9500 professores lesados pela segurança social – Público

Definem-se como “os mais precários” dos professores e dizem que estão a ser “lesados” há anos

Nova petição foi entregue nesta sexta-feira no Parlamento. Em causa está o modo como os contratos em horários incompletos são encarados para efeitos de descontos, levando a que “vinte anos de trabalho diário sejam convertidos em apenas entre cinco a dez anos de carreira contributiva”.

Será o governo de Costa forte com os fracos e fraco com os fortes? Não quero acreditar… espero a correção desta injustiça!

À volta de um texto de Paulo Guinote

“Estando a ILC admitida a votação em plenário e podendo os partidos apresentar propostas alternativas, caso considerem que deve ser uma reposição integral mas faseada do tempo de serviço docente, para que serve esta petição da Fenprof? Para ajudar a confundir e baralhar? Porque a petição não tem qualquer poder vinculativo e nada adianta ao que já está em discussão.”

“Como é habitual, a Fenprof que tanto criticou a ILC e os seus promotores (de forma indirecta ou por mensageiros em redes sociais e centrais de comunicação) vai de arrasto e apresenta algo que falta a coragem que outros tiveram. Enfim, as palhaçadas do costume pelos actores-bufos vitalícios que nos habituaram aos ziguezagues tácticos de prognóstico no final do jogo e que anda de vitória em vitória até à derrota final de que nunca assumem qualquer quota-parte da responsabilidade.”…

“O que abomino é oportunistas (como aqueles acerca de quem me avisaram desde novo que só foram democratas quando os riscos se tornaram quase nulos) encavalitados há décadas na arte da “representação”, decisões pré-definidas em guiões formatados ou em reuniões de cúpulas iluminadas, em que grande parte dos participantes sabe que não sofrerá as consequências directas dos seus erros. ” Paulo Guinote

“Quando entrou este ECD, criou-se a abominável e irreparável injustiça de criar um escalão de topo, com a contrapartida dos travões no 4º e 6º escalões. Assim, quem teve uma carreira ” normal” tem ainda (está a ter e vai ter) um último escalão: sem vagas, sem aulas assistidas… só porque assim foi legislado. Os outros, todos os que têm a pouca sorte de ter menos de 60 anos, estão em início e meio de carreira; terão ou não vaga, de acordo com a gentileza de governos em ano mais ou menos eleitoral, e nunca chegarão ao topo.
Isto é tudo anterior aos 942. Anda é tudo muito distraído há muitos anos.
E este sindicalismo nunca aparece cabisbaixo. Como se não se tivesse vendido há muito por um lugar tão pequeno, designado por 10º escalão, com a contrapartida de alguns euros.
Há quem ganhe 1000 e quem ganhe 2000. Uma insignificância.
E depois temos as reformas e também ninguém fala disso.
Assim, pode ler-se a decisão dos sindicatos: ” Todos os professores são iguais , mas há uns mais iguais que outros.”.

Não escrevo P.S porque não me apetece nada, mas isto não é um ataque aos colegas mais velhos. Era só o que faltava. Sorte a deles e azar o nosso.” Maria

Não há sorte nenhuma em estar ao serviço, quando há anos que colegas com a minha idade(63) e ligeiramente mais velhos, já usufruem (há muitos anos) de um merecido repouso, nos termos prometidos aos monodocentes em principio de carreira. Tenho há dois anos uma redução de letiva de cinco horas que nem uma manhã ou tarde livre me concede.

Colegas monodocentes em grandes dificuldades para chegar ao fim, agarram-se a tudo, deste sindicalizarem-se, para se sentirem mais protegidos, (coisa estranha aos 60 anos) ou esperar que os médicos decidam que já não têm condições de ter horas lectivas, até à idade da aposentação.

António Costa sabe que há uma injustiça por corrigir, mas parece que a conjuntura de conflitualidade latente entre professores e governo vai deixar a injustiça sem reparação. Os sindicatos nessa matéria já decidiram. Todos ou nenhuns. Com tal posição, o governo nada fará .