Ministro da Educação e secretários de Estado na comissão de educação e Ciência

Ana Mesquita fala défice na prática democrática nas escolas! Ultrapassagens também foram abordadas.

Ministro passa a palavra ao Secretário de Estado e quando à falta de democracia na Escola disse nada!

João Costa – repudiamos qualquer forma de repressão e violência de alunos sobre professores ou de professores sobre alunos.

Não há qualquer orientação da parte do ministério, as escolas devem ser espaços de formação de consciência politica. Seja qual for a orientação dos alunos, deve-se promover o debate…

Aponta legislação que permite haver mais alunos nos conselhos gerais. Repudia por fim os casos que Ana Mesquita apontou como falta de prática democrática nas escolas.

Começou a intervenção de Maria Augusta Santos (PS) mudei para um canal de música porque não gostei da intervenção da deputada no dia 16.

Provas de improvisação

Escola Portuguesa

pinoContrariando o cepticismo de muitos colegas, apoiei a substituição dos anacrónicos exames do 4.º ano por provas de aferição realizadas a meio do percurso escolar do primeiro ciclo. O novo modelo de avaliação externa é até, de certa forma, mais exigente: enquanto no modelo anterior se avaliavam apenas o Português e a Matemática, agora as provas incidem em todas as áreas curriculares. Incluindo a anteriormente desprezada área das expressões.

E é aqui, mais concretamente na Expressão Físico-Motora, que, de ano para ano, ressurge o problema: muitas escolas do 1.º ciclo não estão adequadamente equipadas para as actividades físicas. O que significa que, desde logo por falta de condições, os alunos não realizam ao longo do ano os exercícios que lhes vão ser pedidos nas provas.

Ora bem: isto não faz qualquer sentido. Muito menos a indicação de que os alunos devam ser transportados para outra escola do agrupamento que disponha…

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A extraordinária reivindicação da maioria dos sindicatos para os monodocentes é mais um ano sem atividade letiva

A maioria dos colegas não gostam dos anos sem componente letiva e como é facultativo, preferem passar ao lado. Mais estranho é o suposto bónus laboral contemplar quem está em funções administrativas. Conheço um caso de um colega que esteve sempre na direção de agrupamento e no ano em que saiu para ter turma acionou a benesse pensada para o cansaço do trabalho letivo.

O que a maioria dos monodocentes quer é sair para o 2º ciclo. Encaram naturalmente essa possibilidade que finalmente lhe dá aceso a um 79 em condições e um “upgrade” na profissão, um fim de carreira menos pesado.

Deputada Ana Mesquita (PCP) Diz Que ILC Ataca Direitos Conquistados Pelos Professores — ComRegras

Grave, muito grave o que disse a deputada Ana Mesquita sobre a ILC. Para quem não sabe, a Ana Mesquita esteve presente na audição da ILC e nunca referiu as preocupações agora publicadas via facebook. Fico por isso muito baralhado, por que motivo o PCP não votou contra a ILC, já que era assim tão…

Deputada Ana Mesquita (PCP) Diz Que ILC Ataca Direitos Conquistados Pelos Professores — ComRegras

Os eucaliptos – Luís Costa


Paulatinamente, o debate desta questão fulcral tem sofrido uma perigosa simplificação: o almejado regresso à gestão democrática das escolas está a ser reduzido, no verbo e nas intenções, à mera alteração do processo de eleição do Diretor. Uns fá-lo-ão intencionalmente, outros sem intenção, mas, na verdade, todos os que marcam presença nesta ala discursiva estão a contribuir para a perpetuação da dita figura. É a velha e bem conhecida estratégia de mudar o suficiente para que tudo (o que é “essencial”) fique na mesma. Só por ingenuidade ou insídia se pode crer, ou fazer crer, que algo de substancial vai mudar apenas com essa alteração. O instalado halo (de prepotência, de intimidação e de cumplicidades) que os diretores têm anafado só se dissipará com o desaparecimento do cargo, recolocando no seu lugar uma referência com muito mais e melhores conotações democráticas: o Presidente. […]

 Tal como um eucalipto, a autoridade do Diretor parece crescer, vigorosa e assombrosamente, à custa da autoridade dos professores, que se esvai de forma inversamente proporcional. E tem sido tão célere este processo de decomposição, que alunos e encarregados de educação (em geral, claro) têm hoje a perceção de que os professores são meros verbos de encher, meros ensinadores e “propositores” de notas condicionadas. E não andam muito longe da verdade: nas escolas reina a desautorização, a demissão, a omissão, o medo. Em todos os órgãos impera a vontade do Diretor. Já não há genuínas discussões, já não há genuínas críticas, já não há verdadeiro contraditório, já não há verdadeiros sufrágios: a discussão é entendida como obstáculo; a crítica é recebida como afronta, como declaração de oposição ao regime; o contraditório é mera “perda de tempo”, pois já todos sabem que tudo está previamente orquestrado e decidido; o mesmo acontece com os sufrágios, que ocorrem quando um diretor se lembra de fingir que não nomeia (prefiro os que assumem a sua própria escolha). Estranhamente, muito estranhamente, a superautoridade dos diretores parece não estar a produzir nem superdisciplina nem superempenho discente. Bem pelo contrário. Porquê?

