Quanto custa descongelar a carreira de 100 milprofessores ?

Quanto custa descongelar a carreira de 100 mil professores? – Portugal – SÁBADO


Assembleia da República vai discutir esta terça-feira quatro projetos que propõem alterar o decreto do Governo sobre o descongelamentos de carreiras.

A resposta à pergunta que está no título depende – mesmo – de quem faz as contas. Para o Governo, se compensasse na totalidade os cerca de 100 mil professores pelos 9 anos, quatro meses e dois dias em que as progressões na carreira estiveram congeladas, teria “um aumento permanente da despesa de 600 milhões de euros por ano”. Mas esse valor é agora contestado por um grupo de “30 a 40 docentes, de todo o País e sem ligações partidárias” (entre eles está Paulo Guinote, autor do blogue já desativado A Educação do Meu Umbigo), que calculou em pouco menos de metade (320,3 milhões de euros) a despesa que o Estado teria. 

São, portanto, cerca de 280 milhões que separam os professores do Governo. E ainda um enorme detalhe: o método. Segundo confirmou a SÁBADO junto do Ministério das Finanças, o Governo usou valores brutos para os seus cálculos. Já os professores recorreram à soma dos valores líquidos com o que é descontado para a Caixa Geral de Aposentações. “Ao não referir que desse valor da despesa ilíquida existe um valor que fica automaticamente retido na fonte (nos cofres do Estado) o Governo omite a efetiva despesa do Estado”, crítica à SÁBADO Maurício Brito. 


Opinião – Vamos abrir uma Pupil Referral Unit em Portugal? – João André Costa — Blog DeAr Lindo

Vamos abrir uma Pupil Referral Unit em Portugal? Não por me apetecer, não apetece, já trabalho numa e agora de férias a última coisa que me apetece é falar sobre, e das, Pupil Referral Units (PRU). E, Sr. Ministro, não fosse pelos desenvolvimentos recentes e os repetidos casos de abusos físicos de alunos sobre professores  e por aqui continuaria, calado que nem um rato, a aproveitar as férias.
Pupil Referral Unit é o nome dado às escolas no Reino Unido cuja função é continuar a educar os alunos da primária e secundária após a sua expulsão da escola. Sim, no Reino Unido um aluno pode ser expulso do ensino regular desde o 1.° ano por mau comportamento. Em Portugal, só depois de fazer 18 anos, quando já não estão abrangidos pela escolaridade obrigatória. Porquê, Sr. Ministro?

Opinião – Vamos abrir uma Pupil Referral Unit em Portugal? – João André Costa — Blog DeAr Lindo

As previsões do Arlindo para amanhã

O ILC será chumbado!

Tenho certeza que a proposta do PSD será criticada pelo BE e PCP, mas votarão estes partidos contra a proposta do PSD?

A abstenção poderá ser a forma de decidir que proposta passará (não contando com o PAN que o seu voto único não desequilibrará a balança) e o parlamento tem 88 deputados do PSD contra 86 do PS.

A não ser que existam muitas surpresas o que prevejo é a aprovação da proposta do PSD com a abstenção do BE e do PCP (também aqui não sei para que lado cairá o CDS, mas nunca seguirá o PS no voto contra).

As propostas do BE e do PCP deverão ter também a abstenção do PSD.

E assim 2A9M18D serão já contabilizados para todos a 1/1/2019.

A dor de cabeça virá depois com a progressão dos docentes que ocorram por antecipação pois em muitos casos faltam aulas observadas por pedir e formações por realizar. E digo eu (mas também podiam legislar passagem administrativa temporária sem formações e propor aulas observadas à pressa no 3º período)

Ler Toda Esta Notícia Deprime-me A Vários Níveis — O Meu Quintal

Selecciono apenas uma parte. O resto é demasiado mau, mas não inesperado, em quem defende e promove a descentralização de competências em Educação para dela colher os frutos financeiros. O texto da notícia merece leitura extensa em todos os ziguezagues. A vereadora em causa, que também surge como deputada na presente legislatura, no seu “registo […]

Ler Toda Esta Notícia Deprime-me A Vários Níveis — O Meu Quintal

Paulo Guinote – PÚBLICO

Professores: uma paródia para lamentar

No dia 16 de Abril assistiremos a mais um episódio de uma longa encenação que quase ninguém quer ver terminada. Que isso aconteça no Parlamento é algo para lamentar.

No próximo dia 16 de Abril, a agenda da sessão plenária do Parlamento contempla no seu ponto 5 o “Projeto de Lei n.º 944/XIII/3.ª (Cidadãos)” sobre a “Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória”, projecto que resulta de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) desenvolvida desde 17 de Abril de 2018.

Embora formalmente não seja o último passo de um processo com cerca de um ano (em caso de aprovação na generalidade será “remetida à comissão competente em razão da matéria para efeitos de apreciação e votação na especialidade”, de acordo como o n.º 1 do artigo 11.º da Lei n.​º 17/2003, de 4 de junho, com as alterações introduzidas posteriormente e que me escuso a especificar), como elemento da sua Comissão Representativa acalento escassas esperanças que seja aprovada e que não termine aqui uma experiência que não deixa de ser enriquecedora quanto aos mecanismos formais que a nossa democracia reserva para a participação cívica da chamada “sociedade civil”.

