano).

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