A proposta de Rio

O presidente do PSD não especificou a forma como a sua bancada vai querer que as condições fiquem previstas na letra da lei — e isso faz toda a diferença — mas pelo menos já admitiu, com alguma assertividade, que é a favor de uma solução como a adoptada nos Açores e na Madeira para a contagem do tempo de serviço congelado aos professores.

Embora admita que o PSD possa estar a alimentar falsas expectativas aos professores por também ter pedido a apreciação parlamentar do decreto do Governo, como fizeram Bloco e PCP, Rui Rio defende que se deve contar todo o tempo de serviço e que os sete anos em falta na proposta do Executivo sejam contabilizados num “misto de dinheiro no eixo do tempo e de antecipação do tempo de reforma”. Esta solução permitiria que não se onerasse o orçamento do Estado: há menos crianças e por isso são necessários menos docentes; os professores deixariam de ser pagos pelo Ministério da Educação e passariam a ser pagos pela Segurança Social, descreveu. “Nem todos os professores que se reformam têm necessariamente que ser substituídos”, acrescentou o líder do PSD.

Um Resumo Histórico da Luta dos Professores — Blog DeAr Lindo

… que sempre terminaram a favor dos professores. Já nos anos 90 se reclamava: “O tempo de serviço não se negoceia, conta-se” Em dia de manifestação de professores, recordamos outros protestos, de outros tempos. O que ganharam os docentes com as lutas no pós 25 de Abril? Clara Viana Às vezes, o mundo…

Um Resumo Histórico da Luta dos Professores — Blog DeAr Lindo

2ª Feira

O Meu Quintal

Dois dias depois, ninguém do ME/Governo tem seja o que for a dizer quanto à manifestação de sábado, mas temos governantes no Dubai a assistir à entrega do Global Teacher Prize a um professor queniano, com direito a declarações delicodoces via Skype. Resta saber se levou séquito e quem pagou, porque viagens e estadias destas são para o carote. Se foi a organização que pagou, isso levanta umas interrogações legítimas, pois existe por cá uma secção do prémio; se foram verbas públicas levanta outras, porque não estou bem a ver a relevância para a melhoria do sistema de ensino em Portugal. Sim, sei que é para a “troca de experiências”, mas, em regra, é mais o alargamento de experiências de quem viaja por conta de outrém. Até que por cá, este tipo de coisas é visto com a condescendência e impunidade habitual.

Mad doctor

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Uma Manifestação Ordeira E Respeitadora

O Meu Quintal

Pelo que me contam, como o S.TO.P. não faz parte da Plataforma, teve de desfilar no fim da manifestação de ontem e com ele algum pessoal que não agarrou nas bandeirinhas certas. Com a polícia (em regra gente simpática mas que segue ordens) logo atrás, a fechar, Faz lembrar aqueles cortejos do Antigo Regime com o monarca e família a abrirem e os mendigos, aleijados e senhoras de vida alegre a irem lá ao fundo para não pegarem doenças à gente de bem.  Pensando bem é mais seguro e corre-se menos risco de perdigoto ortodoxo.

Ovelhas

(ainda há quem ande a discutir números e mesmo quem ache que esta foi a mais grandiosa de todas porque – proporcionalmente – ultrapassaria a de há 11 anos; pessoalmente, interessam-me mais o impacto e a eficácia… )

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Que espetacular jornada de luta. Só fizeram falta os que lá estiveram – Ana Pires

NÃO concordo! TODOS fazemos FALTA : os que FORAM, os que gostariam de ter ido e NÃO puderam ir, os que NÃO foram porque não acreditam na luta por cansaço, e até os que NÃO foram porque nunca foram… NÓS, PROFESSORES, PRECISAMOS de TODOS e os sindicatos devem ser os primeiros a ter a PREOCUPAÇÃO e a OBRIGAÇÃO de fomentar a UNIÃO! PARABÉNS a TODOS os professores…” Regina Machado

Uma manisfestação que deixa a sensação do dever cumprido e alivia a frustração

Só em 6 de junho?

