Consulta aos professores

 O questionário de Consulta aos Professores que estava a ser divulgado no blog do ArLindo no dia de ontem e que copiei não é a versão final do mesmo…

Em 2018, o governo tentou impor a eliminação de 6,5 anos de tempo de serviço cumprido pelos professores. Estes, contudo, com a sua luta, evitaram o apagão. Entretanto, com o veto do Presidente da República e a aprovação do artigo 17.º da Lei do Orçamento do Estado de 2019, o governo ficou obrigado a desenvolver um novo processo negocial, que, porém, só no final de fevereiro teve lugar…
Os professores e educadores, com os seus sindicatos, não vão baixar os braços e lutarão pela recuperação total do tempo de serviço que cumpriram. Irão fazê-lo da forma que, em cada momento, se revelar adequada. Com o objetivo de definir as ações de luta concretas a desenvolver no 3.º período letivo, e porque o governo continua a adotar uma postura de intransigência, as organizações sindicais de docentes decidem levar por diante a presente consulta.
Pede-se aos colegas que respondam, de acordo com aquele que for o seu compromisso efetivo com a luta. O mais importante não é perceber o que, hipoteticamente, se deveria fazer, mas o que se poderá fazer, contando, para isso, com a real disponibilidade dos colegas para formas concretas de ação. Da parte dos sindicatos, fica o compromisso de levar aos seus órgãos de decisão as posições que resultarem desta consulta, assentando nelas as decisões sobre a luta a desenvolver e os seus tempos.





Anúncios

Agressão a professora do 1º ciclo

Uma encarregada de educação agrediu uma professora à porta da Escola Básica da Torrinha, no Porto, esta quarta-feira, num intervalo das aulas.

De acordo com fonte da PSP, citada pelo Jornal de Notícias, a docente sofreu vários ferimentos e a polícia foi chamada ao local.

“A agressão foi brutal. Foi terrível”, afirmou uma colega da professora, citada pelo mesmo jornal.

A professora deslocou-se esta quinta-feira ao Instituto de Medicina Legal para fazer exames.

Segundo o Jornal de Notícias, a agressão terá sido motivada por uma chamada de atenção a uma aluna do 3º ano daquele estabelecimento de ensino.

Cheap plastic reading glasses broken on white background.

Nova reunião com professores

Sentes-te só?

Não te apetece trabalhar por tua iniciativa?

Então toma uma decisão, marca uma reunião sem agenda!

Governo já convocou nova reunião com professores. Sindicatos pedem agenda para avaliar se “vale a pena” ir

Reunião da plataforma sindical meses atrás


“Não deixa de ser irónico ver Mário Nogueira pedir uma lei da República aos partidos para recuperar todo o tempo de serviço, ao mesmo tempo que é contra uma lei da República apresentada por cerca de 22 mil cidadãos (ILC) para recuperar todo o tempo de serviço. Confusos? Também eu… ” Alexandre Henriques

O muro – reuniões para ver se vale a pena perder mais tempo em reuniões

O muro da intransigência já lá está há bastante tempo, não sei como é possível continuar a esbarrar com ele. Já se tinham esquecido, ou estavam à espera que alguém o tivesse demolido entretanto?

Reuniões temáticas

Luís Costa

19 de fevereiro às 21:49 ·

O Ministro da Educação convidou os sindicatos para MAIS uma ronda negocial. E os sindicatos, como manda a boa educação, aceitaram o generoso convite. 
Noutros tempos, isto era igual a nada. Só a valsa das propostas, de ambos os lados, em constante rodopio, é que interessava verdadeiramente. A questão das negociações não era notícia. Hoje, porém, conseguir dançar com o Governo é já uma grande conquista, digna de festança da grossa e até às tantas, porque… às tantas… se descontarmos o cansaço, não se vai notar nada entre o antes e o depois do frufru negocial.

Tenho cá para mim que já é tempo de introduzir alguma novidade nestas negociações, que devem ser uma seca, sem nada para decidir realmente (porque um não quer e os outros não podem). Imagino aquelas vítimas todas a olharem constantemente para o relógio, em acérrima luta contra o torturante tempo psicológico… Por isso, sugiro que passem a fazer reuniões temáticas. Para a primeira, por exemplo, o Mário Nogueira, o João Dias da Silva & Companhia podiam ir vestidos de condenados, assim como quando Egas Moniz foi entregar-se a Afonso VII de Leão e Castela ― que, neste caso, poderia ser Tiago Brandão Rodrigues ― por causa das manias de D. Afonso Henriques ― que poderia inspirar André Pestana, mas não foi convidado para o baile. Alexandra Leitão poderia vestir-se de D. Urraca. João Costa… podia ir de mouro, por causa das vestes folgadas e flexíveis, que tudo escondem.

E pronto, aqui fica uma sugestão, sublimemente construtiva e francamente animadora, que tem pernas para… dançar. Se entenderem por bem agendar outro bailarico por alturas do Carnaval, podem passar a outro tema, para quebrar a monotonia: as múmias do Egito, “A Guerra das Estrelas”, “Avatar”, “Noddy”… Perto da Páscoa, podem inspirar-se na Paixão de Cristo e no Calvário (e aí já não arrisco dizer quem podia vestir-se de quem). Podia acabar crucificado!

Enfim, a minha ideia genial dá pano para mangas. E não é preciso muita imaginação para encontrar temas. Basta haver negociações e vontade de dançar à maneira.

Depoimento do ministro ao Expresso

Que dias os daqueles anos! Foram tantos, e tão marcantes, aqueles 4 anos na Escola da Vila, onde já antes, ocasionalmente, ia com a minha mãe – também ela professora primária, numa escola de outra freguesia – ou esperar o meu primo mais velho, que já ali estudava, e que era o companheiro de tardes e tardes de carrinhos de rolamentos na nova estrada que unia as nossas casas.

Entrar naquela escola implicou fortes e duros sacrifícios, que pareciam montanhas difíceis de transpor: manter-me sentado na sala de aula, falar maioritariamente quando me diziam que podia falar, e tratar as professoras por professora, quando eram para mim, com apenas 6 anos e desde sempre, as colegas e amigas da minha mãe. Agora tinha que dizer: a dona Milú, a dona Maria da Luz, a dona Ester, a dona Fernanda, a dona Guida e a dona Gracinda. A minha prima Gracinda, que depois ainda foi minha professora do 4.º ano, e a quem também me dirigia, estranhamente, com toda aquela deferência…