Palavras do passado, mas atuais

Uma dirigente Sindical, no Jornal do Algarve, sobre os professores do 1º ciclo
«Estes docentes possuem uma cultura de escola tão enraizada que, muitas vezes, não usufruem dos seus direitos. Se as reuniões sindicais ultrapassarem o tempo estipulado para o intervalo, os docentes sentem que devem retomar as suas aulas, quando a escola pode e deve providenciar soluções para os discentes.

Evitam faltar, mesmo quando estão doentes, pois os seus alunos terão de ser distribuídos por outras salas. Receber 4 ou 5 alunos de outra turma, torna-se incomportável, quer a nível físico, quer a nível pedagógico. O sentido de responsabilidade impele-os a reunir as suas forças e ir dar aulas, pois no dia seguinte já estarão melhores e, assim, não sobrecarregam os outros professores.»

Comentário: Este discurso parece a descrição de uma tribo indígena, descoberta pela elite sindical, cujo líder, talvez já nem se lembre, era parte dela.

Senhores sindicalistas, poucos conseguirão chegar quase aos 67 anos a trabalhar com alunos. Ter um cargo que permita fugir ao peso de uma turma será um privilégio de poucos.  A luta por uma turma melhor vai ser renhida. E talvez por isso, tanta subserviência.

Os docente do 1º ciclo devem unir-se,  reinventando uma forma de estar diferente da que está no texto, na qual não me revejo.

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