Entretanto manisfesta-se um grupinho a 16 de abril na assembleia
Do resultado da apreciação parlamentar ficam pendentes novas ações de protesto no 3.º período escolar e período de exames e avaliações: convocação de nova manifestação; greves de um dia em diversas semanas por regiões ; greves coincidentes com dias de exame e provas finais; podem avançar se os partidos não se entenderem numa solução que vá ao encontro das reivindicações dos professores, (o ano letivo chega ao fim) podendo mesmo a luta estender-se ao arranque do próximo ano letivo…

Professores ameaçam com greve às avaliações a partir de 6 de junho

Além desta manifestação nacional, os sindicatos dos professores afirmaram ainda estar dispostos a nova manifestação nacional a 05 de outubro, dia Mundial do Professor que este ano coincide com a véspera das eleições legislativas.

ADMITE QUE O PROBLEMA FICARÁ POR RESOLVER?


Os conselhos da Leya para a sala de aula

 O que mais me impressiona na escola de hoje é a falta de reflexão sobre o que se passa na sala de aula. Professores e alunos vivem todos os dias como se não fosse decisivo refletir sobre aquele espaço e todos repetem comportamentos estereotipados que aumentam o seu mal-estar.
           Os professores não meditam sobre a forma de exercer a sua liderança. Esquecem que deverão ser líderes e não chefes da aula, porque o líder é aquele que se propõe e é aceite, enquanto o chefe é o que se impõe por um recurso de poder. Obcecados com o controlo disciplinar, em breve resvalam para o autoritarismo, onde tantas vezes cabem os gritos, as faltas disciplinares e a expulsão da sala de aula, a maneira mais fácil com que fingem resolver o problema. O autoritarismo é arrogante, mas frágil, porque o professor autoritário sabe que vive num logro, o seu grito é a constante cortina onde se esconde a sua incompetência pedagógica, afinal a impossibilidade de contribuir para que aqueles jovens possam aprender e compreender o mundo. O professor tenta ser chefe, experimenta exercer o poder que lhe é transmitido pela instituição e tantas vezes guarda o saber para si próprio, porque receia a incerteza que pode resultar se o partilhar com os mais novos… Daniel Sampaio

Por mim quando escolher livros passo a ter em conta este texto divulgado! Teoria de quem não enfrenta 5 horas por dias 26 alunos com problemas graves de comportamento.

Paulo Guinote no Público

– Vai estar na manifestação de dia 23? Se sim, porquê? Se não, porquê.

Não estarei porque, depois de um pequeno período de benefício da dúvida há uma década e de mais recentemente ter aderido às greves às avaliações de 2013 e 2018, considero que o sindicalismo docente parou no tempo, perdeu lucidez e insiste em estratégias que, com a actual fórmula política que apoia o governo, são completamente controladas pelos directórios partidários. Para além disso, não me sinto representado por pessoas que não partilham o quotidiano da maioria dos docentes há décadas, não passando de sindicalistas profissionais por opção.

ver em:
https://guinote.wordpress.com/2019/03/23/o-meu-depoimento-para-o-publico-de-hoje-incluindo-as-partes-que-me-podem-dar-nova-denuncia-por-parte-de-virgens-ofendids/

Afinal ainda há esperança, profs fazem depender futuras acções de luta (greves) do que vier a ser decidido pelo Parlamento

A maioria dos cerca de 33 mil profs que participaram numa consulta promovida pelos sindicatos já disseram que no dia 16 de Abril o seu lugar é estar no Parlamento, para acompanhar o debate da apreciação parlamentar ao diploma do Governo e também da Iniciativa Legislativa de Cidadãos em defesa da recuperação integral do tempo de serviço, que será discutida na mesma sessão parlamentar.”

Uns vão bem outros mal

O Sindicato de ProfessoresZSul entregou, ontem, no TAF de Beja, a primeira acção administrativa contra as ultrapassagens (no posicionamento remuneratório relativo de docentes) resultantes da aplicação da Portaria n.º 119/2018, a qual estabelece as condições para o reposicionamento na carreira dos professores que integraram os quadros desde 2011.
Em causa está o princípio, constitucionalmente consagrado, desigualdade de tratamento, que não permite que docentes com maior antiguidade, os que já se encontravam na carreira desde antes de 2011, possam ser ultrapassados por colegas seus com menor antiguidade. Isto mesmo consta de um acórdão do Tribunal Constitucional (Acórdão n.º 239/2013) que produz jurisprudência sobre esta matéria.
Na sequência da entrega desta primeira acção, outras se seguirão, em representação de todos os docentes associados do SPZS que assim o entendam. Nesse sentido, o SPZS está a efectuar um levantamento de dados, importantes para o prosseguimento dessas acções.