É este o estado a que chegaram as dinâmicas nas nossas escolas. O caso não seria muito dramático, se se tratasse de fábricas de pregos. Contudo, como é nesses espaços que formamos não só os profissionais mas também os cidadãos, os homens e as mulheres do futuro; como é nesses espaços que ensinamos o respeito ou deixamos crescer na brutalidade; como é nesses viveiros que cultivamos a liberdade ou a submissão; como é nesses ovos que chocamos a democracia ou o veneno que a poderá aniquilar, então o caso muda radicalmente de figura.

É por estas simples miudezas que urge abrir todas as portas, desmantelar todas as gaiolas, estirar as asas, beber pluralismos, enfim, devolver a democracia às nossas escolas, antes que esta silenciosa e cinzenta anemia evolua para leucemia letal.

Greves a doer deverão aumentar

https://www.publico.pt/2019/04/18/sociedade/noticia/greves-doer-deverao-aumentar-futuro-1869665

A agenda ideológica está a ser posta de lado em benefício de reivindicações concretas. É uma das mudanças em curso no movimento sindical, que está a ser posta em prática por novos movimentos e que responde com mais eficácia ao que é hoje o mercado de trabalho, adiantam investigadores…

… Para o dirigente do Sindicato de Todos os Professores (Stop), André Pestana, trata-se de uma equação simples. “Nas greves que não fazem mossa quem se desgasta são os trabalhadores, que perdem salário para quase nada. É por isso, para não serem inócuas, que as formas de luta têm de pôr em causa o status quo

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Um retrato da Assembleia da República no dia da não discussão do ILC

Sandra Gonçalves Igreja

Ontem às 07:19

Tenho mesmo de falar.
Na terça-feira, dia 16, estive sentada nas galerias da Assembleia da República, para assistir à apreciação do Decreto-Lei n.º 36/2019 de 15 de Março, relacionado com os efeitos do congelamento ocorrido entre 2011 e 2017 na carreira docente. Levantei-me e saí como a maioria dos professores que lá se encontravam, quando aquele que se diz Ministro da Educação começou a papaguear falsidades. Ainda assim, no restante tempo, pude ver o que estava à mostra de todos. Estive, pela primeira vez, numa sessão de plenário e fiquei completamente estúpida com a atitude da maioria dos deputados no exercício das suas funções, pagos a peso de ouro (tendo em conta tudo o que recebem) por todos nós! A quantidade de cadeiras vazias numa tarde em que se falou, por exemplo, da violência doméstica é vergonhosa. É completamente inacreditável, e não, não é igual a ver a transmissão no canal AR. Há de tudo, para todos os gostos: uma senhora deputada do PS, que chegou, sentou-se, foi ao seu telemóvel e aí passou vinte a trinta minutos. Entretanto, conversou algo com quem passou ou se sentou ao seu lado, depois fechou a sua sessão, pegou no seu casaco, nos papéis, na mala e sai, vai embora. Já tinha trabalhado…já tinha cumprido com as suas obrigações. Uma outra senhora deputada, também do PS, que chegou pouco antes de ir falar, depois foi para o seu lugar e esteve no facebook, no computador da AR. Houve um outro senhor deputado, igualmente do PS, que chegou já a sessão tinha começado, ou seja, chegou já perto da sua intervenção, falou e passado pouquíssimo tempo foi embora! Um outro senhor deputado, desta feita do CDS, que esteve bastante tempo no seu telemóvel, por diversas vezes. Outros senhores deputados, agora do PSD, que também utilizaram os seus telemóveis, inclusivamente para falar!, e/ou tablets pessoais. Até determinada altura só na bancada parlamentar do PCP, BE e verdes, ninguém tinha ido, no entanto, foi uma questão de tempo apenas! Entram quando querem e saem quando bem lhes apetece, enquanto a sessão plenária prossegue e outros deputados realizam as suas intervenções. Mas, assim como assim, praticamente ninguém está atento às intervenções…nem sequer das da sua cor política. No entanto, no fim é certo que batem palmas às da sua bancada parlamentar! Devem saber de memória o que os seus pares vão ler…seres extraordinários! Recordo que todas estas situações se passaram em horário de trabalho. Até me podem dizer que podem gerir os seus horários desta forma, mas estas atitudes e posturas ficam muito mal. Se a saberem que nas galerias estavam dezenas de professores e até esteve uma chefe de estado, a Presidente da Estónia, e não se coibiram de agir assim, o que será quando sabem que estão poucos ou ninguém? Dia 16 tomei consciência que a nossa representatividade está podre. Nos partidos já não acreditava, mas ia mantendo a esperança em algumas pessoas…fiquei desesperançada. Poderão existir alguns que não estejam contaminados mas, por certo, depressa ficarão. A podridão alastra tal qual uma epidemia. Na Casa da Lei portuguesa poucos são os que pensam e defendem a causa pública…proliferam os sevandijas, os defensores acríticos das cartilhas partidárias e dos interesses actuais e/ou futuros, dos próprios e/ou de terceiros.
Não deixarei de votar, por respeito a tantos que lutaram para que este fosse um direito para todos, mas enquanto não (re)nascer a esperança, irei escrever no boletim de voto o que me aprouver no momento. Nas que se avizinham será “SOU PROFESSORA”.