Compreendo que uma iniciativa legislativa para votação na “Casa da Democracia” deve ter procedimentos rigorosos, mas uma narrativa detalhada das peripécias ocorridas durante o último ano conteria quase todos os ingredientes de uma paródia triste, desde uma plataforma electrónica a ir-se abaixo com uma frequência assustadora, passando por um processo de verificação de assinaturas sem critérios claros e uma mudança de regras perto do final, devido a alterações legislativas, até uma audição na Comissão de Educação e Ciência do Parlamento em que o deputado nomeado para produzir o parecer sobre a iniciativa (e conhecido opositor ao que nela é proposto) teve direito ao dobro do tempo regulamentar ao falar em nome do seu partido e como relator.

Ultrapassando essas fases, com alguma acrimónia pelo caminho e muita insistência junto dos serviços do Parlamento em alguns momentos mais críticos, o parecer sobre o que já se tinha tornado projecto de lei (publicado na separata n.º 105/XIII/4, a 15 de Janeiro de 2019) foi aprovado no dia 15 de Fevereiro de 2019 na sessão 267 da Comissão acima referida e foi enviado para o presidente da Assembleia da República no dia 19 de Fevereiro, conforme se pode verificar no site do Parlamento. “Recebido o parecer da comissão” de acordo com o artigo 10.º da legislação aplicável, “o Presidente da Assembleia da República promove o agendamento da iniciativa para uma das 10 reuniões plenárias seguintes, para efeito de apreciação e votação na generalidade.” A 10.ª sessão plenária depois de dia 19 de Fevereiro aconteceu no dia 21 de Março de 2019. Aceitando que o parecer demorou uns dias a atravessar os corredores de São Bento, teríamos ainda a possibilidade de a sua votação acontecer nas sessões de 27 ou 29 de Março…

UM EXERCÍCIO DE CINISMO – Samuel Quedas

O facto de uma “fundação” que serve para lavar uns dinheiros dos donos do Pingo Doce, uma empresa que paga ordenados de merda e FOGE COM OS IMPOSTOS para a Holanda, ROUBANDO descaradamente o povo português… vir encomendar e pagar a uns lacaios um “estudo jeitoso” que aconselha a reforma lá para os 70 anos… seria um exercício de ironia fantástico, não se desse o caso de, neste caso específico, a coisa ter outro nome bem diferente.

Ah… e só mencionei os salários de merda que paga o escroque Alexandre Soares dos Santos, dono do Pingo Doce, numa empresa de filhos da puta em que os administradores ganham 52 vezes mais do que os trabalhadores… porque se for verdade que falta dinheiro no bolo destinado às reformas… qualquer candidato a economista deveria saber que isso se resolve com mais emprego, melhor emprego e melhores salários.
Isso é que garante os fundos e o financiamento necessário para pensões e reformas e todo o conjunto do que se chama “Segurança Social”… e não condenar os cidadãos a uma vida miserável e trabalhos forçados até à morte!

Depois dos professores de Educação Física quererem um grupo semelhante ao de inglês no 1º ciclo. Eis que surge a proposta de Ética, Educação, Cidadania e Desenvolvimento com os professores de História e Filosofia

Toda a gente quer compartimentação da escola?

Será uma tentativa de repor a autoridade do professor? Ou uma tentativa de repor horários a grupos com escassez deles?

A segurança social não está em risco

Notícias alarmistas são uma encomenda dos bancos para sacar o nosso dinheiro!

Um estudo recente propõe aumentar a idade da reforma até aos 69 anos, para ser possível que cada pessoa tenha direito à pensão completa.

José Gomes Ferreira considerou que o estudo “parece uma encomenda” feita pela fundação que o patrocinou, e que esta “parece estar a fazer o jeito aos fundos de pensões e às seguradoras”.

A década que mudou o país – anos 70

“Muitas revoluções, o regime caiu, os católicos a poder divorciar-se e deixou de ser um escândalo uma mulher entrar só num café. Havia filas para o leite, para a gasolina e para chegar ao balcão do banco e levantar dinheiro. ” Rita Garcia in Sábado 2012.

Poucos comiam carne e peixe todos os dias, pois era muito caro. Poucos comiam fora. Todos viam a eleição da miss Portugal e o Festival da canção. Os que não tinham TV juntavam-se aos que tinham. Não era qualquer um que entrava numa discoteca. O uso do biquini generalizou-se com a chegada dos portugueses das ex- colónias.

As madrugadas eram longas para quem não saía de casa, graças ao rádio Clube Português FM que captava um público jovem, graças à música que passava do exterior, era uma referencia de tal maneira que foi escolhido para transmitir o primeiro comunicado do MFA na noite de 24 de abril.

Todos queriam: lentes de contacto moles, relógio digital, máquina de calcular de bolso, lâmina de barbear descartável.

A revolução trouxe os militares ao ecrã, mas também as telenovelas, Gabriela Cravo e Canela em 77, ainda a preto e branco. O ZIP ZIP que obrigou os cinemas a fazer um desconto às segundas feiras para não ficarem vazios.