Nike by Osíris na Eurovisão Por Ivone Marques – Ovelha Ranhosa

Em janeiro esta Ovelha tinha já prenunciado que Conan iria vencer o Festival da Canção, da mesma forma que previu que, um ano depois, nunca mais ninguém ouviria falar de Salvador Sobral. E porquê? À falta do Vasco Granja ou da Fórmula 1, o Festival da Canção ainda é das memórias de infância que preservo e, com o passar dos anos, fui também aprendendo as novas dinâmicas da Eurovisão. E foi assim que percebi que, nos últimos anos, este tem sido o meio ideal para “dar música” aos portugueses e, o mais incrível, é que muitos engolem a patranha!
Mantenho, ainda hoje, que Salvador Sobral não ganhou a Eurovisão por acaso já que, anualmente, por uma razão ou por outra, o país vencedor parece escolhido a dedo, ou à medida das conveniências. No caso de Portugal, porque havia a disponibilidade de gastar uns milhões do dinheiro público com a organização de um festival em que não houve retorno financeiro absolutamente nenhum. E, na altura, até deu muito jeito ao Governo juntar religião, futebol e “fado” para distrair o povo daquilo que realmente se passava no país…

Agora, quando vi o cromo do Conan e o seu Emplastro, percebi que eles seriam as novas “vedetas” do festival de aberrações em que a Eurovisão se transformou. Com um olhar mais atento percebeu-se, desde cedo, que a televisão pública estava, encapotadamente, a promover de antemão o vencedor…