ANDAMOS TRISTES – Paula Coelho Pais

Percorro as páginas dos meus amigos. Faço pausas. Não consigo responder como gosto e costumo. Escrevo devagar. Leio. Paro. Volto atrás. Deito-me. Durmo. Adensa-se a minha tristeza. Contenho lágrimas tantas vezes. Tento recuperar. É difícil. As notícias más atropelam-se num Mundo em convulsão. A Natureza revolta-se. O sangue molda-se às veias contraindo-as de aflição. A tensão sobe. Paro de novo. As pessoas agridem-se. A incompreensão cresce. Muitas procuram ajudar-se. Combater os sintomas das sombras. Mas a luta é árdua. Os interesses económicos sobrepõem-se às necessidades da vida. Há sempre poderosos que vêm dos confins da História e não estão dispostos a perder os privilégios. Seja onde for. Atacando o próprio povo de quem deviam cuidar. Foi sempre assim. A Humanidade está cansada de que seja sempre assim. Por todo o Mundo, assim. As injustiças entraram em descontrolo como numa ladeira a pique. Feitas à luz do Sol como se já nem houvesse vergonha. O planeta sofre e clama por ajuda. Há uma certa incredulidade no ar que nos tenta paralisar. E nós, andamos tristes. Sorrimos, sim. Tentamos ainda fazer algo. Pensamos. Falamos. Escrevemos. Manifestamo-nos. 
Vamos seguindo o nosso caminho. Por vezes ainda sorrimos. 
Mas andamos tristes.
E tentamos recuperar as forças. Para voltar à luta.

Paula Coelho Pais
Lisboa, 18 de março de 2019

Depois de alguma letargia, agentes sindicais procuram fazer crer que dia 23 é o tudo ou nada

“Está provado que os sindicatos sozinhos não têm poder; quando só uma amostra de professores faz greve ou se manifesta, provado está que não dá resultados.
Uma grande parte dos professores que estiveram na grande manifestação em 2008 (que obteve frutos por ser grande) ou já está reformada ou está com pouca saúde para caminhadas (por isso é melhor não contar com eles). 
Os partidos que mostram abertura à nossa causa, parece-me que estão à espera do que vai acontecer em 23 de março para agirem.
Esperar pelos tribunais, além de demorar muito tempo, poderá o país já não ter condições financeiras quando concluírem os processos. 
Nas redes sociais, os professores dão indicação de estarem esclarecidos, indignados e dispostos a lutar, mas nas escolas parece que se espera milagres. 
Esta manifestação é a última e derradeira oportunidade de mostrarmos ao governo, ao parlamento e à sociedade todas as injustiças que sofremos, mas são precisos todos os que podem. Se tiveres saúde, por ti mesmo, não fiques em casa por opção! Vai e se não resultar (sendo a esmagadora maioria, a meses de eleições resulta de certeza), ficas com a consciência tranquila de que fizeste a tua parte!”

Tardou, Mas Chegou

O Meu Quintal

O meu “corporativismo” não é daqueles que pactua com “práticas” de que, infelizmente, se falava há muito. Sim, é verdade, não deveria ir só, atendendo a mais denúncias que têm andado por aí, mas sempre com “abafanço”. E este processo demorou muito, demasiado, tempo. Não me parece que fosse apenas a “complexidade” em si do dito. Talvez algo exterior a isso.

É por coisas como esta que defendo o fim do secretismo de quem anda metido nas produção de provas e exames porque esse secretismo é muito relativo, pois há quem não resista a gabarolar-se nos ambientes de proximidade. E Português nem é o caso mais “notável”.

Professora demitida por fuga de informação sobre exame de Português

Mas isto é como a estratégia de cortar árvores para elas não arderem. Se acabarem com os exames, como alguns especialistas e decisores defendem, este tipo de coisas já não acontecerá.

Portanto, o…

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